Oi, gente!

Chegamos ao quarto dia da Semana Especial Shay Nuran. Hoje, te convido para conferir uma super entrevista, que a autora concedeu ao blog. Saiba um pouquinho mais sobre ela, suas opiniões, sonhos, gostos, suas histórias, e muito mais.












1) Quando você percebeu que seu desejo era ser escritora?
Em meados de 2014 quando estava com meu primeiro livro na plataforma do Wattpad, Possuídos pela Paixão e iniciava meu segundo romance Amor em Istambul. Sempre tive vontade de falar sobre outras culturas e percebi que poderia fazer isso através da escrita.

2) O que você acha do Wattpad? O que a plataforma te trouxe de positivo e negativo? 
Eu adoro o Wattpad, acredito que é um local inovador e que ainda vão surgir muitas outras plataformas inspiradas nele. Foi uma ideia genial criar um site onde autores iniciantes podem publicar suas histórias, receber criticas construtivas e a partir daí saber onde precisa melhorar. Como autora eu estou satisfeita. 



Bem, de positivo me trouxe varias coisas, como, por exemplo, publicar minhas histórias, conhecer pessoas de várias partes do Brasil, conhecer outras formas de escritas e literatura... De negativo, no site, eu não encontro nada. Bugs, travamentos e essas coisas acontecem em todas as plataformas, chateia, mas não me aborrece de verdade.

3) Qual o seu objetivo com suas histórias?
Despertar a curiosidade e o senso crítico do leitor. A curiosidade para conhecer novas culturas e perceber que não somos tão diferentes das outras pessoas lá fora, os seres humanos, independente do meio social em que vivem, são muito parecidos. Claro que o modo de se comportar e se relacionar variam de um lugar para o outro, porém os sentimentos são iguais. O senso crítico para o leitor perceber que nem tudo que reluz é ouro e nem todo escuro é tenebroso, nos dias de hoje temos muitas informações e a facilidade de criar uma opinião através da visão do outro, mas é preciso chegar, viver, olhar com os próprios olhos para saber o que é verídico ou não e para isso o senso crítico e a curiosidade tem que andar de mãos dadas.

4) O que a escrita afetou a sua vida? Mudou muita coisa?
Mudou toda uma rotina. Antes eu escrevia por esporte, hobbie... Hoje é escrevo como profissão, tenho mais cuidado com o que escrevo, pesquiso bastante, tenho um time de pessoas que me ajudam, aos poucos foi se tornando algo mais sério.

5) Como você critica e enxerga o seu trabalho?
Eu sou muito perfeccionista, às vezes escrevo e apago tudo para refazer, faço isso muitas vezes até eu conseguir ficar satisfeita com o resultado. Apesar de ter dedicação sei que a vida de escritora no nosso país é difícil, mas o importante é não desistir e continuar com o objetivo que me propus. Escrever é uma arte apaixonante, para mim é uma forma de esvaziar a alma, é doar e isso já é extremamente gratificante.

6) Em sua opinião, o quão importante é a leitura na vida das pessoas?
Muito importante, com certeza. Não apenas pelo fato de você adquirir conhecimento através da leitura, mas também pelo exercício saudável que é ler. Quem tem o habito de ler tem mais facilidade em entender um contexto de qualquer situação, a leitura desenvolve nosso lado reflexivo e nos mantém focados também nas resoluções de problemas, e claro, trazemos essas atitudes para o nosso dia a dia. Assim como o enriquecimento de vocabulário, facilidade em memorização, desenvolvimento da criatividade, contribui com o nosso conhecimento de mundo e pessoal também... Enfim, ler é de suma importância e deveria ser mais estimulado em nossos lares. Ler é, sem dúvida, tudo de bom!

7) De onde surgiu a idéia para a Trilogia Família Edorgan? Conte-nos um pouco sobre os livros.
A ideia surgiu a partir de uma viagem que fiz a Istambul em 2010, queria falar para as pessoas sobre o que vi, mas não sabia como. Um dia, estava vendo um vídeo e tive uma ideia sobre uma história que se passasse em Istambul e assim eu poderia acrescentar as coisas que sabia sobre aquele lugar esplêndido. Guardei a ideia e então quando uma amiga me apresentou o Wattpad comecei a repensar sobre essa história e decidi escrever. Como as leitoras gostaram muito decidi fazer uma trilogia sobre a mesma família, mas que se passassem em locais diferentes, assim poderia falar um pouco sobre vários lugares fascinantes na Turquia.

