Olá galera!

Aqui estou eu para falar de um assunto, que nos últimos tempos, tem sido o tema de algumas polêmicas e discussões: a literatura erótica. Bom, algumas pessoas sabem que esse é meu gênero de escrita no momento, além de amar ler o erótico e também o “pornográfico” (já fui muito julgada por ler, e muito mais por escrever). Sou fissurada em romance, seja ele erótico, juvenil, contemporâneo, clássico... Não importa o estilo, o que importa, para mim, é que fale de amor e tudo o que envolve esse sentimento.

Inclusive, defendo e escrevo o erótico, justamente por se tratar do amor. Claro que vemos que em algumas histórias o sexo está apenas relacionado ao prazer, a fodas loucas e sem sentido (o que adoro rs, e acho que não tem problema algum de existir), porém o que acredito e vejo na maioria das histórias, é que o sexo, como na realidade, é uma coisa natural em relacionamentos, que acontece porque as pessoas se sentem atraídas, se gostam, se amam ou simplesmente estão com vontade de vivenciar experiências diferentes, etc, etc, etc... É aí que eu questiono: qual o problema nisso?
A questão da sexualidade ainda é um grande tabu em nossa sociedade. O “problema” não são as histórias, e sim o sexo, e acho que isso é o que ainda assusta algumas pessoas, quando leem, ou têm notícias sobre um livro que aborda o sexo de forma tão natural, estar fazendo tanto sucesso.


O preconceito existe. Sim, é ridículo, mas, como em tantas coisas que estamos lutando para que o preconceito deixe de existir, essa é apenas mais uma, que com certeza, aos poucos, vamos ganhando o respeito e a aceitação das pessoas. Não que isso importe para quem lê ou escreve, mas que é preciso, pois merecemos o respeito e educação de todos os lados.

Para algumas pessoas a literatura erótica surgiu com o livro 50 Tons de Cinza da E.L James, mas estão enganadas. As histórias com conteúdo erótico estão no mercado a muito mais tempo do que imaginamos. Confesso que eu fiquei surpresa com algumas informações que li.
Então bora ficar por dentro de alguns detalhes bem interessante?!

Podemos encontrar o erotismo em alguns grandes clássicos da literatura brasileira e internacional. Mesmo o tema principal não sendo o erótico, e talvez a intenção nem tenha sido descrevê-lo, mas podemos encontrar algumas passagens em: Ulisses de James Joyce de 1922. E também Dom Quixote de Miguel Cervantes, lançado no Brasil em 1952.



Um dos livros mais antigos da literatura erótica - Justine ou Os Infortúnios da Virtude (Justine ou les Malheurs de la vertu) é um clássico das histórias eróticas escrito pelo Marquês de Sade, edição original lançada em 1791. Esse sim é daqueles de deixar de queixo caído.




Hoje há muita polêmica, mas ela se fez presente desde os tempos antigos, quando a censura era implacável e muitas obras precisavam ser publicadas anonimamente, para preservar seus autores. Nós ainda achamos que o povo de hoje é preconceituoso e antiquado, imaginem o que pensava e passava Sade mais de duzentos anos atrás. Podemos ver alguns livros que deixaram muitos cabelos em pé e bocas abertas. Mas que também, tenho certeza, que deixaram corações palpitantes.

  • Decameron - Giovanni Boccaccio, 1350, L&PM Editores
  • 120 Dias de Sodoma, 1785 - Marquês de Sade, Iluminuras
  • O Novo Epicuro: as Delícias do Sexo, 1865 - Edward Sellon, Hedra

Dentre algumas dessas polêmicas estão às obras de dois brasileiros:



O Caderno Rosa de Lori Lamby, 1990 – Hilda Hilst pela editora Globo Livros

No formato de um diário, o livro narra às descobertas sexuais de Lori, uma garota de oito anos que se prostitui por incentivo dos pais, mas que acaba sentindo prazer na prostituição. O livro é polêmico por abordar a pedofilia e colocar em cheque a moralidade dos leitores, além de fazer uma crítica ao mercado editorial e sua avidez por best-sellers pornográficos.



