Oi, gente!

Este post deveria ter saído ontem, mas a minha internet não quis colaborar comigo. Mas, aqui estou trazendo a última surpresa que a autora Shay Nuran preparou parar seus leitores tão queridos.

Com vocês, o primeiro capítulo de "Amor em Éfeso", o terceiro livro da Trilogia Família Erdogan, que sua estréia prevista para agosto, no Wattpad. Vamos ao capítulo em primeira mão... Boa leitura!




Capítulo 01



— Não, Aslan! Está errado. Sua mão é no verde — falou Maria. 

— Eu estou no verde! 

— Você é daltônico, garoto? — perguntou Pinar — Isso é vermelho! 

— Ele nunca acerta... — desabafou Noan. 

— Mexa-se e saia do meu caminho — raiou Aslan, esticando a mão direita para o círculo verde no chão. 

— Jogamos isso desde que éramos crianças e ele continua sem saber o que é verde. 

— Se falar mais um pouquinho juro que vou fazer você enxergar roxo por todos os lados. 

Noan revirou os olhos entediado. 

— Por que não jogamos algo mais adulto, como banco imobiliário, imagem e ação, detetive... Não gosto de Twister. 

— As meninas gostam! — justificou Aslan. 

— E você faz tudo que essas pirralhas querem! 

— O único pirralho aqui é você — devolveu Maria. 

— Noan, feche a matraca e gire a roleta — disse Pinar impaciente. 

— Que tédio! — bufou ele. 

Noan girou. 

— Mão. Amarelo. Esquerda — anunciou Maria. 

Ele se esticou passando o braço entre a irmã e o primo. Mas acabou se desequilibrando e derrubando os dois. Aslan tentou se segurar em Maria, mas tudo que consegui foi levá-la junto. 

— Jogo idiota! — disse Noan mal humorado se levantando — Odeio isso, chega! 

Saiu da sala pisando duro. 

— Ai! Eu também cansei, vou voltar para meus livros! — anunciou Pinar também saindo. 

Aslan e Maria se olharam divertidos. 

— Eles não sabem mesmo se divertir! ­ — disse ela. 

Aslan estreitou os olhos. 

— Diferente de nós! — falou atacando-a com cócegas na barriga. 

— Não, Aslan. Pare! Por favor. 

— De jeito nenhum. Achei que quisesse se divertir. 

Ela ria se contorcendo no chão tentando se livrar das mãos dele. Maria não teve outra alternativa a não ser atacá-lo também para tentar se livrar. Quando Aslan baixou a guarda girou o corpo ficando por cima dele e prendendo os braços no alto da cabeça. 

Olharam-se profundamente e sorriram. 

— Eu sempre consigo vencer você! É um fracote! 

— Sou um cavalheiro, isso sim. Nunca deixarei uma dama perder. 

— Meloso! — disse soltando-o. E ainda por cima dele, ajeitou os braços sob o peito masculino acomodando-se. 

— Espero que esteja confortável... — disse ele levando os braços para trás da cabeça. 

— Estou bem, obrigada! — falou cínica — E você? 

— Eu também, senhorita. Não tenho do que reclamar, a garota mais linda de Istambul está me usando com perfeição. 

Maria riu. 

— Se as garotas da faculdade nos vissem eu seria trucidada. Suas fãs não perdoam nem a mim — observou — Aslan, você não se interessa por ninguém? 

— Deveria me interessar? 

Ela deu de ombros. 

— Tem muitas garotas lindas que dariam tudo para estarem com você... 

Aslan estreitou os olhos vendo a expressão aborrecida da prima. 

— Como você é ciumenta, Maria Erdogan! 

— É por que sei que quando você tiver alguém vai me deixar de lado. 

— Claro que não, que ideia absurda! E nunca vou ter alguém antes de você. 

— Está falando sério? 

— Sim, estou! Como seu tutor, seu bem estar vem à frente do meu. 

— E se eu não quiser ninguém? 

— Por que uma mulher bonita como você iria querer ficar só? 

Ela deu de ombros. 

— Por acaso tem um amor impossível? — insistiu ele. 

