Então, essa será a primeira vez que escrevo para o blog. E vou confessar que estou morrendo de medo! Costumo dizer que sou especialista em ler, já que leio em média 300 livros por ano, mas escrever, para mim é algo novo, que tem que ser trabalhado, portanto, tenham paciência com a ruiva aqui, ok!?
Mas prometo me esmerar (Ih, parece minha avó falando! RS)!

Vamos ao que interessa...

O tema é: PLAYLIST DE LIVROS! Adoro! Elas me inspiram, me levam a outro patamar, meus olhos viram dois asteriscos quando eu percebo que o autor escolheu músicas que amo para determinada cena. Ahh! Essas cenas ficam na memória para sempre, como se eu fosse parte integrante do livro. Por isso, vou citar para vocês, algumas playlists de livros que ficaram gravadas na minha memória. Ah! O conteúdo que eu citei, pode conter spoiler.




Sinopse: 
Angelina Brooks não se prende a relacionamentos, vive um dia de cada vez. Felizes para sempre? Uma noite apenas é o suficiente, afinal, o que é uma mulher apaixonada se não um pé no saco? Angelina ama sua liberdade, sua casa, seu melhor amigo e seu uísque. Suas noites são festa, seu trabalho parte do seu DNA e sexo, o combustível que move sua vida. 
Evan King ou simplesmente doutor King, é um renomado médico que vive para o trabalho. Solteiro por opção, apesar de amar desafios, tem uma vida sem grandes emoções, até o momento em que uma paciente extremamente irritante – e sexy - aparece em seu consultório. 
O que poderiam ter esses dois em comum além da atração e do desejo incontroláveis que sentem pelo outro? Será que uma noite apenas seria o suficiente para satisfazê-los? 

Leia a resenha AQUI.
Ouça a Playlist:  Youtube Spotfy



Logo nas primeiras páginas do livro Uma Noite Apenas da autora Bya Campista já me fez revirar os “zoinhos”.  A playlist que é composta basicamente de rock clássico – ritmo que me encanta mais que tudo. Logo no capitulo 01 a Bya Campista coloca:
“Liguei meu carro, e imediatamente meu som tocou alto. A música estava presente em minha vida desde sempre, e naquele momento, eu precisava da voz rouca de Bon Scott em meus ouvidos, cantando aquela que Tray dizia ser a minha cara, e que sempre tocava quando eu me sentia poderosa. Selecionei a música no momento em que larguei rumo à cidade, AC/DC tocou alto em meus ouvidos, me dizendo You shook me all night long. Pensei no moreno deitado lá em cima. Com certeza baby, eu te sacudiria a noite inteira, mas eu não sou dessas que se prendem a relacionamentos. Desculpe.” (Angelina Brooks)

E vamos combinar que a música se encaixa perfeitamente com a cena descrita de uma mulher forte, decidida, que não se apega a esses “mimimis” impostos pela sociedade machista em que vivemos. Então, a cena e a música para mim, são como feijão com arroz, como yin e yang.

Ainda falando do UNA, vamos a minha cena preferida. Lá no meio do livro, mais ou menos na página 130, tem a seguinte cena:
“Depois tudo ficou um pouco nebuloso. Lembro-me de estar sentada ao lado da cama ao som de Pink Floyd cantando Wish you were here, para tornar a cena mais fúnebre possível, e minha terceira garrafa entre as pernas. Sim, o meu velho Jack nunca me abandona, ainda mais sem me dar respostas...”

Em minha opinião não existe música melhor para fossa do que essa. Mas você deve estar se perguntando, e na cena romântica do casal, qual musica foi usada? Pois é, “fodástica” igual a todo o livro! A clássica: One more night, de Phill Collins.
“– One more night. – Evan sussurrou com um pequeno sorriso, se referindo à música.
Revirei meus olhos e peguei o controle, deixando a sala num silêncio sepulcral e ele me olhou surpreso.– Nada que possa nos distrair do real motivo pelo qual estamos aqui.(...)Evan me conduziu ao sofá com sua mão em minhas costas e senti um frio na espinha. Sentando-se ao meu lado, passou a mão pelo cabelo, e fechou seus olhos por instantes.– Eu sinto sua falta. – disse tão baixo, que mal pude ouvir. Abrindo seus olhos, concluiu. – Mais do que eu pudesse imaginar que um dia sentiria.”.

Outro livro que me encantou tanto pela história, quanto pela construção dos personagens, pela narrativa com o pensamento alternado (adoro por possibilitar ao leitor perceber cada gama de emoção dos personagens), e pela trama muito bem amarrada que envolve a família e é claro,a música, foi Seduzida, da Nana Pauvolih.