A Casa dos Budas Ditosos, 1999 - João Ubaldo Ribeiro pela Editora Objetiva

O livro fala sobre uma mulher de 68 anos que relata suas experiências sexuais ao longo da vida, com detalhes explícitos e uma linguagem descontraída e muito divertida. Há dezesseis anos, onde nem sonhávamos com o “boom” 50 tons de cinza, esse livro teve seu momento “que pouca vergonha”, porém, ele agradou algumas pessoas. Penso eu que agradou muitas pessoas, mas, assim como hoje em dia, muitas não saem de seu “mundinho santo”, hipócrita e não admitem gostar de algo do tipo.
A história gerou tanta polêmica e foi tão falada, que ganhou uma adaptação para o teatro, dirigida por Domingos de Oliveira em 2004, em forma de monólogo e encenado por Fernanda Torres.


E quem nunca se deparou com os livros: Sabrina, Julia e Bianca nas bancas de jornal de todo o Brasil? Que foram febre nos anos 70 e 80, mas que se encontram até hoje em algumas bancas, sebos e até em livrarias, e que ainda trazem muitos momentos de alegria para suas leitoras.
Caraca, eu via minha mãe lendo esses livros, morria de curiosidade e ela nunca deixava eu ler, mas quando finalmente pude ler, eu adorei kkkkk.




Agora ganhamos as novidades do século XXI e temos que admitir que vieram com tudo para “revolucionar” e colocar o gênero no mapa, talvez, de uma vez por todas, para deixar tanto preconceito e mi mi mi de lado. Não podemos negar que as trilogias 50 Tons de Cinza e Toda Sua da Sylvia Day, deu sim um Up, uma enorme visibilidade e crédito para o gênero, porém tenho que dizer que nossas autoras brasileiras estão deixando as “gringas” no chinelo.

Eu estou apenas engatinhando e aprendendo com elas (risos), e a cada livro que leio me apaixono mais e mais pelo “hot”. Nossas divas “brasucas” como: Nana Pauvolih, Mila Wander, Julianna Costa, Tatiana Amaral, Camila Moreira, que estão arrasando no momento, me dão orgulho de nos representar e levantar a bandeira da literatura erótica. Sem falar nas maravilhosas que estão em destaque no Wattpad e na Amazon e cada vez mais ganhando e conquistando o espaço e reconhecimento merecido.

Escrever o erótico é tão trabalhoso como escrever qualquer outro. Temos que estudar, pesquisar, criar, nos dedicar, passar horas na frente do computador, perder horas do nosso dia, deixar de fazer muitas coisas que queremos, imaginar, porque nem sempre nossas experiências de vida nos dão margem para tanta coisa que queremos expressar (se é que me entendem kkk), e mesmo com tanta dedicação, ainda temos que ouvir certos comentários como: “O erótico não tem conteúdo”. “Vindo de escritores brasileiros, só podia ter putaria”. “Falar de sexo qualquer um fala”. “Você tem uma carinha de santa, como consegue escrever essas coisas?”, “Se escreve essas coisas, imagina o que faz no privado”. Sim, acredite, eu já ouvi cada uma dessas frases, e muitas mais. Porém não são dignas de terem minhas rugas de preocupação, pois escrevo sim, leio sim e AMO o que faço e cada livro que leio. Levanto a bandeira do hot, defendo meu gênero e minhas colegas de profissão. Respeito à opinião de todos e espero que me devolvam esse respeito.

Bom, agora sem mais lenga, lenga, vamos ouvir as opiniões de algumas de nossas maravilhosas escritoras do erótico e também de algumas leitoras que amam e não negam.





Jas Silva, autora de Aconteceu você, Eu pertenço a você, Sem limites, entre outros.