— Claro que não! — Então não vai ficar sozinha. Prometo ajudar o patriarca a escolher o melhor homem para você. Um que te ame, te respeite e que cuide de você com toda delicadeza. Alguém que olhe nesses lindos olhos e consiga ver mais do que beleza física. Que veja toda a nobreza de sua alma. Que deseje descobrir toda a doçura e inocência da minha sevgilim.
Ela sorriu e eles olharam-se em silêncio.

— Mesmo assim, não sei se quero alguém! Não me vejo com ninguém.

— Mas verá, quando se apaixonar, verá!

Maria olhou-o com um meio sorriso nos lábios, já estava apaixonada, porém ele nem desconfiava e com certeza não sentia o mesmo. Aslan sempre a veria como a garotinha da família. Alguém para ele cuidar e proteger como uma irmã, nada mais que isso. Nunca mais que isso. Suspirou chateada. Queria muito chamar a atenção dele como mulher, mas Aslan parecia inatingível. Ele deslizou a ponta dos dedos no rosto dela e Maria descansou a cabeça no peito dele. Tinha que arquitetar outro plano, todos até agora falharam, o que estava fazendo de errado? Precisava de uma “reunião” urgente com Pinar.

— Aslan! — chamou Murat do lado de fora da casa.

— Estou indo — disse ele levantando-se junto com ela — Vou lá!

Ao ver Aslan saindo da sala, Maria decidiu se unir a prima, que estava em seu quarto lendo como de costume. Pinar virou-se com um largo sorriso quando a viu entrar.

— E então? Conseguiu um beijinho?

Maria a olhou desanimada.

— O que você acha? — perguntou.

— Ah, querida! Não fique assim, venha aqui! — falou Pinar a chamando. Manhosa. Maria subiu na cama e deitou-se ao lado da prima — Vamos pensar em mais alguma coisa.

— Mas o que Pinar? Já fizemos de tudo. Já dormir na cama dele, já joguei charme, já dei indireta, até de toalha eu já desfilei na frente dele, mas o Aslan parece nem me ver.

— Não tentamos de tudo não bobinha, li em um dos meus livros que uma garota tenta conquistar o homem que ela ama dançando para ele, e adivinhe que dança é essa? — falou com olhar malicioso.

— Valsa?

Pinar fez cara de tédio.

— Dança do ventre, sua louca!

— Louca é você, imagine se papai me pega dançando isso para o Aslan? Ele corta minha cabeça fora. Não quer nem que fiquemos muito tempo juntos ou a sós. 

— Corta nada! Você diz que é para uma apresentação na faculdade e que está mostrando ao Aslan para ele dizer se está bom ou não.

— Daí papai me afoga no Bósforo e adeus Aslan, dança, faculdade e o escambau todinho — disse impaciente — Você sabe que não dançamos em público, só para eventos em família. 

— Isso mesmo, e Aslan é família. A ocasião especial é arrematar o coração daquele turco sedutor — disse sorrindo para ela de canto — Como ele está lindo — falou derretendo-se junto à prima.

— Ele sempre foi lindo!

— Não sei por que tio Murat tenta evitar que vocês fiquem muito juntos. Ele e tia Ayla também são primos.

Maria jogou as costas na cama.

— Ah, você sabe como papai é, leva tudo ao extremo. Diz que é para o Aslan não perder o foco dos ensinamentos.

— Situações extremas merecem medidas extremas de nossa parte também — disse Pinar com voz dramática — Maria... beije ele. Quem sabe assim Aslan não se toca.

Maria arregalou os olhos e virou-se de lado para ela.

— Você perdeu o juízo, Pinar? Imagine eu pulando no pescoço do Aslan e dizendo: ”Aslan meu amor, eu te amo, me beije!”

— Ele ficaria encantado com você confessando o que sente. Daí ele iria pedir sua mão ao tio Murat e você viveriam felizes para sempre.

— Não pode estar falando sério! — bufou.

Mas sem ligar para ela Pinar continuou.

— E vocês sairiam a galope em um cavalo branco com você usando um lindo vestido de noiva que esvoaçaria por causa do vento do Bósforo — disse com olhar brilhante.

— Pinar, você tem que parar de ler esses romances açucarados.

