Oi gente!

Este é o primeiro post do blog para o projeto Open Book - Bienal RJ 2015, realizado pelas Blogueiras Unidas. Não conhece o projeto? Então clique AQUI, e conheça o BOB.

Hoje, venho apresentar para vocês a autora Karina Burini, mais conhecida como Mione Le Fay. A Karina está lançando o livro "Equinócio" pela Selo Métrica Azul da Editora Tribo das letras. Convido a todos para conhecerem a autora, o seu trabalho e uma pequena entrevista que a mesma cedeu ao blog. Vem... 


A autora

Tendo sempre o amor pela escrita, Karina Burini, desde nova demonstra essa habilidade em pequenos contos e redações, seu gosto maior começou quando aos 8 anos Karina ganhou uma máquina de escrever elétrica, onde ela passou a gastar seu tempo vago escrevendo poesias e contos e mostrando para a família.
Aos 10 anos de idade junto com sua irmã fizeram seu primeiro livro de poesia, que foi editado e impresso na gráfica do seu pai e vendido apenas para familiares e amigos.
Aos 20 anos, após a conclusão do seu curso de férias, Karina passou a escrever roteiros para curtas e até mesmo para teatro, roteiros esses que foram filmados entre amigos apenas para a diversão do momento.
Aos 23 anos, Karina sentindo a necessidade de colocar algumas idéias no papel criou o seu blog pessoal, onde começa a escrever algumas crônicas pessoais e outros relatos, geralmente o conteúdo que surge de forma divertida, é muito elogiado por aqueles que leram.
Já almejando a escrita, em 2012 Karina cria seu blog literário, onde além de resenhas cria em seu blog uma série comentando a origem dos contos de fadas, série essa que traz grande sucesso ao blog alcançando grandes acessos.
Nesse mesmo ano Karina resolve conquistar seu grande sonho à muito tempo esquecido, escrevendo assim seu primeiro livro, contando com uma história bem emocionante, ela sonha o dia que poderá vê-lo nas livrarias.

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Lançamento na Bienal






O Equinócio
Quando o Rei Belenus da Corte da Luz e o Rei Sucellos da Corte das Sombras se viram diante de um inimigo em comum, os mortais, resolveram unificar suas Cortes e com o casamento de seus filhos fortalecer essa aliança.
Do casamento de Owen o príncipe sombrio com Lenora a princesa da luz nasce um grande amor fazendo a paz se estabelecer ainda mais no Reino Encantado. Entretanto o povo do Reino Sombrio têm necessidades que o Reino da Luz jamais conseguirá suprir .
Um romance cheio de mistério e traições. Mesmo a realeza sendo capaz de tudo para não deixar um segredo acabar com a paz do Reino Encantado, um segredo nunca fica bem guardado e mais cedo ou mais tarde todos ficam sabendo e a paz tão esperada pelas Cortes pode ter fim.
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Entrevista

1) Qual o seu maior objetivo com suas histórias?
♥ Nossa, primeira pergunta a mais difícil... Então eu sinto uma necessidade grande de escrever, de colocar para fora todos os meus pensamentos confusos, ao mesmo tempo que acho muito interessante me colocar no lugar de outras pessoas, como eu agiria em situações diferentes, tentar saber porque as pessoas agem de certa forma, uma pessoa que comete um crime por preconceito por exemplo, o porque ela fez aquilo? Ser escritora é a única maneira de eu conseguir sentir um pouco disso, sempre que eu escrevo eu me coloco no lugar dos personagens, para eles serem reais, acho bacana ler um livro em que eu consiga ver o personagem como alguém que poderia ser meu amigo, alguém real, mesmo o livro sendo de fantasia. Então é isso que eu tento fazer.
Eu não tenho como objetivo em uma historia passar uma moral, um ensinamento, não me considero sabia suficiente para isso, eu tento apenas contar uma historia, onde o leitor possa mergulhar ali e com isso se distrair, se identificar, se inspirar, o que ele quiser.
Acho que se eu for dizer um objetivo principal é prender a atenção dos leitores... Fazer eles conseguirem sentir o que o personagem está sentindo.

2) Quando percebeu que seu desejo era ser escritora?
♥ Eu cresci em uma casa de leitores, minha mãe sempre leu muito e isso foi incentivando à todos lá em casa, minha irmã, eu, meu sobrinho... Logo que comecei a ler minha mãe começou à me levar em bibliotecas e como eu tinha uma imaginação muito ativa, eu me imaginava na pele dos personagens, só que as vezes eu pensava em tomar decisões diferentes, como se eu estivesse escrevendo mentalmente uma fan fic sem ao menos conhecer isso na época.
Com o tempo fui tendo a necessidade de outras pessoas conhecerem esse mundo da imaginação que ficava na minha cabeça e passei à escreve-lo.
Eu devia ter uns 10 anos quando soube mais sobre a Academia Brasileira de Letras e sonhei um dia em entrar nela, naquela época eu já gostava de escrever poesia e minha matéria favorita na escola era redação, ganhei alguns concursos na escola, mas nunca tinha escrito um livro mesmo.
Aos 17 anos comecei a jogar um tipo de RPG que é conhecido como Storyteller, aonde você faz toda uma narrativa do que o personagem faz, quando mostrei algumas dessas narrativas para amigos meus eles gostaram muito e me incentivaram à escrever livro com aquelas narrativas, eu criei diversas historias mas nunca completei nenhuma, porque eu não sabia trabalhar a estrutura de um livro e após um curso de roteiro, eu conseguir concluir minha primeira obra grande, um roteiro de um longa-metragem, mas ao ver a burocracia toda para fazer um longa-metragem, eu passei à escrever livros e acendi de novo essa vontade de entrar para Academia, eu sei que é sonhar alto... Mas acho que todos temos que sonhar alto, não?

