Olá meninas e meninos!

"Eu voltei, agora para ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar..." (O Portão - Roberto Carlos)

É isso gente! Agora, a ruiva aqui é colunista de playlist! Chique né??! Tô me achando rsrsrs. Estive um tempo afastada do blog por falta de tempo. Aconselho a nunca se mudarem, fazendo reforma de apartamento, com marceneiro, pedreiro, pintor em casa tudo isso junto e misturado, e ainda de quebra o pirralho da minha vida aprendendo a ler, sem colocar na balança marido querendo atenção... Uffa! E como sou mais forte que tudo isso, sobrevivi e estou aqui novamente!

Mas vamos ao que interessa: O nome da coluna é PlayTime – é tempo de música, será uma vez por mês, e como o nome já diz, irei falar preferencialmente das músicas existentes em livros, só que com um “up”, porque vou falar das séries de tv, filmes, CD ou DVD que tenha me chamado a atenção, enfim... Mas vou logo avisando que não sou crítica especializada em música nem nada, é só a minha impressão, então muita calma nessa hora. Mas falando um pouco de mim, para que vocês possam me entender musicalmente e o porque dessas músicas que escolhi pra citar, meu gosto preferencialmente é rock, seja ele o seguimento que tiver. E com relação aos outros gêneros, aí são muitas variáveis, mas impreterivelmente o que rola é sentimento, é o gostar da voz ou não. É o “vou com a cara” da criatura que aparece ou não. E é claro, a letra da música me impactar ou não.


E como recordar é viver, vou voltar um pouco aqui no tempo, só um pouco mesmo, porque ainda nem “quarentei”, ok? Minha infância, desde que me lembro, é permeada por sons, lembro de ouvir sempre minha mãe cantarolando ao fazer as coisas em casa, sempre com um aparelho ligado, com os “bolachões” (vinil), puxa vida, sempre tocava Tim Maia, Gal Costa, Jorge Ben, Novos Bahianos, Caetano, Roberto Carlos (as antigas são as melhores), Maria Betânia, Rita Lee, Ney Mato Grosso, até hoje tenho uma pasta com tudo isso misturado no meu celular para escutar nas minhas horas vagas.

Andando um pouquinho mais pra frente, veio a adolescência, com ela a descoberta do rock nacional, época em que, meio que tentei deixar louca a minha mãe. O som sempre nas maiores alturas, até que ela me deu um headphone e resolveu o problema com barulho (rsrsrs). Costumava escutar Legião Urbana, Ira, Camisa de Vênus (já escutaram Silvia no volume máximo? Sua mãe e vizinhos provavelmente não irão gostar rsrsrs), Ultrage A Rigor com toda a sua irreverência, Lobão, Barão vermelho com Cazuza no microfone, nas letras e músicas, pra mim, foi a melhor fase), não podendo esquecer Blitz e Titãs. 

Nessa época, eu meio que dei uma relaxada com estudos e minha mãe esbravejou e não adiantou nada então veio minha tia e com uma citação de Djavan, me trouxe o prumo usando a letra de Faltando um pedaço, isso me impactou de um jeito que rapidinho aprendi a dosar meu tempo:
“Tanto engorda quanto mata
Feito desgosto de filha,
De filha...”
Vou contar um segredo pra vocês, quase todas as noites, eu e amorzinho fazemos com pirralho um pot-pourri de rock nacional antes de dormir, acreditem, ele sabe cantar todas as músicas dessas bandas que gostamos, incluindo Bichos escrotos, Silvia, Nos vamos invadir sua praia, Que país é esse, Exagerado, e quer saber? Ele adora e eu fico toda babona sabendo que estou colocando no pirralho o gosto pela música.

Mas vamos lá, o foco dessa coluna hoje é: Minha playlist, sendo que hoje é só nacional, internacional fica pra outro dia. É assunto fácil e ao mesmo tempo muito complicado, porque sou muito, mas muito eclética, afinal de contas: “sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher” (1º de Julho - Renato Russo), isso mesmo, sou tantas pessoas em uma só, além do fato de só por ser mulher, já me dá prerrogativa de mudar em um bater de olhos (rsrs), então com a música não seria diferente. Sempre digo que ela é meu remédio para os piores momentos. Eu confesso que não tenho a capacidade que os autores têm de expressar tão bem os sentimentos, então elas ajudam a desabafar e como nada melhor que um “f**-se” quando se está “retado”, como se diz aqui na Bahia, então amiga, te aconselho: vai de Charlie Brown Jr e ouve Não uso sapato. 
“Eu odeio hipocrisia... mas que se foda!!!
Eu odeio gente chique eu não uso sapato... mas que se foda!!!”
Depois de cantar beeem alto (essa parte os vizinhos podem não gostar muito, então respeite o espaço do outro, ok? Faz como minha mama, coloca um fone!), o corpo da pessoa libera serotonina, e fica calminho, calminho, como se tivesse ingerido uma caixa inteirinha de maracugina.

