Oi gente!

Hoje é dia de entrevista aqui no blog. Então, te convido a conhecer um pouco mais sobre o trabalho e a vida da autora Nina Müller


Nina Müller é capricorniana, formada em Letras e Direito, com especialização em Língua Inglesa. Gaúcha de nascimento, ela começou a escrever nas horas vagas em janeiro do ano de 2014. Atualmente é escritora de romances eróticos. A paixão por livros começou desde a pré-adolescência, escrevendo alguns poemas e narrativas curtas. O Enigma da Borboleta Azul é seu romance de estreia na literatura erótica. Seu segundo romance se intitula O Ardente Cativeiro da Fênix.



OBRAS


Saiba mais sobre as obas:


Confira as resenhas dos livros Amor em Julgamento (aqui), Ardente Cativeiro da Fênix (aqui) e Sublime Renascer da Fênix (aqui).





ENTREVISTA


1. Qual o seu maior objetivo com suas histórias?
♥ Acredito que o maior objetivo de todo o escritor quando escreve algo, é passar uma mensagem ao leitor através de uma história. Além, claro, de conquistar a empatia do leitor, despertar o gosto dele pelos personagens e pelo enredo.

2. Quando percebeu que seu desejo era ser escritora?
Sempre tive a imaginação muito fértil. Quando criança, eu comecei a escrever e desenhar histórias em quadrinhos. Depois, na adolescência, eu escrevia poemas e pequenos contos. Isso perdurou na época que comecei o curso de Letras. A disciplina de Literatura ajudou a despertar ainda mais o desejo de escrever. Então comecei a escrever histórias curtas em cadernos de folha espiral e depois em computador. Com a mudança que fizemos de casa e de cidade, em 2003, perdi muita coisa, principalmente os cadernos. Mas continuei a escrever no computador. Nunca salvava nada e um dia meu HD se foi, e com ele vários rascunhos de histórias. Entre elas, O Enigma da Borboleta Azul e a duologia Fênix. Fiquei frustrada por não ter salvo e foi então que decidi escrever pra valer. Comecei pela Borboleta.

3. O que a escrita afetou a sua vida? Mudou muita coisa?
♥ A escrita foi realmente uma benção em minha vida. Não somente profissional, mas pessoal. Eu descobri o que realmente gostava de fazer. Parece loucura dizer que sou formada em duas faculdades, Letras e Direito, e não me realizei em nenhuma delas como me realizo escrevendo, dando vida aos personagens que pipocam em minha cabeça. No início a escrita era um refúgio para mim. Em 2012 passei por algumas dificuldades tanto pessoais como profissionais. E foi então que a escrita veio para me “salvar” de uma depressão, digamos assim. Depois disso, a minha vida mudou para melhor. Descobri coisas internas que nem eu sabia que existia dentro de mim. Aprendi a lidar com minhas emoções, medos e aspirações. A escrita mudou minha vida para melhor em todos os sentidos.

4. Como você critica e enxerga o seu trabalho?
♥ Eu me cobro muito. Sou muito ansiosa, perfeccionista e isso prejudica um pouco o andamento das coisas. Quero fazer tudo ao mesmo tempo e me critico por isso. Tenho tentado me controlar, fazer uma coisa de cada vez. Mas quando dou por mim, estou escrevendo e esboçando mais de duas histórias ao mesmo tempo. Quando a inspiração vem, não tem quem segure.

5. Qual o estilo literário que você escreve? Porque escolheu este estilo?
♥ No momento eu escrevo romance erótico, mas esse não é o único estilo literário que desejo seguir. Já tenho rascunhadas outras obras que não são romances eróticos. Quando for o tempo certo, elas chegarão.

6. Nina, quais são os seus escritores favoritos? Eles te inspiram?
♥ Eu sou muito seletiva quanto a autores que leio. Prefiro mil vezes a literatura nacional a estrangeira. Acho a nossa escrita mais rica em detalhes do que a internacional. Porém, leio livros de todos os estilos, desde Stephen King a EL James. Mas como mencionei prefiro ler as nacionais: Carina Rizzi, Mila Wander, Camila Moreira, Nana Pauvolih, Juliana Parrini, Cláudio Quirino. Quanto aos estrangeiros eu gosto de Nicholas Sparks, Christina Lauren, JR Ward, Stephenie Meyer, Veronica Roth, Dan Brown e os primeiros citados nesse parágrafo. (King e James). São muitos! Mas não existe um escritor que me inspire. A inspiração surge de um comercial, de um vídeo clipe, de uma música, de um acontecimento no cotidiano. Eu me inspiro muito mais assim do que em escritores propriamente ditos.