— Claro que não, foi deles que tirei as nossas ideias de conquista.

— E deu muito certo! — criticou.

— Não deu por que o Aslan é um tapado. Qualquer outro homem no lugar dele já teria caído em si... Ou melhor, em você — falou rindo.

— Acho que estou fazendo algo errado! — disse deitando novamente — Pinar, por que você não pergunta a ele?

— Perguntar o que?

— Do que é que ele gosta em uma garota. O que chama a atenção dele em uma mulher.

Pinar arregalou os olhos pensativa.

— E se ele achar que eu estou dando em cima dele?

— Você diz que tem uma amiga interessada que quer saber. Tem um monte de garotas que correm atrás dele, o Aslan não vai nem suspeitar.

— Mas seria ótimo que ele suspeitasse.

— Se ele soubesse como me sinto o que você acha que aconteceria?

— Sinceramente, não sei. Nem imagino. Aslan é um doce, mas ele é muito fechado quando se trata de mulheres. Tem toda aquela postura que seu pai passou para ele. Nem sei se ele já beijou alguma vez na vida.

— Claro que não! O Aslan não tem namorada, nunca teve.

— Maria, não se beija só namoradas...

— Mas o Aslan não se interessa por ninguém, nunca se interessou, se não eu saberia, ele me conta tudo.

— Tudo? — perguntou com ar de dúvida — Um homem nunca conta tudo. Faz parte deles manterem segredos sobre certas coisas. E principalmente com as mulheres... — falou deitando-se também nos travesseiros macios — Nunca se perguntou onde ele vai aos domingos após as reuniões da família ou por que recebe tantas ligações das amigas modelos e da faculdade?

Maria franziu o cenho.

— Pare de insinuar essas coisa, Pinar! — falou aborrecida — Aslan jamais faria algo assim. Ele sabe que...

— O que? Que deve casar virgem? Ah, por Allah Maria, isso é regra para nós, não para eles — esclareceu — Aslan pode ter casos, fazer sexo casual, nós não. Os homens tem liberdade que mulheres dificilmente terão.

— Não! Nessa família não. Papai sempre foi claro, homens e mulheres tem os mesmos direitos e deveres na família Erdogan, se nós não podemos, Aslan e Noan também não podem. Todos somos iguais.

Horas depois, Maria ouvia o ronco da moto de Aslan na rua, correu para a janela e o viu sair. Também gostaria de ter amigas bem animadas para se divertir — lamentou — A ideia de Pinar veio em sua mente, ela insinuou que Aslan poderia ter uma amante. A ideia de ver alguém beijando os lábios dele lhe causava uma dor profunda na alma. E se Aslan se apaixonasse? Não, isso não poderia acontecer ou ela nunca teria chance com ele.

Maria deitou-se em sua cama tentando dormir, mas algumas horas se passaram e apenas conseguiu alguns cochilos rápidos. Desistiu de tentar e desceu as escadas desanimada, foi para o jardim por trás da casa. 

A ponte do Bósforo estava linda, ainda com as luzes fortes do réveillon. O ano letivo já iria começar, mas Istambul ainda sentia-se em plena festa de inicio de ano. Olhou para casa em que morava desde os dois anos de idade. 