"Nunca parei para pensar em como me sentia escrevendo livros eróticos, para mim sempre foi algo bastante natural. Como se todo romance tivesse que ter um 'quê' a mais, sabe? Eu já era fã desse tipo de leitura e quando comecei a escrever percebi que nem todos encaram esse gosto com tanta naturalidade. Infelizmente ainda há julgamento e os livros eróticos são retratados como se não tivessem conteúdo, como uma leitura vazia.  O que eu discordo completamente porque o livro hot também nos leva a lugares inimagináveis nos envolve e atiça nossa imaginação.  Acredito que o boom em relação a esse tema e a aceitação que essas histórias vêm tendo seja uma maneira das mulheres reafirmarem sua independência, quase como uma segunda revolução feminina que defende o nosso direto de descobrir e explorar nossa sexualidade como bem entendermos. Porque sim, nós somos mulheres e gostamos de ler sobre sexo! Que mal há nisso?"


 Yanca Marques, leitora.


"O primeiro livro erótico que eu li foi 50 tons de cinza, confesso que no começo tive receio de ler devido ao tema. Mas muitas pessoas comentavam, e a curiosidade falou mais alto, então resolvi comprar e ler. Assim que iniciei a leitura me surpreendi bastante, pois apesar do tema, ele é bem romântico e por trás de tudo que envolve a história, ela meio que nos passa um ensinamento. Eu gosto dos livros que abordam o erotismo porque eles nos passam uma visão diferente do homem. Afinal, nós mulheres estamos acostumadas a sonhar com príncipes encantados num cavalo branco. Mais aí você pega e lê um bom livro que envolve bad boy, CEO forte, sexy, poderosos, que tem uma boa pegada e que levam as mocinhas e nós leitoras a loucura, não tem coisa melhor, afinal, quem não gostaria de ter um desses em casa.
Mas infelizmente em pleno século 21 existem muitas pessoas preconceituosas que julgam e criticam quem lê esses tipos de livros. Eu mesma já fui criticada e julga por uma professora na escola por ler livros desse gênero sendo menor de idade, na época.
Eu acho que antes de julgarem ou criarem uma opinião sobre o assunto, a pessoa deve procurar saber mais ou até mesmo ler um livro do gênero e criar uma opinião válida e sólida sobre o assunto, criticar só pelo erotismo ou ir pelo o que os outros dizem, não acho válido. E também existe uma coisa chamada liberdade de expressão, então uma coisa que devemos respeitar é a opinião de cada um, até porque se você não gosta, as outras pessoas não são obrigadas a compartilharem da mesma opinião.
Até porque existem milhares de livros sobre o tema, cada um com a sua dose de erotismo, desde os mais leves aos mais complexos.
Eu recomendo livros que abordam esse tipo de tema até porque depois que li o primeiro viciei e não consegui largar mais."



Simone Camargo , leitora.

"Na verdade eu nem sei por que gosto do gênero rs. Pra ter uma ideia, comecei a ler o livro 50 Tons de Cinza, e parei no começo, não dando continuidade, mas assisti ao filme e gostei. Comecei a ler livros com essa pega hot quando descobri o Wattpad, se não me engano em 2013. Comecei pelo livro da Simone Fraga que tinha o hot, e depois fui descobrindo os outros.
Para mim, se o livro tem um bom enredo e com algumas cenas hots, eu leio... Mas aquele livro que é só sexo, sexo e sexo, aí não vai não kkkk. Sobre a polêmica, cada um lê o que gosta. Ninguém tem que ficar dando palpite na leitura alheia né. Tem vários livros que ainda não li, nem sei se vou ler kkkk porque até o momento não me chamou muito a atenção, e nem por isso eu fico falando que não presta."




Tatá Oliveira, autora de Eternamente sua, Fatal Angel e Amor sem pecado.