E tem horas que a pessoa precisa de um carinho e não tem coragem de pedir, chama a personificação de galã, mesmo “velhote”, funciona. Com vocês, Fabio Jr:
“Ah! Eu quero colo
Quero colo sim, tipo surpresa
Quero só ter alguém sempre a mesa
Que me olhe nos olhos e sinta
Sinta que eu quero colo
De alguém que me chame
Me chame de amigo”
E tem aquelas músicas que não tem nada haver contigo, mas que de alguma forma você adora. Não tem explicação. É assim. É sentimento. Ou se sente ou não. Há!! Lembrei que tem um som dos Titãs que dou muita risada com amorzinho. Eu adoro, digo que é minha cara, ele diz que é sobre drogas que não pode ser minha cara... Mas é isso eu gosto e pronto! Dos cegos do castelo – Titãs.
“E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim”
Sempre que escuto, saio pulando feito uma “carrapeta”, vai entender... Mas não é que lendo a letra agora para escrever parece isso mesmo?! Mas Nando Reis, que é o autor dessa música, em especifico, embora quando fiz a pesquisa, em 3 sites diferentes tenha creditado a música a todo o grupo, eu sinceramente gosto de quase tudo, exceto esse último CD dele achei muito lentinho, não tendo a batida característica das músicas dele que pra mim, é o que destaca o ruivo dos outros.

Tem um cara que seu repertório é tão eclético quanto eu, verdadeiramente adoro o som de Tim Maia. No livro Vale Tudo de Nelson Motta, ele conseguiu reunir muito bem essa “biografia musical”. Me fez relembrar que escutei minha infância toda, isso mesmo, minha mãe escutava sempre, não existe música de fossa nacional como as dele, músicas pra levantar o astral, músicas românticas, tudo isso em um só cara, e que voz.

Há alguns meses descobri os chamados Mashup que é a junção de duas músicas de ritmos distintos, puts, como isso abre horizontes e tem um casal que faz uma mistura maravilhosa é a dupla Anna e Saulo, e gente, amo cada coisa que esses dois colocam nos canais e redes sociais. Eles conseguiram juntar Counting Stars – One Republic, com Os anjos cantam – Jorge e Matheus e ficou tão lindo! Esse é o som que mais tem permeado minha playlist diária.

Não seria bom se tivéssemos a capacidade de transformar a nossa vida em eventos musicais?! Sempre acho que existe a música certa para o que se está fazendo. Nossa, não dá para correr escutando música clássica ne? Pelo menos, não para mim (rsrs). Então, metal nos ouvidos (mas não vou falar disso hoje - é tema da próxima coluna). 

E sempre que olho para meu pirralho, me vem à cabeça de a música de Cacá Moraes e Abdullah, gravada por Claudinho e Buchecha, Adriana Calcanhoto:
“Avião sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você.”
Para o “churras” do fim de semana aqui em casa, nesse verão foi ao som Wesley Safadão (é modinha?! Me processe, aprendi a gostar dos instrumentos fazendo os fanfanranranfanfanfan).

Para ver o mar, nada melhor que Vento no litoral – Legião urbana:
“De tarde quero descansar,
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
Vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.”
Essa combinação tem a capacidade de me relaxar, limpar a mente.

Como boa baiana que sou, não poderia deixar de falar de carnaval. É claro que, aqui temos uma música que se destaca a cada ano, ela é eleita pelo povo. Mas a música que me remete a prévia do carnaval é We Are Carnaval:
“Ah, que bom você chegou
Bem-vindo a Salvador
Coração do Brasil (do Brasil)
Vem, você vai conhecer
A cidade de luz e prazer
Correndo atrás do trio
Vai compreender que a baiano é:
Um povo a mais de mil
Ele tem Deus no seu coração
E o Diabo no quadril...”
Está precisando de proteção, amiga?! Vai de Jorge da Capadócia de Caetano Veloso. Ou então vai com o Hino ao Senhor do Bomfim na versão de Caetano que é a melhor. Uma amiga que mora em Valinhos, São Paulo, sempre me indica um “barulhinho” novo, às vezes nem tão novo, mas algo que não conhecia (não dá tempo de ouvir tudo que gostaria ne?! Aprendi com Djavan lembram??!!) final do ano passado ela veio me dizendo que foi a um show Pitty e adorou e fui “catar” músicas porque só conhecia duas ou três. Gente, virei fã! Então faz parte da minha play. Não deixem de ouvi Me adora, Na sua estante, Equalize, e a participação dela no DVD do Ira com Girassol.

Então, meninas e meninos, de cada artista/cantor(a) que citei eu tenho músicas na minha playlist, que deu pra perceber que é bem variada, acreditem, ficou muita gente boa fora como Vanessa da Mata (foi trilha sonora do meu casamento), Marisa Monte (minha amiga da vida toda, Michele Ataíde vai me matar, não me mata, em breve falo mais da musa), Zeca Baleiro, O Rapa, Lenine, Maria Rita, Ana Carolina, Cassia Eller, Seu Jorge, Zé Ramalho, Osvaldo Montenegro...

Quer ouvir a minha playlist? Então, aperta o play:



É isso, espero que tenham gostado. Até o próximo rabiscos de PlayTime – é tempo de música!







2 Comentários

  1. Drezza ja chrgou arrasando
    Parabens
    Materia perfeita
    Bem vinda de volta

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  2. Oie...
    Que coluna sensacional! Você arrasou neste post... Deve ter dado um trabalhão juntar todas essas músicas, né?
    Seja bem vinda de volta rsrs...
    Bjão
    Adorei o blog... Seguindo!

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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