8) Shay, quais são os seus escritores favoritos? Eles te inspiram?
Amo Paulo Coelho, Zibia Gasparetto, Max Lucado, Osho Rajneesh, Charlene Sands, Nora Roberts, Diana Palmer e agora estou apaixonada pela Diana Gabaldon.
Sim, todos eles me inspiram muito, o Max Lucado, por exemplo, fala muito sobre Deus e fé, tento trazer esse temas em minhas obras, assim, seja conveniente para elas. O Osho fala muito sobre autoconhecimento e paz interior... Se não usar nas histórias, uso em mim para ficar mais tranquila para escrever.

9) Como autora, qual é o seu maior sonho?
Publicar todos os meus livros em no mínimo 50 idiomas kkkk

10) Como leitora, o que você espera encontrar nos livros que lê?
Aquilo que me falta. Espero encontrar aquilo que ainda não aprendi, ou que ainda não percebi que existe ao meu redor ou em mim. Gosto de autores que não me trazer apenas uma leitura agradável em uma tarde de Domingo, mas aquele que me desperta, que me traz algo novo e surpreendente. Não precisa ser algo grande, mas que mexa com meu interior.

11) Você utiliza algum material como referência para escrever, faz pesquisas, ou é pura inspiração e criatividade?
Depende da obra. Em Amor em Istambul, usei minha experiência e os conhecimentos que adquiri ao longo do tempo com a minha paixão pela Turquia, poucas coisas foram de pesquisas. Em A Fortaleza, pesquisei muito sobre Grécia, mitologia, arquitetura, culinária, idioma, música, costumes do país... Até hoje pesquiso, sempre tento entrar em contato com as pessoas que vivem lá, sigo blogs de brasileiros que vivem na Grécia, assisto programas locais, mesmo sem entender um grama do que eles estão falando, mas consigo perceber muito do comportamento do dia a dia deles e depois escrever. A gravidez da Ártemis que tem mioma foi inspirado na minha prima, então estou sempre ao telefone com ela perguntando tudo que posso.

12) Como você encara as críticas negativas ao seu trabalho?
Depende da critica, até as negativas podem se tornar positivas dependendo de quem fala e como se fala, por exemplo, se alguém no geral for dizer algo sobre as ideias dos meus livros e sobre o que poderia ser melhorado, eu vou encarar bem e analisar se o que está sendo dito faz sentido para a ideia que eu tenho para as minhas histórias.
Mas existem pessoas que atacam você com agressividade, essas eu descarto completamente.  Não levo em consideração pessoas que precisam agredir para dar uma opinião. Já recebi criticas por que atrasei postagens ou por que o personagem era difícil. Algumas pessoas não entendem que autores precisam de pausas, somos humanos e as vezes as ideias ficam confusas e o tempo é a única solução, me permito pausas sempre que necessário, pois não adianta forçar a mente e escrever algo superficial, enquanto aos personagens, nem todos podem ser lindos, fofos e meigos, as pessoas no mundo real não são e na ficção me permito criar “humanos” com personalidades excêntricas também.

13) Qual o sentimento de ver as historias que você escreveu agradando tantas pessoas?
Felicidade. Cada comentário, cada voto, cada mensagem recebida é um empurrãozinho a mais nessa jornada.

14) Como é a sua relação com os fãs?
Adoro trocar “figurinhas” com os meus leitores. Amo tê-los por perto, ouvir opiniões, indignações, pedidos, lamentos... (risos)
Eu sou muito grata a todos eles, são sempre muito carinhosos e compreensivos comigo. Tenho muita sorte de tê-los ao meu lado nesses quase dois anos. E durante esse tempo, eu mais me emocionei com eles do que eles comigo, disso todos podem ter certeza. Principalmente quando conclui Amor em Istambul, recebi muitas mensagens de gratidão de leitores que disseram ter revisto seus conceitos sobre fé, Deus, família, perdão e isso me emocionou muito. Trouxeram lágrimas aos meus olhos muitas vezes com as dedicações, mensagens, gentileza e amor que demonstram por mim e por minhas obras.

