Olá meninas e meninos!

Agora  passou o primeiro impacto de ser colunista, o friozinho constante na barriga, as bochechas vermelhas de vergonha por escrever coisas pessoais... Bahh passou nada gente, continuo com tudo isso e muito mais emoções! Mas vamos que vamos...

Eu sei que havia dito a vocês que escreveria sobre minha playlist internacional nesse post, mas tem uma coisa me incomodando, e muito: A playlist da novela das 9hs. Isso mesmo, VELHO CHICO (primeira fase). Não sou de ver novela, exceto as de um autor “X” (não vou citar, ok?), mas até esse autor, pra mim, ficou mais do mesmo. Então não estava dando mais para assistir novelas. Até que vi esses “flashs” de anuncio, fui conferir, e simplesmente me encantei com o formato. É tudo misturado: literatura de cordel, teatro, filme, e BUM: MÚSICAS! 

Então fui pesquisar a trilha sonora dessa primeira fase da novela, e constatei que as músicas são basicamente de influência nordestina, o que acho lindo e maravilhoso. Ver essa referência á minha cultura, sem a ótica pejorativa que se impõe sempre que é retratado algo sobre o nordeste. Essa primeira etapa, é situada nos anos 70, que vejo como uma época rica pra c@r@lho musicalmente falando. Acho que foi a década que mais apareceram músicos e trabalhos fod@s! Perdão quanto aos palavrões, gente, mas não consigo falar/escrever sem eles, mas vou “manerar”, ok?! Logo na abertura da novela, ouço uma orquestra, me lembro dessa melodia... Put@ que pariu! É Tropicalha de Caetano Veloso! E com orquestra! Que perfeição! Esse jogo de palavras que ele faz com a nossa língua é simplesmente magistral! Ainda falando de Caetano, na voz dele ainda tem Triste Bahia, e tem Como 2 e 2, mas dessa vez, a versão é cantada por Gal Costa o que só contribuiu para meus olhinhos virarem asteriscos. 

Aí aparece o eterno Maluco Beleza Raul Seixas, o roqueiro baiano que até hoje permeia minha Playtime, e que por um tempo foi meu lema: “prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Mas confesso que ainda carrego um pouco dessa essência, porém com a revolta, inerente ao adolescente, um tanto quanto diminuída. Seguindo, temos os Novos Baianos, com a lúdica Acabou Chorare, que me remete a música de ninar com Moraes Moreira na voz e violão. Marisa Monte e Dadi da Aurora com a música Até o Luar, que coisa mais doce. E Alceu Valença, com Flor de Tangerina, que foi aquilo?? Dá uma vontade de dançar grudadinha com maridão nesse xote. Rsrs E ainda de Alceu Valença, tem Caravana onde junto de Geraldo Azevedo fizeram essa poesia cantada. E o que dizer da “louca” Peixe dos Doces Bárbaros?! Vocês repararam a Maria Betânia em duas músicas? Ela interpreta Mortal Loucura e Meu primeiro amor (Lejania), sendo essa ultima apresentada na voz da atriz Carol Castro, logo no primeiro capítulo, e vamos combinar, não curti não, prefiro a Maria Betânia. 

Tem vários interpretes/autores que estão á margem da “vitrine” que é a Rede Globo, como Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik, Ednardo, e nem por isso desqualificam o trabalho musical. E tem aqueles como Tom Zé que volta e meia aparece nas trilhas sonoras das novelinhas. Bem como Chico Cesar que aparece interpretando Serenata (Standchen). Mas confesso que senti falta de Asa Branca - do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Não é que deixaram a obra dele de fora, ela está presente com Sabiá e Riacho do navio. Também na pegada folclórica, tem a Renata Rosa com a música Me leva, que me remete as cantigas de roda que brincava quando criança com minhas primas, ou quando ouvia minha vovó Santa cantarolando nas atividades domésticas.

Mas saindo um pouco do foco música: vou deixar claro que entendo a licença poética que o autor tem ao retratar a vida dos ribeirinhos, as roupas, os costumes, mas tem algumas coisas “emboladas”. O figurino, por exemplo, as mulheres residentes ás margens do rio São Francisco não usavam aquelas roupas, o samba de roda mesmo é da cultura do recôncavo baiano, dessa região retratada. Mas como não sou crítica de tv, cinema e nem nada disso, acho lindo é que está sendo retratado o nordeste com uma delicadeza ímpar tanto nas imagens quanto nas atuações. Então, gente, espero que tenham gostado desse Cd, na minha opinião é daqueles que tem que ter na estante.


Quer ouvir a playlist? Então, aperta o play:




Até o próximo  PlayTime – é tempo de música!






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