3) Você utiliza algum material como referência para escrever, faz pesquisas, ou é pura inspiração e criatividade?
♥ Eu sempre gostei muito de estudar, aprender coisas novas e isso facilitou para a escrita. Quando eu começo à escrever eu não penso “vou escrever um livro sobre vampiros” por exemplo, as historias surgem na minha cabeça do nada, as vezes uma conversa rápida, algo que alguém me contou, eu já tive ideia para um livro vendo uma van virada na subida do alto da boa vista, então é boa parte de criatividade, mas também eu faço pesquisas.
O meu primeiro livro trata sobre câncer, então eu fiz pesquisas, perguntei pessoas que tiveram a doença, entrei em contato com o INCA, descobri até mesmo tratamentos alternativos que tem sido estudado, isso porque a personagem em questão não era a principal vítima do câncer. O meu segundo livro é uma distopia de anjos e demônios e eu pesquisei sobre anjos, demônios, procurei ler sobre futuros alternativos, essas coisas... O meu terceiro livro, O Equinócio, que é o primeiro à ser lançado,  fala sobre o mundo encantado presente na cultura Celta, o que é um pouco confuso já que não temos registros sobre a cultura Celta (tudo o que temos são restigios de escavações e registros dos romanos que por serem inimigos dos Celtas não são muito confiáveis), porém faz uns 10 anos que fiz um curso de Reconstitucionismo Celta, então o que eu aprendi naquela época me ajudou muito à desenvolver bem a história.
Acho que por maior que seja sua criatividade é ideal que se pesquise as coisas quando se escreve algo, mesmo que seja algo totalmente novo, os livros com maior reconhecimento tem analogias em toda a sua criação, no nome do personagem, lugar, etc...

4) O que a escrita afetou a sua vida? Mudou muita coisa?
♥ Então, eu sempre amei escrever, por isso não tenho como falar muito sobre mudanças quando comecei a escrever. Digamos assim, eu preciso da escrita da mesma forma que preciso do ar para viver, pode parecer um exagero, mas minha cabeça é uma tormenta de ideias, que me sufocam, teve uma época que eu não estava muito ligada em escrever e a ansiedade que todas aquelas ideias formavam em minha mente me deixavam com insônia.
Escrever me acalma, me ajuda a colocar para fora sentimentos que as vezes eu não saberia explicar de outra forma, por exemplo, quando meu avô morreu, eu escrevi um poema para ele, foi a minha forma de conseguir colocar para fora a dor da perda dela. Algumas pessoas gritam, xingam, batem, eu escrevo.

5) Como você critica e enxerga o seu trabalho?
 Essa é a pergunta mais difícil do mundo para eu responder. Eu gosto do meu trabalho, gosto dos temas proposto em meus livros e... Eu não sei... Eu sou péssima para esse tipo de pergunta...

6) De onde surgiu a idéia para livro “Equinócio”?
♥ Eu ainda jogo RPG storyteller e tive uma ideia com uma amiga minha de criar alguns personagens para um fórum que jogavamos, esses personagens não puderam surgir no fórum, foi então que eu resolvi transformar a historia dos personagens em um livro.
No RPG só decidimos como será a historia do personagem até ele aparecer na trama, depois disso temos que dançar conforme manda o narrador, então o que tinhamos decidido era apenas o começo do livro (basicamente o que é contado no prólogo do livro) e a partir daí eu fiz o paradigma inicial do livro, onde coloquei os fatos que aconteceriam até o final e comecei a escrever.