7. Da onde surgiu a idéia para o livro “Enigma da borboleta azul”? O que o livro retrata?
♥ Eu queria abordar um tema onde uma jovem inocente e meiga é alvo de disputa entre dois irmãos. Essa história pipocava em minha cabeça, martelava mesmo. Então decidi narrá-la. Abordei o tema traição, algo muito comum em nossa sociedade e que ainda nos choca, de certa forma. Ainda mais quando a traição ocorre dentro da família, como foi o caso da personagem Lorena que traiu o marido, Thales, com o cunhado, Greg. Confesso, que quando comecei a escrever, o final não era para ser aquele. No meu final original, ou o primeiro final que dei a trama, Greg tirava a vida de Thales para proteger Lorena. Com isso, ela se afastava dele e criava a filha sozinha. Um final triste, né? Mas conforme ia postando na época no Wattpad, eu recebia muitas mensagens pedindo que Lorena ficasse com Greg. E decidi que o amor devia vencer no final. E foi o que aconteceu.

8. A duologia Fênix é uma história muito intensa e sensual, e que conquistou muitos leitores. Como foi o processo de criação da história e dos personagens?
♥ Eu desejava fazer uma obra em que mostrasse um homem marcado por perdas e que devido a isso, se enclausurou em seu sofrimento e o transformou em frieza. A inspiração para compor a obra vinha de uma cena de um filme, de um comercial, de algo que eu lia esporadicamente. O que eu quero mesmo mostrar com o enredo são as fases em que passamos em nossa vida. Todos nós, em algum momento, somos a Fênix, que “morre” e “renasce”, que luta contra as adversidades. Para incrementar o enredo, compus uma mocinha, Isadora, que é repleta de sentimentos e veio com o objetivo de mudar o coração do Homem de Aço, Alexander, que representa a Fênix.

9. Qual o sentimento de ver as histórias que você escreveu agradando tantas pessoas?
 Eu me sinto realizada. Não tem gratidão maior do que ver o reconhecimento do teu trabalho, sentir o carinho que os leitores te passam, o apoio. E também ver que as pessoas se identificam em uma ocasião ou outra de um livro teu. Isso é fantástico! Ouvi-las dizer “Isso já aconteceu comigo”, ou “Isso aconteceu com alguém que conheço”. Esse é o motivo pelo qual o escritor escreve. É isso que o impulsiona a continuar e a se aperfeiçoar cada vez mais, buscando sempre melhorar a qualidade de suas obras. E isso não tem preço!

10. Em “Amor em julgamento”, você aborda temas muito importantes, como o abandono, adoção, baixa estima e preconceito. Como você se preparou para criar a história? Você sentiu dificuldade em desenvolvê-la? 
♥ Eu escrevi essa história para minha mãe e fiz uma homenagem dando o nome dela a uma personagem da trama. Antes de colocar cada história no papel, eu relato a ela como vai ser. E ela adora ouvir. Em especial Amor em Julgamento, que até hoje é a que ela mais gosta. Por incrível que pareça, foi a história que escrevi em menos tempo que as outras, embora quando a desenvolvi, eu estivesse junto de minha mãe que se tratava de um câncer. Nas horas de folga, eu escrevia e depois contava a ela. Claro, sem relatar as partes mais eróticas, mesmo que ela saiba que o livro pertença ao gênero hot.


11. Sabemos que o Wattpad revelou grandes nomes da literatura contemporânea, incluindo você. Qual a sua opinião sobre o aplicativo? O que ele tem de vantagem e desvantagem?
♥ A vantagem do Wattpad é que ele é uma importante ferramenta para quem quer mostrar seu trabalho. Ele funciona como “vitrine” para o autor expor suas obras, cative leitores e ganhe números de leituras. A desvantagem é que depois que houve uma reformulação quanto a restrição de obras com conteúdo erótico, as leituras de quem escreve esse estilo de obra, que é o meu caso, caíram consideravelmente. A história não fica mais em evidência, e somente tem acesso a visualização quem segue o autor, ou quem adiciona a obra em sua bibiblioteca.

