Oi gente!

Essa é a primeira postagem da minha coluna no blog. Quero dizer que estou muito, mas muito, muito feliz mesmo em fazer parte dessa família linda que se tornou o blog. Eu acompanhei desde o começo e vê-las crescer assim me enche de orgulho.

Como eu ganhei de presente essa coluna linda de viagens – coisa que amo com todas as minhas forças – vou explicar um pouquinho do que a coluna vai ser... Sabe quando você lê um livro e fica encantada com a descrição do lugar? Curiosa em saber mais? Desesperada por tirar o passaporte da gaveta? Pois bem! A coluna vai esclarecer um pouquinho mais sobre os lugares onde os livros se passam, dar algumas dicas do que não se pode deixar – e do que se deve deixar – de fazer ao visitar esse lugar. É um mini guia, despretensioso, mas cheio de carinho para vocês.

Para cortar a fita com tesoura de ouro, nessa nossa nova coluna e nova casa, eu não poderia deixar de falar dela, que me encantou desde que coloquei os meus pezinhos lá – a bela e jovem Roterdã, cenário do livro Tão Perto.

No livro, o poderoso Sr. Galagher, olha o mundo através da sua janela, que dá para o porto de Roterdã.



O escritório do Sr. Galagher fica no bairro do katendrecht, zona portuária de Roterdã.


Eu viajei para Roterdã na primavera de 2013 e assim que coloquei os pés nela, descendo da Station Rotterdam Blaak – uma excelente opção para chegar eu fiquei impressionada. Roterdã é uma jovem cidade, moderna e suntuosa, bem diferente do que você vai encontrar na maioria das cidades da Holanda.  Ela foi bombardeada covardemente até sobrarem apenas cinzas, após render-se às forças de ocupação da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Desta tragédia surgiu a Roterdã que eu conheci, cheia de arranha céus e prédios que mais parecem obras de arte. 

Eu passei apenas um dia lá, mas foi suficiente para conhecer os pontos mais importantes e dar aquela conferida básica nos belos e atenciosos holandeses (sim, eles são belos e atenciosos, além de extremamente educados e cavalheiros, pelo menos os que eu encontrei! rsrsrs).  A cidade basicamente vive em torno dos navios, contêiners e frutos do mar (já está dada a primeira dica do que pedir no cardápio do restaurante). Apesar de possuir muitos escritórios de empresas de todo os Países Baixos, o porto ainda é o grande responsável pelo dinheiro que circula – em boa quantidade – pelas ruas planejadas de Roterdã.  Nunca, jamais, em hipótese alguma, visite Roterdã e deixe de subir no Euromast. Sim, o Euromast, usado por Adrian para impressionar Laura, impressiona qualquer um. A sensação de subir até o topo e a vista da cidade lá de cima, valem todo o vendo que você – certamente – vai pegar na espera do mirante.




O Euromast foi construído entre 1958 e 1960 e é um projeto do arquiteto H. A. Maaskant. Originalmente a torre foi construída com 101 metros. Nessa época erao prédio mais alto da cidade. Quando perdeu sua posição, logologo trataram de resolver o problema e construíram o Space Tower, umatorre extra que abriga o Euroscoop, o elevador panorâmico. O Euromast recuperou seu posto de torre mais alta com atuais 185 metros.

Passe pelo restaurante. É caro – beeeeem caro se você pensar em euros – mas vale pedir pelo menos uma cerveja – foi o que eu fiz – porque a vista das janelas do restaurante é fenomenal. 

Embaixo da torre existe ainda um parque magnifico, todo florido na primavera e cheio de pessoas passeando com cães e andando de bicicleta – sim, é verdade, elas dominam a Holanda!




Enquanto eu passeava pelo parque, me deparei com um ensaio de fotos para casamento. Foi lindo e cheio de romantismo.