Sinopse:
Micael Cruz Falcão, mais conhecido como Micah, desde os nove anos foi tratado diferente pelo pai em sua família. Recebia de Mario Falcão apenas frieza, crítica e muitas vezes violência. Nunca conseguiu entender e chegou ao ponto de se revoltar, virar um rapaz mal visto na cidade, fazer um monte de besteiras, beber até cair, fumar, virando um verdadeiro “bad boy”. Até que, aos 18 anos, descobre o motivo de tanto desprezo e ódio. A revelação não vem sozinha. Traz em si uma tragédia que marcou a vida de Micah e o fez sumir no mundo. Agora, 15 anos depois, ele está de volta para ajudar os irmãos contra uma vingança do passado e é o elo de ligação entre a família Falcão e Amaro. Muitas coisas virão à tona, segredos serão revelados e, em meio a tudo isso, uma paixão florescerá entre Micah e Valentina, uma moça que o conhece desde pequeno e que o odeia pela época em que ele ainda morava em Florada. O que Micah terá feito a ela para guardar tanta mágoa, quando ainda era um rebelde? Em meio à muita paixão, sedução, momentos divertidos e dramas, SEDUZIDA, livro 3 da Série Segredos, vem para solucionar os mistérios que ainda assolam a Família Falcão e mostrar que um amor pode nascer em meio a um passado de sofrimentos.


O livro inteirinho é pura música. Dessa vez o personagem principal masculino é o Micah. E vou te falar: que homem! Vou me ater a playlist, ok?! Embora tenha que dizer que é o melhor bad boy, o mais perfeito que li. Parece que foi escrito só para mim. Voltando a playlist (Ficou difícil se concentrar agora!)...

Cada cena, cada pensamento de Micah, é ligado a uma música. Inclusive, se fosse ficar citando cada parte, seria do tamanho, ou maior que o Tratado de Tordesilhas.

Bom, logo nas primeiras páginas, o bad boy, depois de ingerir muita bebida alcoólica, não se lembra de quase nada, mas por algum motivo, alheio a ele, fica com uma música “martelando na cabeça”, que é Sozinho, do Peninha, interpretada por Caetano Veloso. Pois é, o Micah tira a virgindade da Valentina (a mocinha que deixou de ser mocinha! hehehe) ao som dessa bendita música e não se lembra de nada, mas não fiquem com raiva dele, eu avisei que era o melhor bad boy. 
“Acordei com o sol no rosto e senti todo meu corpo doendo do chão duro, minha cabeça latejando sem parar. Abri os olhos e soltei um palavrão quando tudo rolou e meu cérebro pareceu receber dezenas de agulhadas. Confuso, vi a agua límpida da cachoeira á minha frente e ouvi uma música tocando em algum lugar”.

E para trabalhar o Micah escuta o quê? O quê? O quê? ROCK é claro! 
“- Costumo trabalhar assim.- com música tocando nessa altura? Se é que pode chamar isso é musica!- DeepPurple, rock da melhor qualidade (...)”

E como nem só de um personagem vive um livro, a Valentina (a ex-mocinha! hehehe) também curte um som de primeira... 
“Não consegui fazer nada mais do que quase morrer de saudade e tudo aquilo que eu sabia que era errado sentir, era burrice, mas tão mais forte do que eu que nem toda razão do mundo seria capaz de conter.(...)”“Amor eu sinto a sua falta, e a falta é a morte da esperança... (Por ande eu andei - Nando Reis)

Mais lá para frente, quando o casal já está juntinho novamente, toca Sozinho, a música lá do comecinho do livro, e Micah demonstra ter alguma lembrança da fatídica noite com Valentina.
“-Adoro essa música. – Sozinho do Caetano Veloso
- É engraçado, mas essa musica me lembra alguma coisa muito boa, algo que pareceu um sonho e que nunca soube explicar. (...) “E enquanto aquela música tocava, fiz amor com ela.”.

E como o sangue que corre nas veias desse cara é sangue de bad boy (e como já disse: ELE É O MELHOR...) eles protagonizam uma das cenas de sexo mais frenético que já li:
“- Hora de ouvir o meu rock. Bem louco e tarado como me sinto. Duality, do Slipknot. Essa música sempre me deixa descontrolado.
(...) Ele queria me tomar toda, de uma vez, combinando seus movimentos com a loucura da música, tudo me consumindo, me fazendo rodar”.
Só para retificar o que explicitei sobre ser a melhor música de fossa:
“Sozinho em casa, antes de dormir, eu olhava para as paredes e pensava, ou simplesmente ouvia Pink Floyd, Wish you were here que confessei adorar quando estávamos no carro indo para a Frei Corte e parei para fazermos amor, ouvindo-a”.


Outro livro de autora nacional em que as músicas vieram para abrilhantar o livro é: As batidas perdidas do coração, da autora Bianca Briones. Só que a autora faz diferente dos outros dois que cito acima, a música não é inserida no diálogo,(umas poucas vezes sim) mas na maioria das vezes, ela é pontuada no inicio de cada capítulo, o que na opinião da ruiva aqui, direciona o sentimento envolvido na cena. AMO quando é assim!


