A autora Elissande Tenebrarh acaba de publicar o seu mais novo romance na Amazon. A Redenção de um Lorde Libertino é um Spin off do livro O Anjo e a Fera (leia resenha aqui), e contará a história do Lorde Matthew Cheeven. Para as apaixonas por romances de época essa é uma ótima dica! Em breve farei a resenha desta trama que promete ser leve, divertida e apaixonante. 



Sinopse: Lorde Matthew Cheeven tinha tudo milimetricamente arquitetado. Nada daria errado. Iria raptar a noiva de seu pior inimigo bem no dia do casamento. Ele tinha a situação sob controle.
Deixaria a jovem em uma casa abandonada sob seus cuidados até que sua vingança estivesse completa, e então a libertaria. A estratégia era boa, porém, o que o nobre cavalheiro não esperava era que sua cativa não se opusesse tanto ao rapto, muito menos que fosse tão terrivelmente bela, doce e sedutora, e que lhe causaria efeitos tão impróprios. Entre a vingança e o desejo, o que o bom lorde deve escolher?

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Confira um trecho de A Redenção de um Lorde Libertino:
*trecho cedido pela autora.


"Sozinha, Clarissa soltou todo ar preso nos pulmões, finalmente podendo respirar normalmente. Porém, no momento seguinte ouviu um pequeno barulho de tecido se rasgando. Olhou alarmada para o corpete do vestido, que a essa altura já estava com uma fenda enorme em seu quadril. 

— Deus, Deus! Oh, por favor, não! –correu para frente do espelho, somente para confirmar a tragédia; seu vestido havia se partido na lateral, e parte de sua roupa interior estava aparecendo. 

Tinha rasgado seu vestido de noiva, poucos minutos antes de casar! 

Oh, senhor, o que faria? 

Alarmada, lady Clarissa começou a procurar em todos os lugares por alguma caixinha de costura ou algo que pudesse cobrir o estrago. Ora, o pároco não costurava suas batinas?! Para a infelicidade de Clarissa não havia sequer uma agulha na sacristia e, em pleno desespero decidiu usar a única coisa que achou apropriado; um amito de seda branca que estava perfeitamente dobrado sobre a mesa de pedra. 

— Perdoe-me, meu Deus! –ela fez um rápido sinal da cruz e amarrou a peça em sua cintura de forma desajeitada. Voltou até o espelho e franziu a testa ao ver que parecia agora uma garça gorda com uma asa quebrada. 

Estava pior do que antes, mas o que poderia fazer? 

Estapeou a si mesma nas bochechas, tentando adquirir um pouco de rubor, e foi até o outro lado da sacristia para beber um copo de água. 

Tudo dará certo, tudo dará certo. – meditava, ao ingerir grandes goles de água. 

Ela só não contava que uma grande mão enluvada fosse aparecer de repente e lhe tapar a boca, e nem um corpo forte e masculino começar a arrastá-la. Completamente desesperada, lady Clarissa começou a se debater contra o homem, que aparentemente era muito forte. Tentou socá-lo e chutá-lo, porém seu esforço foi mínimo. Quando ele ficou de frente para ela, Clarissa assustou-se ao ver que ele usava uma máscara negra, que cobria todo o rosto, mas que deixava, porém, à mostra os olhos negros mais ferozes que já vira. 

Ele puxou um comprido lenço do bolso e rapidamente atou um nó firme em volta dos pulsos da lady, que agora já não mais lutava, apavorada demais para qualquer ação. Depois, ele amarrou em sua boca um pedaço de tecido rasgado, impedindo-a de gritar. 

Enquanto conferia as amarras, vozes se aproximaram da porta, anunciando que a mãe e as tias estavam de volta, por isso o sequestrador se apressou em arrastar a lady para fora da sacristia, pelo mesmo lugar que tinha vindo, e que dava para fora. 

Quando saíram da igreja, pelos fundos, Clarissa percebeu que havia um grande cavalo negro, e um menino que o segurava pelas rédeas. Assim que os viu, a criança sorriu apontando para o cavalo. 

O sequestrador conduziu de forma nada delicada Clarissa até o cavalo, e a fez montar, e sem que ela tivesse tempo de fugir, montou atrás dela, segurando-lhe pela cintura. Ele esporeou o cavalo, que trotou para o campo de flores atrás da igreja, desviando de algumas árvores. 

Quando acreditou estar suficientemente longe, o homem fez o cavalo diminuir a marcha para um leve trotar. A jovem que raptara estava imóvel, com as costas eretas, evitando tocá-lo. O exagerado vestido branco, caía pelas laterais do cavalo, e o véu arrastava-se no chão, transformando-o em uma tira de pano suja. Desde que amordaçara a jovem, e a prendera pelos pulsos, estranhamente não percebeu que ela desenvolvia uma grande resistência contra ele. E agora, enquanto atravessavam uma floresta aberta, ela mal se movia, e nem tentara fugir. Muito estranho." 