7) Conte-nos um pouco sobre o livro. O que podemos esperar dele?
♥ O Equinócio é um romance, com drama, ação, mortes... A historia é centrada em Fay e Lauren, as duas filhas de Owen, o rei da Corte Sombria, a grande questão é que Lauren é filha bastarda do rei e apenas 3 pessoas sabem da existência dela, Lauren quando bebê ainda foi levada para o mundo mortal (o mundo em que vivemos) para ser esquecida por lá, afinal se descobrirem a traição do rei, isso pode colocar o mundo encantado em guerra.
Fay é a filha real do Rei, sua mãe Lenora morreu em seu nascimento, por isso Fay se sente culpada pela morte da mãe, ela é a princesa da Corte da Luz e futura rainha, vivendo cercada pelos muros do castelo, Fay nunca teve uma infância comum, desde pequena foi treinada para assumir o trono da Corte da Luz, então sempre teve que se preocupar com seu comportamente, com decisões que tomava e até com as amizades. A pessoa que Fay mais confia é seu melhor amigo Seth, o guarda mortal destinado para acompanha-la e protege-la com sua própria vida, Fay é completamente apaixonada por Seth, mas tem receio de contar para ele e Seth não corresponder, ou corresponder apenas por ela ser a princesa, ela tem dúvidas se toda a devoção que Seth tem relacionado à ela é por amizade mesmo, ou apenas porque ele precisa disso.
Lauren nunca soube dos seus pais verdadeiros, ela se lembra muito pouco de como era sua vida antes de ir para o orfanato, onde foi adotada por uma família que queria muito ter uma linda garotinha, no começo as coisas pareciam perfeitas, mas depois com o tempo sua família começou a desandar, Lauren foi diagnostica com um leve grau de esquizofrenia, e um tipo "diferente" de Síndrome de Asperger e depois de alguns anos sua mãe adotiva saiu de casa, seu pai e irmão adotivos a culpa dizendo que a mãe não aguentou ter uma filha “estragada”, seu pai começou a beber muito, seu irmão começou a ficar estranho e o “lar, doce lar” logo virou um inferno, tudo o que Lauren quer é simplesmente é sair daquela casa, se mudar, ficar longe de sua família, mas as coisas estão para piorar mais um pouco.
O leitor pode esperar muito romance, drama, guerra, mortes (muitas mortes, adoro matar gente) e o principal, ele verá que na vida real ninguém é totalmente mal, nem totalmente bom.

8) Karina, quais são os seus escritores favoritos? Eles te inspiram?
♥ Pedro Bandeira, J.K. Rowling, Marcos Rey, John Green, Marion Zimmer Bradley, Suzanne Collins, Marie Lu, Melissa Marr, Matthew Quick, Veronica Roth, Richelle Mead, Mauricio Souza, Thalita Rebouças... Vou parar aqui por enquanto... Sim, eles são fontes de inspiração para novas ideias, para continuar escrevendo, para nunca desistir.

9) Como autora, qual é o seu maior sonho?
Além de entrar para a Academia Brasileira de Letras, meu maior sonho como autora atualmente (minha meta) é poder viver da escrita. Aqui no Brasil os autores não são bem reconhecidos, o que dificulta muito, mas seria maravilhoso poder acordar todos os dias, ir para o meu cantinho e apenas escrever sem me preocupar com as contas no final do mês.

10) Como é a sua reação com os fãs?
♥ Fãs... Nossa, eu não sei ainda se tenho fãs... Eu não consigo me ver como uma pessoa que tenha fãs, porque eu trato todo mundo como amigo, afinal a pessoa que vai comprar o meu livro e sei lá, divulga-lo é um grande amigo... Os meus leitores são meus amigos, se não eram amigos antes de serem meus leitores, se tornaram depois.
Tem algumas pessoas que falam “Nossa sou seu fã” ainda mais porque faço muitos eventos literários, mas eu não gostam de pensar neles como fãs e sim como amigos que gostaram do meu trabalho... Eu não consigo me ver como uma ídola para alguém, eu sou uma pessoa normal que apenas fiz o meu trabalho de forma que agradou as pessoas... Você não se torna fã do carinha do McDonald's que fez o seu sanduíche de forma exemplar, nem tecnico que foi na sua casa instalar corretamente a internet... Eu não me vejo fazendo algo excepcional para que alguém queira seguir meu exemplo...

11) Conte-nos um pouco sobre você. Quem é Karina Burini?
♥ Bem, tenho 28 anos, amo ler, amo escrever, amo atuar, amo aprender, amo fazer diversas coisas novas o que faz com que meu tempo esteja sempre ocupado. Trabalho como professora de informática, sou blogueira e faço eventos literários. Não sou do tipo de fazer média ou ter vergonha de algo. Sou uma pessoa que gosta de ser totalmente livre em ideias, não me importo em ser diferente, como diria Pitty “Eu sou uma contradição e foge da minha mão fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido”.
E é isso... Eu não sei falar muito sobre mim, mas acho que já deu para vocês me conhecerem um pouquinho. ;)






Fique de olho da programação dos blogs participantes e conheça o trabalho de autores que estarão apresentando seu trabalho na Bienal do Livro RJ 2015.

 

Idealização: Blogueiras Unidas (GBU).
Coordenação: Clube do Livro e Livros & Tal.
Realização: As 1001 NucciasCheiro de Livro Nacional,
Clã das Sombras e Aurícia & Suany.



Até a próxima!







4 Comentários

  1. Eu não conhecia a Karina e adorei o trabalho dela... Muito show! Gostei das perguntas também, Dai! Você tem estilo!
    Sucesso pras duas!!!
    Até + ver! Nu.
    As 1001 Nuccias | Curtiu?

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    Respostas
    1. As perguntas foram realmente ótimas, amei!!!!
      Obrigada Nuccia ;)

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  2. Obrigada pela entrevista e por todo apoio que vocês tem dado para os autores nacionais. ;)

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