Depois que seu bisavó morreu eles se mudaram para lá. Como patriarca, seu pai achou melhor ficar na casa que foi do avô depois que seus tios Ozan e Meli se mudaram para a casa que foi dos pais de Meli que agora viviam na França. Seus avôs retornaram do Brasil e voltaram para Örtakoy, viviam muito bem e felizes, e ela adorava passar horas na companhia deles. Assim como também amava seus avôs por parte de pai, vovó Diden sempre dava um jeito de fazê-la ficar mais vaidosa, lhe presenteava com maquiagens, perfumes e joias que ela só usava na presença dela para agradá-la e seu avô Gökse sempre contava sobre sua vida militar, e diferente do seu pai sempre tentava lhe passar ensinamentos muito machistas, mas ela não se importava, entendia que era difícil para os mais velhos se desprender dos costumes de sua época, sempre o ouvia e concordava para evitar aborrecimentos a ele. Pinar agia do mesmo jeito, e quando elas se juntavam ele fazia a festa com seus relatos. Era uma pena que Pinar morasse tão longe, sua tia Derya vivia com a família na Capadócia onde seu tio Teo era general em um regimento e ela Capitã. Achava linda a careira militar, mas não tinha tanta coragem como a tia, preferia algo mais sólido por isso escolheu Gestão Marítima-Portuária. Teria uma longa jornada pela frente já que começaria suas aulas esse ano, mas estava decidida. Cresceu vendo os navios cruzarem o Bósforo e para ela não havia nada mais encantador do que a vida em alto mar. Viajar pelo mudo inteiro a bordo de um transatlântico era um sonho. Aslan, havia entrado em uma disputa entre seu pai e seu tio, Murat queria que ele cursasse medicina enquanto seu tio queria que ele fizesse Ciência da Computação, mas Aslan decidiu por si mesmo e cursava o último ano de Engenharia Mêcanica, era um ótimo aluno, nunca o viu reclamar dos estudos e sempre era recompensando com um presente quando alcançava boas notas. A Harley-Davidson que ele vivia desfilando pelas ruas de Istambul havia sido um presente do patriarca no fim do último semestre, a viagem a paradisíaca Punta Cana, do pai, em outro semestre e assim a cada seis meses Aslan se superava nas notas. Imaginava o que ela ganharia se também tivesse notas excelentes, pediria um cruzeiro pelas Ilhas Canárias ou um Conversível. Riu internamente imaginando o pai a deixando viajar sozinha ou lhe dando um carro para sair à noite com as amigas que faria. Ele não aprovaria a ideia, disso ela sabia. Seu pai era superprotetor e não a deixava sair sozinha, seu discurso era que todos eram iguais, porém muitas coisas Aslan e Noan faziam que ela e Pinar não, mas imaginava que quando chegasse a hora seu pai não iria se opor a algo que ela quisesse. Não reivindicava seus direitos por que até aquele momento não houve necessidade, não tinha para onde ir e nem interesse em aprender a dirigir, mas isso iria mudar dali a algum tempo.

Descansou a cabeça no encosto da poltrona ouvindo o som do mar e dos carros ao longe. Olhou para o andar de cima, a luz dos quartos dos pais ainda estava acesa, viu a sombra deles projetada na cotina branca. Sua mãe enlaçou o pescoço de seu pai enquanto ele a abraçava pela cintura, beijaram-se com carinho e depois com ardor, afastaram-se gradativamente da janela e a luz foi desligada. Ela suspirou, seus pais sempre foram tão apaixonados um pelo outro, nunca viu um casal como eles, se cuidavam, se protegiam e acima de tudo se amavam. Nunca discutiram na sua frente e se alguma vez tiveram problemas no relacionamento guardaram para si mesmos. Poucas vezes os viu aborrecidos um com o outro e geralmente quando isso acontecia não durava até o fim da noite. 

Queria muito encontrar alguém que a correspondesse com tanto amor, queria um homem atencioso, honesto e romântico como seu pai. Queria Aslan, mas ele não a queria. Nunca a viu como mulher, apenas como sua responsabilidade, seu dever de casa, eu teste para patriarca.

Desde crianças eles eram muito unidos, Aslan quem a ensinou a dizer “não” e a dizer “sim”. Ele que a consolou quando seu gatinho morreu e quando no colegial uma das meninas que considerava sua melhor amiga se afastou. Prometeu ser seu melhor amigo, seu confidente, seu conselheiro e assim a relação entre eles ficou cada vez mais próxima. Aos catorze anos quando saiu de sua casa para morar com eles, Aslan aproximou-se dela ainda mais, seria sua responsabilidade daquele momento em diante. 

No inicio, ele só se interessava em brincar e se divertir, mas ao longo do tempo Aslan foi mudando, adquirindo outra maneira de agir, mais seguro, mais responsável, mais compenetrado assim como seu pai. Mesmo assim não havia perdido o jeito doce, a tratava com muito carinho e dedicação, sempre o amou, porém há algum tempo o amor que estava sentindo por ele nada tinha de fraternal e descobriu isso de uma forma muito intensa. Em uma dessas brincadeiras Aslan havia errado o beijo em seu rosto e ido direto em seus lábios. Tudo não passou de um acidente bobo, mas que fez seu coração responder enlouquecido. Ele riu, se desculpou, levou na esportiva, porém se preocupou quando a viu estática. 