Em uma passagem do livro, o personagem principal se compara a Verwoeste Stad (Cidade Destruída). Ela fica em uma pequena praça, próxima ao Museu Marítimo, um pouco escondida e solitária, mas é tão impactante, que eu me sentei em um dos bancos e fiquei pensando em como aquele povo é incrível. Eles a deixaram ali, para mostrar que mesmo tendo perdido tudo, eles se reergueriam novamente. E assim o fizeram.



"A estátua foi doada pelo The Beehive, em Roterdão, e comemora o bombardeio da cidade pelos alemães em 14 de maio de 1940, a destruição da cidade, que acompanhou esta e as vítimas que caíram aqui. Rotterdam tinha perdido o seu coração e no local do peito da figura humana permanente, portanto, um espaço vazio. A figura centra os braços estendidos para o céu e solta um grito, um grito de horror, provavelmente, ira, desespero, medo e horror." Fonte: oorlogsmusea.nl

Mesmo quase sendo totalmente destruída durante a segunda-guerra, a cidade mantém boas construções históricas, além de ter uma forte tradição estudantil. Com mais de 600 mil habitantes de 173 nacionalidades, Roterdã vale, com certeza, a visita. Se estiver de passagem pela Holanda, separe pelo menos um dia para aproveitar.



Outra estrela de Roterdã que não poderia passar em branco é a Erasmusbrug. Todas as vezes que você digitar “Roterdã” no site de busca, pelo menos uma foto da ponto vai aparecer. Isso é certo! Ela é tão grande e imponente que você vai vê-la de diferentes ângulos de várias partes da cidade, já que Roterdã – e toda a Holanda – é bem plana.

A ponte Erasmus é uma das pontes mais famosas da Holanda, aberta oficialmente pela Rainha Beatriz em 1996 para ligar as zonas norte e sul de Rotterdam.Ben van criou essa ponte característica. A ponte tem 800 metros de comprimento, com uma coluna de 139 metros de altura presa a 32 cabos.




E aí você me pergunta: “Ah mas eu não vou ver nenhum daqueles canais tão famosos da Holanda, com suas casinhas fofas e tal?”  Claro que vai!  Mesmo em Roterdã, Holanda é Holanda e os canais são uma necessidade, já que ela fica abaixo do nível do mar. Isso mesmo senhoras e senhores, a Holanda é mais baixa que o mar.  E por onde escoa toda essa água?  Uma parte fica presa nos vários dicks espalhados pelo país e outra parte se dispersa pelos canais, para evitar enchentes e coisa e tal. O nosso personagem principal, o ogro holandês, mora em um bairro mais ou menos assim:




Fofo não é? Eu amei demais. Imagina acordar ao lado de um homem como Adrian Van Galagher e ainda poder curtir uma boa xícara de café com essa vista? É pra nunca mais sair da cama! 

Até esse momento você, caro leitor, já percebeu meu fascínio pela moderna Roterdã então eu nem preciso dizer que poderia ficar por aqui mais cinco ou dez páginas, descrevendo como eu gostei de caminhar pelas ruas planejadas, onde as ciclovias funcionam e os semáforos também. Como os trens são viáveis e as casas cúbicas são encantadoras, e acredite, eu escreveria com gosto, mas não quero assustar ninguém com um mega post então vou me despedindo por aqui e espero que deixando um gostinho de quero mais em todos vocês. 

Minha avó, mulher muito sabia que já está lá no céu olhando por mim, sempre disse que dinheiro que se gasta com viagem, se poupa com remédio! Então bora né gente! 

Espero que tenham gostado e me digam outros lugares literários que querem conhecer. Eu vou adorar viajar mais com vocês.







Um Comentário

  1. Amiga, parabéns pela coluna. Essa sem dúvida foi uma ótima estreia.
    Foi adorável poder ver fotos e relembrar alguns passagens do livro, ao mesmo tempo em que via fotos da cidade. Espero poder conhecer esse lindo lugar algum dia, de preferência tendo você como minha guia! ;D
    Bjos <3

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