*****

"Matthew não disse nada, somente continuou a fitá-la, porque era evidente que aquela mulher sentada ali em sua frente não era real. Nem mesmo a mais desinibida das cortesãs que conhecera tivera tanta audácia para perguntas e desenvoltura como aquela. O que havia de errado com aquela jovem? Estava começando a acreditar que ao invés de vingança, havia, na verdade feito um grande favor à lorde Spender. Santo Deus! Estava em uma tempestade. Fez uma rápida análise de quais eram suas opções, e concluiu que poderia simplesmente sair pela porta sem olhá-la, o que seria o mais sensato. Poderia também, contar a ela tudo que sabia, claro, sem muitos detalhes. E tinha a terceira opção que era fingir um desmaio. 

— Está bem. –suspirou, admitindo a si mesmo que desejava contar a ela a verdade, porque queria vê-la receber uma lição por sua impertinência. Sabia que depois de lhe contar tudo, ela morreria de vergonha. Colocou a cadeira em frente à dela e sentou. — Vamos começar devagar. Qual a primeira coisa que deseja saber, senhorita? 

— Sobre seu inchaço. 

A garganta de lorde Cheeven se apertou. 

— Preciso lhe explicar que o corpo do homem é diferente da mulher. Ele tem um... Órgão entre as pernas, que... Bem, esse órgão pode se mover. –o suor começava a se acumular na nuca de Matthew que estava reconsiderando o desmaio. 

— Que tipo de órgão? Eu o senti crescer sob minha mão. –Clarissa insistiu. 

— É um pouco dificil de descrever, senhorita. Ele é comprido e tem a forma de... –como dizer a ela? — A forma de um pepino. –disse finalmente. 

— Não gosto de pepinos. –lady Clarissa fez cara de repulsa. 

Matthew não resistiu e acabou rindo. 

— E o que os bebês têm a ver com o pepino? 

Essa era a parte mais complicada. Lorde Cheeven pediu inspiração divina para ter forças para a explicação. 

— Quando um casal decide ter um bebê, eles vão até o quarto. –parou para analisar a reação dela. — A mulher deita na cama e o homem se coloca sobre ela. 

— Por quê? –agora lady Clarissa estava inclinada para frente na cadeira, os olhos esbugalhados em expectativa para o tão esperado desfecho. 

Matthew secou a umidade da testa e lambeu os lábios. Estava acabando. 

— O homem retira roupa da mulher, inclusive a inferior, e então... Então ele introduz seu pepino dentro dela. 

— Como ele faz isso? –céus! Ela ainda não tinha compreendido... 

— Não sei do que está falando, senhorita. 

— Ora, diga-me onde o homem introduz o pepino. É isso que quero saber! –ela explodiu. 

— Entre as pernas da mulher. –Matthew falou depressa. 

— Oh! –Clarissa caiu contra a cadeira. 

Lorde Cheeven conseguiu enfim respirar normalmente, e ficou aliviado porque agora sabia que ela não lhe faria mais perguntas. 

— Isso é incrível! –ela bateu palmas. 

Matthew bateu com a mão na testa. Chega! 

Levantou e correu para a porta. 

— Milorde! Espere! Desejo saber mais coisas. Tenho muitas perguntas. –Clarissa foi atrás dele. 

Ele parou abruptamente e a olhou, cansado. 

— Eu preciso respirar ar fresco. Há comida na cesta sobre a mesa, esteja servida. Voltarei em breve. –e sem olhá-la, saiu. 

Frustrada, Clarissa foi em busca de comida. Estava satisfeita porque agora sabia que os bebês nasciam dos pepinos. Precisava agradecer à lorde Cheeven pela excelente aula. 

E, enquanto comia um pedaço de pão teve uma iluminação, curiosidade: Como seria o pepino de lorde Matthew?" 









Sobre a autora:

Paranaense, 20 anos, completamente apaixonada por livro. Elissande Tenebrarh é o pseudônimo de uma jovem mulher que acredita que escrever é a forma mais plena de transmitir sentimentos a alguém. Acredita também, que as páginas dos livros têm poderes; podem fazer alguém sorrir, chorar, e se apaixonar. Desde pequena, Elissande sempre viveu no mundo das histórias, principalmente os romances de época, os quais são seus preferidos. Sonha ardentemente em ver seus livros espalhados em cada canto do país, levando o que a inspira para as mãos dos leitores.


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Um Comentário

  1. Hummmm adoro um romance de época! Amei a sinopse, e esses trechos me deixaram super curiosa. Pepino?! kkkkkkk
    Não conheço a autora, mas já curti a premissa do livro. Adorei a dica!

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