Sinopse:
Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. 
Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.




Foi um livro que me emocionou muito. Já indiquei esse livro para “trocentas” companheiras de leitura. Com a Vivi e o Rafa, eu chorei, gargalhei e por fim, me apaixonei, mas esse livro é tão envolvente que, tanto os personagens principais, como os adjacentes (Rodrigo e Lucas, os moleques) cativam o leitor.

A Bianca também faz a narrativa alternada, assim como a Nana Pauvolih no livro Seduzida, e com isso você, leitor, percebe além do sentimento exato de cada um, as preferências musicais bem divergentes, porque esse casal é assim, diferente, mas graças a Deus pela intersecção dos conjuntos.

Já na escolha da primeira música, a autora, tem o objetivo de avisar: “corre e pega a caixa de lenços porque vou te emocionar!”. E ao som de Could it beany harder, da banda The calling, nos preparamos para a emoção.

“ You left me with goodbye and open armsA cut so deep i don´t desserveWell, you weew Always invincible in my eyesThe only thing against us now is time” 

“Com um adeus e de braços abertos você me deixouUm corte tão profundo, eu não mereçoBem, aos meus olhos você sempre foi invencívelA única coisa contra nós agora é o tempo”

A mocinha já começa o livro com a perda do pai, a responsabilidade de cuidar do irmão mais novo e da mãe em depressão. Todas as responsabilidades recaem sobre os ombros da Vivi. Mas é justamente nesse momento de dor profunda, que o casal se vê pela primeira vez, Rafa está no hospital para formalizar a morte da irmã, que foi vítima de acidente de trânsito.
E olha Pink Floyd novamente pra marcar a fossa, mas dessa vez a musica é Coming back to life:
“where were you when i was burne and brokenWhile the days slipped by from my window watchingWhere were you when i was hurt and i was helpless”

“Onde você estava quando fui queimado e arrasadoEnquanto os dias passavam pela minha janelaOnde você estava quando fui ferido e estava indefeso”

Lá pelo capítulo 16, quando o casal já está a um passo de virar um casal propriamente dito, ele toca Nirvana no bar onde trabalha. Olha o bom e velho rock dando as caras novamente!
“No meio da música, quando estou no ritmo alucinado de “Drain you”do Nirvana vejo um par de pernas inconfundível, e dessa vez elas vêm adornadas por uma saia vermelha”.

E nada melhor do que “musiquinha de amor”, agora ao som de I Don't Wanna Miss a Thing, de Aerosmith.

“I could stay awake just to hear you breathingWatch you smile while you are sleepingWhile you're far away and dreamingI could spend my life in this sweet surrenderI could stay lost in this moment foreverEverymomentspentwithyouIs a moment of treasure” 
“Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirandoVer você sorrir enquanto você está dormindoEnquanto você está longe e sonhandoEu poderia passar minha vida nesta doce rendiçãoEu poderia ficar perdido neste momento para sempreCada momento gasto com vocêÉ um momento que eu valorizo”


Mas a chave desse livro para mim está lá no capitulo 45 com a música On Fire de Switchfoot, quando Rafael grita, em um momento de desespero, não sabendo expressar todo o amor que sente por Viviane e diz: “EU TE AMO, PORRA!”.


“Everything inside me looks like everything I hate
You are the hope I have for change,
You are the only chance I'll takeWhen I'm on fire when you're near meI'm on fire when you speak”
 
 

“Mas tudo dentro de você sabeque existe muito mais do o que você já ouviuHá muito mais do que conversas vaziascheias de palavras vaziasE você está em chamas quando Ele está perto de vocêVocê está em chamas quando Ele fala”.


E são tantos livros, meninas! Tantos livros lindos e mágicos, que ganham um toque a mais pelas playlists fantásticas. Infelizmente não deu para citar todos aqui, mas que valem MUITO a pena serem lidos e ouvidos, como: Minhas pra proteger, da F. P. Rozante, O amor não tem leis, da Camila Moreira, Apaixonada por você, da A.C. Mayer, Pele, da nossa dinda Bya Campista, Em um instante tudo pode mudar, da L.M. Gomes, Pecaminoso, da Gisele Souza, entre muitos outros.

E vocês, gostam de livros com playlist, assim como eu? Indiquem para mim!

Até a próxima!

Drezza





3 Comentários

  1. Kkkkkkkkkkkkkk adorei!
    Vou seguir as sugestoes com um fone de ouvido pra me embalar nos trechos X)

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  2. Esse artigo foi legal p m fazer prestar mais atenção nas play lists as vezes fico tão absorvida com a história que deixo de prestar a atenção... Gostei muito das indicações!

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  3. Nossa adorei! Eu também gosto muito de playlist em livros, acho que me dá mais emoção ao ler a história. Amei!
    Beijão!

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