15) Conte-nos um pouco sobre você. Quem é Shay Nuran?
A parte mais difícil, falar sobre si mesmo (risos)...
Bem, sou uma garota igual a muitas outras, que gosta de estar com a família, no silêncio e na segurança de seu lar. Troca um balada por um livro. Gosta de estudar, viajar, conversar, de estar com os amigos, praia, cinema e sushi. Amo Recife, mas curto o interior da Paraíba (casa de vovó).
Às vezes sou supersticiosa e às vezes cética, às vezes impaciente e ansiosa, às vezes tranquila e preguiçosa... Tranquilidade que vai embora quando sou pressionada, cobrada, julgada ou injustiçada, daí minha paciência evapora como se nunca houvesse existido (risos).
Acredito muito em Deus, mas costumo dizer que minha fé ainda é muito fraca e sempre peço a Ele que me ajude a ter um pouco mais. Acredito que tudo é uma lição e assim passei a entender e aceitar melhor as boas e más situações.
Me considero critica e uma pessoa que adora analisar tudo. Demoro a decidir, mas quando decido não volto atrás.
Estou em busca de aprendizado e autoconhecimento sempre. Espero dessa vida apenas o que for importante para meu crescimento como pessoa.

16) Deixe um recado para seus leitores.
Meus queridos leitores, muito obrigada pelo carinho e a dedicação. Jamais poderei retribuir o que vocês fazem por mim todos os dias. Obrigada por terem escolhido Amor em Istambul e Amor na Capadócia como melhor romance de 2015, é muito gratificante e encantador receber o reconhecimento de vocês.
Que Deus retribua em dobro o carinho e a fidelidade de vocês. Não canso de dizer que vocês são a mi há maior inspiração e com certeza meu maior presente no caminho da literatura. Espero encontrar com vocês durante os anos que estão por vir, tenho certeza que será uma emoção indescritível estar ao lado de pessoas especiais como minhas canims e askims! (queridos e queridas)

Teşekkür Ederim... Muito obrigada!
Shay N.


Vamos brincar de “E SE”?

E se você pudesse se teletransportar para dentro de suas histórias, qual escolheria? Porque?
Escolheria A Fortaleza, pois a família Dimitriades é bem mais problemática e precisa de muita ajuda... (risos)

E se você pudesse ter o poder de mudar algo no mundo, o que seria?
A ideia de país. Faria o mundo todo um único lugar, assim, poderíamos circular livremente sem sermos estrangeiros em um único planeta.

E se você pudesse voltar ao passado, você mudaria algo em sua vida? Por que?
Não, acredito que tudo que vivi me trouxe aqui e me fez ser que sou hoje, estou satisfeita.

E se você pudesse dar vida a um personagem literário, qual seria e por quê?
Mustafá Erdogan, adoraria ouvir os conselhos dele.

E se você pudesse realizar um sonho, qual seria?
Não sou objetiva quando se trata em realizar sonhos, pois tenho muitos (risos) para mim e para os outros...
Bem, para todos, O primeiro que pediria, inspirada nesse inicio de ano, seria a restauração da saúde de todas as pessoas desse planeta.

Para mim, pediria muitas viagens para lugares exóticos, assim teria propriedade para escrever mais e mais.







Confira todos os posts e conheça a autora Shay Nuran e suas obras. Perdeu os primeiros posts? Clique abaixo e leia as postagem:


Post #01(Conhecendo a autora) - Leia AQUI
Post #02(Amor em Istambul e Amor na Capadócia) - Leia AQUI
Post #03(Possuídos pela Paixão e A Fortaleza) - Leia AQUI


Amanhã temos o último post dessa semana especial (será?! rs), e ele virá cheio de surpresas... Aguarde!

 Até amanhã!






4 Comentários

  1. Ameeeeei a entrevista !!! Que linda... Anciosa pro post de amanhã ❤️ (Van)

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  2. Que linda!!! Amei a entrevista e estou muito ansiosa por amanhã kkkk

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