12. Você vem trabalhando em algum projeto novo? Se sim, o que podemos esperar dele?
 Eu trabalho em mais de uma obra, como mencionei acima. Tenho tentado dividir os dias para trabalhar em dois projetos. Um deles é o volume dois da Série Sentença, Desejo em Julgamento, que já está de vento em popa, e outro é um projeto que ainda não tem título definido e está recém no começo. Podemos esperar muita paixão, sensualidade, drama, conflitos e claro, cenas hot.

13. A literatura Brasileira vem revelando grandes talentos, mas que infelizmente, ainda não tem o espaço merecido. Em sua opinião, o que falta para as editoras e os leitores acreditarem mais nos autores nacionais?
♥ A literatura nacional vem crescendo muito desde uns 4 anos para cá. São vários autores que estão conquistando seu espaço, com muito trabalho e muita dedicação. Acredito que com esforço, perseverança e foco, tanto as editoras quanto os leitores, vão adquirindo mais confiança em investir no autor nacional.

14. Como você encara as críticas negativas ao seu trabalho?
♥ Críticas são sempre bem-vindas quando têm embasamento, tem conteúdo. Elas servem para eu melhorar naquilo que não estou agradando. Se elas são bem argumentadas, certamente que eu as usarei para aprimorar o meu trabalho.

15. Como autora, qual é o seu maior sonho?
♥ O sonho do autor é o reconhecimento do seu trabalho, a demonstração de afeto dos leitores, a troca de ideias entre autor e leitor e também ver a sua obra sendo lida por muitas pessoas, de todas as partes. É hipocrisia dizer que um escritor, que tenha a escrita como profissão, não vá querer ver a sua obra espalhada pelo país, ou até em outros países. Todos buscam por isso.

16. Como leitora, o que você espera encontrar nos livros que lê?
♥ Eu adoro livros que me surpreendam de uma forma positiva, que transmitam uma mensagem, que passem emoções, que eu descubra algo novo sobre um assunto que eu não sabia, ou que pouco conhecia.

17. Como é a sua reação com os fãs?
♥ Eu gosto de ficar perto dos meus leitores, saber se eles estão gostando da história, o que eles gostariam de ler que ainda não leram, o que eles estão lendo. Enfim, eu interajo muito com eles via Facebook, seja através dos dois grupos que tenho, ou da página, ou do meu perfil. Também tenho dois grupos de WhatsApp para trocar ideias e indicações literárias. Uso o Instagram e o Twitter também, embora de maneira um pouco mais limitada.

18. Conte-nos mais sobre você. Quem é Nina Müller?
♥ É muito complicado se autodefinir. Mas vamos lá. Nina Müller é uma sonhadora, que vive mergulhada em suas histórias, ouvindo seus personagens sussurrarem em seu ouvido, querendo ganhar vida através das páginas. Mas, sobretudo sou uma capricorniana nata, que luta por aquilo que quer e faz aquilo que ama.


Vamos brincar de “E SE”?

E se você pudesse ser uma personagem de suas histórias, qual você escolheria? Por quê?
♥ A personagem Milena Venturini, de Amor em Julgamento. Ela é destemida, forte e corajosa, embora tenha seus medos e receios. Mas é a típica brasileira, que luta pelo que quer, que conseguiu o que tem através de seu esforço e dedicação.

E se você pudesse ter o poder de mudar algo no mundo, o que seria?
♥ Acabar com a fome e com as guerras.

E se você pudesse voltar no tempo, mudaria algo em sua vida? 
♥ Eu começaria a mostrar para o mundo bem mais cedo a minha escrita. Certamente seria isso. 

E se você pudesse viver a história de um livro, qual seria? 
♥ Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks.

E se você não precisasse se preocupar com dinheiro, o que faria? 
♥ Moraria em uma ilha, cercada de mar, de sombra e água fresca. rsrs




Gostaria de agradecer imensamente a autora, por ter nos concedido esta entrevista. Desejo muito sucesso e muita inspiração, para continuar agraciando seus leitores (incluindo EU!) com histórias lindas e envolventes.

Até a próxima!







Um Comentário

  1. Parabéns pela entrevista, gostei bastante de conhecer um pouco mais sobre autora. Como fã, fiquei mais encantada ainda de saber como ela se inspira. Sucesso ao blog e a Nina. Bjs

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