"Não é tão fácil como as pessoas acham escrever um livro, seja ele hot ou apenas um romance água com açúcar. Pensam que é apenas colocar um filme pornô em um papel. O que muitos nem imaginam é que viramos noites fazendo pesquisas para tratar de certo assunto, até mesmo para dar personalidade a cada personagem e poder desenvolver um enredo bacana e interessante para o leitor, com cenas instigantes, para o mesmo continuar lendo até o final. Mesmo as cenas hots têm que ser na medida. Algumas pessoas possuem o dom da ignorância, julgam sem saber ou conhecer a literatura erótica. Já escutei que escritores de livros hots, escrevem pornografias. Fico surpresa como as pessoas tentam ser puritanas em suas opiniões, mas não em suas atitudes. Em minha opinião as pessoas ficam tão focadas no erótico que se esquecem de ver a estória linda de amor e superação que há nos livros. Não é só sexo no livro, até porque o tema não é sobre sexo e sim sobre romance, o sexo apenas completa a relação. 5o tons de cinza é um exemplo disso. As pessoas focaram tanto no erótico, nos gostos sexuais do Christian que se esqueceram de ver o lado romântico da história. Pode até ser clichê ele mudar por causa dela ou até mesmo ela deixar se envolver e se permitir conhecer os gostos dele. As pessoas têm que abrir a mente e se permitir conhecer algo novo para que possam ter uma opinião realista sobre determinado assunto e não julgar pelo que ouviu das outras pessoas. E se não gostam, que pelo menos respeite a opinião e o trabalho do autor."



L.M. Gomes, autora de Me descobrindo sua, Meu lugar é você..., Em um instante... tudo pode mudar, entre outros.

"Escrever independente do gênero para mim sempre foi uma forma de libertar pensamentos caóticos rs. Sou uma pessoa que pensa demais, várias coisas ao mesmo tempo e por aí vai. Sempre gostei de ler, a sensualidade e a forma de te envolver que um bom romance erótico tem para mim são encantadores. Gosto de escrever envolvendo sentimento na relação. Assim acho que deveria ser na vida real, logo coloco no papel. Amo escrever erótico. Eu já sofri muito preconceito em escrever o gênero não por leitores em si, mas por pessoas do meu convívio. Sou extremamente tímida pessoalmente e de verdade sou muito tranquila em se tratando de paquerar e essas coisas, mas quando sabem que escrevo erótico, costumam formar uma imagem borrada de mim. Algo do tipo: Nossa Marcinha, não acredito que seja tão safada! Esse tipo de atitude me enfurece rs. A velha mania de julgar as pessoas sem conhecer. O fato de eu escrever erótico não quer dizer que o "nobre" juiz possa dizer: Nossa tem carinha de Santa, mas se faz metade das putarias pornô que escreve deve ser coisa de louco na cama... Esse tipo de assédio e piada são o que mais me incomoda. Quanto àqueles que julgam que literatura erótica não é literatura, apenas digo que perdem muito. Assim como em todo gênero, há coisas maravilhosas como há coisas sem sentido. Mais respeito, por favor..."




Daya da Silva, leitora.