— Maria, está tudo bem? Foi sem querer, me perdoe.

Ela apenas olhou nos claros olhos azuis e sorriu.

— Não precisa se desculpar! — disse disfarçadamente — Foi um acidente. 

Aslan riu novamente do embaraço dela, mas não deixou que ele perdurasse muito tempo e a fez retornar com os risos em poucos minutos, mas claro, Maria não poderia esquecer de algo tão significativo. 

Andou até a cozinha com seus pensamentos absortos nele. Aslan sempre foi amoroso e leal com ela, sempre cheio de mimos e atenção. Não lembrava-se do dia em que ele lhe dissera “não”. Até quando ia ao salão de beleza Aslan a acompanhava e esperava por ela pacientemente.

Ele era a copia de seu tio Ozan, muito tranquilo e de bem com a vida. Se dava bem com todos, não tinha inimizades e sempre tentava ajudar quem precisasse. Se viu de mãos atadas quando a paixão tomou conta de seu coração, era impossível não amá-lo. Toda a intimidade que desenvolveram durante anos de convivência também não a ajudou muito a resistir, a beleza dele também não. Aslan possuía um rosto másculo, lábios sensualmente delineados, corpo com músculos definidos, tinha uma tatuagem em um dos braços o que não agradou ninguém da família no inicio, mas já haviam se acostumaram. Os olhos eram azuis claríssimos e chamavam muita atenção assim como o sorriso emoldurado por dentes perfeitos. Era bastante charmoso e educado, o olhar era carregado de cinismo que aparentemente ele não possuía, pois sempre era comedido ao tratar a todos.

Deu um pulo ao ouvir a porta da cozinha bater.

— Calma, sou eu!

— Você me assustou!

— Eu percebi, não ouviu minha moto?

Ela fez que não, estava tão absorta em seus pensamentos que não percebeu sua chegada. Olhou para o relógio e já passavam das duas e meia da manhã.

— Ainda acordada? — perguntou ele surpreso — Está sem sono?

— Estava preocupada com você. 

— Por que preocupada? Eu sempre chego nesse horário aos domingos... Aliás nas segundas — corrigiu-se sorrindo.

Maria franziu o cenho.

— Eu não sabia!

— Por que quando chego você já está dormindo.

— E onde foi?

— Em uma festa com alguns amigos — disse evasivo — Deveria está dormindo, amanhã vamos cedo para a faculdade. Tem que estar bem no seu primeiro dia de aula.

— Todo domingo seus amigos dão festas? — continuou perguntando sem dar atenção a observação dele.

— Nem sempre! — disse enquanto pegava um copo de suco da geladeira.

Ela o analisou dos pés a cabeça. Com quem será que ele estava? Com quais amigos? Ou será que estava mesmo com uma mulher.

— Vou dormir — anunciou ele — Boa noite!

Aslan já estava quase da saída da cozinha quando ela disse:

— Não vai nem me dá um beijo de boa noite?

Ele sorriu e retornou, segurou a mão dela e depositou um leve beijo em sua mão sem desvia os olhos.

— Boa noite, sevgilim!

Ao baixar-se, Maria pode ver as marcas de batom no colarinho de sua camisa. Engoliu em seco, Pinar tinha razão.

— Boa noite! — murmurou desapontada. 

O viu virar-se e sair.



Então, Aslan tinha mesmo uma amante.












Até mais!





6 Comentários

  1. OMG! Adoreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!

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  2. Já quero que Agosto chegue!!!
    #AslanEMaria
    #AmorEmÉfeso

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  3. Minha nossa esperar até agosto vai ser um tormento, as coisas parecem que não serão mais fáceis com a nova geração :(

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  4. MAIS UM SUCESSO COM CERTEZA!!!

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  5. Sou nova por aqui e quero muito ler Amor na Capadócia. Não acho em canto algum pra baixar, comprar, etc... desculpem a minha santa ignorância mas, como faço pra conseguir? Obrigada, desde já.

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