"Como sabemos, ainda existe muito preconceito no mundo e, de uns tempos pra cá, na área da literatura, depois do fenômeno Cinquenta Tons de Cinza, quando teve um aumento muito grande de escritores que começaram a escrever esse gênero, fazendo com que as mulheres procurassem cada vez mais, esse tipo de livro. Só que nem todos o aceitam como romance New Adult, muitos enxergam como pornografia, pois onde já se viu livro que fala sobre sexo? Uma grande maioria lê escondido para ninguém saber e, depois sai dizendo que é uma pouca vergonha isso, que quem lê não tem moral, que é uma descalcificada que não respeita a família. E outras que nunca leram, mas criticam mesmo assim. Leio todo tipo de livro, mas confesso que a grande maioria dos meus livros são no estilo New Adult, pois eles têm enredo e toda uma história por trás. Além de tudo isso ele mostra que se você seu parceiro introduzirem outras posições no sexo, não fará de você uma mulher sem respeito ou sem moral perante a sua família e sociedade. Afinal, estamos no século XXI, onde as mulheres são mais independentes, e por que não ser mais ousada na hora do sexo, e não fazê-lo só quando o homem quer e nos procura. Sim, somos mulheres, mas temos nossas vontades e desejos também, não estamos mais no século XIX. E todos os homens deveriam ler esse tipo de livro para saber satisfazer a sua mulher, companheira, o que ele tiver no momento. Não só ficar no básico. O homem tem que saber como dar prazer á sua companheira. Está na hora das pessoas pararem de tanta hipocrisia, referente a isso e todo o resto. Se todos lessem ao menos um livro, seriam mais felizes, independente do gênero da leitura."


Julianna Costa, autora de 23 noites de prazer, 4 semanas de prazer, entre outros.



"Acho que sempre tive "sorte" na minha experiência com literatura erótica porque minha família, namorado, amigos... São todos muito tranquilos em relação ao tema "sexo". Sempre recebi muito apoio. Escuto brincadeiras, eventualmente, mas como são todas pessoas queridas, eu sei que sua intenção é realmente brincar e não ofender. Por isso, nunca me senti agredida em qualquer nível. Sempre fiquei muito confortável. Minha mãe leu meus livros, até a minha avó hahah.Mas eu sei que muitas pessoas sofrem preconceito por ler, gostar ou escrever literatura erótica.
É um gênero que sofre o estigma de ser literatura de segunda categoria, livros só de sexo, sem história, só pra vender, etc... Em minha opinião, as pessoas que dizem coisas assim falham em lembrar que a literatura erótica existe há muito tempo. O fenômeno comercial do gênero é muito recente. Mas Anaïs Nin, Henry Miller, Georges Bataille, até Sade e Masoch são provas de que é um gênero tão antigo e com raízes tão clássicas e de base sociocultural quanto qualquer outro. O fato de literatura erótica ter ou não uma "história" ou ser só sexo depende do autor. Assim como qualquer outro gênero! Há livros bons e ruins em qualquer gênero. E mais importante: há livros que agradam um determinado leitor e livros que não agradam em qualquer gênero. Literatura erótica não é diferente.
E por último, me incomoda muito que as pessoas digam que literatura erótica seja pornografia. Não porque eu discorde, eu até concordo. O que me incomoda é que "pornografia" seja um argumento usado como se fosse negativo. Qual o problema com pornografia? E se um livro for só pornografia, qual o problema? Uma pessoa maior de idade, consciente do que está adquirindo entra em uma loja e compra um livro pornográfico. Por que isso tem que ser ruim? Acho que o pior preconceito sofrido pela literatura erótica não é pelo estilo literário por si só, mas por causa do tabu que, mesmo nos dias de hoje, ainda envolve o assunto "sexo". O preconceito é contra sexo. É a velha história do todo mundo se masturba, mas ninguém admite. Sexo é prazer e prazer é bom para a grande maioria das pessoas. Mas admitir, por algum motivo, ainda é considerado algo embaraçoso. Em minha opinião, a literatura erótica só sofre as consequências desse aprisionamento da sexualidade (e principalmente a feminina) que ainda nos acompanha."


Ana Sóh, autora de Luz na escuridão, Jogos ardentes, entre outros.


"Eu sempre gostei de ler sobre tudo, sou bastante eclética quando se trata de literatura. Mas a minha verdadeira paixão são os romances, e se tem erotismo no meio, vish... daí eu me entrego de vez a leitura. Claro que eu adoro romances mais "light", mas é tão bom ler sobre sexo. Sexo verdadeiro, real. Aquele que você sabe que realmente acontece entre quatro paredes e que até uns anos atrás, era um tabu ou coisa de gente sem caráter. Quem não gosta de fazer sexo? E principalmente: quem não gosta de fazer sexo com amor? Sim, amor. Pois a maioria dos livros eróticos, abordam esse tema. O amor, a paixão, o fogo que esse sentimento trás para o casal. E é por isso que escolhi escrever sobre esse gênero: romance erótico. Mas sejamos realistas; por mais que estejamos em pleno século 21, existe muuuuito preconceito sobre tal gênero. É como se ninguém fizesse sexo com o seu parceiro, e se faz, deve ser algo tipo água com açúcar. Parece brincadeira, mas não é. Ao invés das pessoas perderem o seu valioso tempo implicando com o sexo alheio, deviam se preocupar com o que acontece dentro do próprio quarto. Que tal soltar a loba que existe dentro de você? Que tal ser feliz e se jogar no prazer sem ter vergonha do seu corpo ou de quem você é? Seja feliz! E ah... goze muito, é claro."



Bya Campista, aurora de Pele, Alma e Uma noite apenas.

"Escrever Romances Eróticos é uma delícia. Sexo é bom de ler, de fazer e, acreditem, de escrever! (risos). Mas, como tudo na vida, há os dois lados. O "lado negro" de se escrever romances eróticos é que as pessoas acreditam que você faz realmente tudo o que escreve e, pior, acham que você deve fazer essas coisas com eles. Por favor, não confundam realidade com ficção. A primeira é o que vivo, a segunda, o que escrevo. Às vezes a ficção se torna realidade, ou seja, posso realmente fazer algumas coisas das quais escrevo, mas isso não significa, em hipótese alguma, que será com todos. Confesso que é irritante ter que lidar com certas situações desagradáveis. Já recebi cantadas sem noção, algumas acompanhadas de fotos mais sem noção ainda e isso realmente é muito ruim. Sinto-me feliz por isso não ser uma regra, afinal, a exceção é mais simples de lidar. Escrever para vocês é o que importa e os "sem noção", a gente deleta e bloqueia."


Obs: Não encontramos ninguém, que não goste do gênero, disposto a dá sua opinião. Até tentei, pois acho que devemos mostrar os dois lados da moeda, mas, infelizmente, algumas pessoas preferem não se manifestar a respeito.


É isso galera. Espero que tenham gostado dessa matéria e também aguardo a opinião de vocês sobre o assunto, sendo positivas ou negativas.


Fontes: G1 e Wikipédia


Até a próxima.

Beijo, beijos.






8 Comentários

  1. Van, arrasou no post! E essas DIVAS?! Adooooro!
    AMO literatura erótica,com conteúdo, claro!

    Beijos!

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    1. Dai, mi amore, obrigada.
      E não é que foi a literatura erótica que trouxe você pra mim!? hahaha
      Love you.

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  2. Adorei!
    Adorei!
    E as dicas? Algumas não li ainda, mas já estão entrando para minha biblioteca. :)
    Parabéns Meninas!

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    1. Bya, minha diva, obrigada por participar. Amei seu depoimento, direta e reta, adorooo rs.
      Bjo

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  3. Nooooooooooooooooooooooooooooossa! ADOREI esse post Van, você arrasou nas palavras! Não é a toa que sou louca nesse blog! hahahhahhahaha Já anotei alguns livros dessas autoras, que ainda não conhecia.
    Ahhh! Você é a autora de Minha estrela, não é?! Menina, vidrada no Apolo!
    Um beijão e muito sucesso sempre <3

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    1. Alice, mto obrigada flor!
      Que bom que gostou. Viu né que só tem diva do hot aí em cima hahaha. Livros mto bons.
      Ahhh, Apolo, ele é uma coisa de louco né?! Espero que goste da história.
      Super beijo

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  4. amei participar
    ficou perfeito o post . Amei
    beijos

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    1. Muito obrigada Yanca. Seu depoimento foi mto importante.
      Bjos

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