Quando tudo parece estar perdido para Emma Van Court, que acaba de se tornar viúva, a promessa de uma grande fortuna lhe cai dos céus. Mas há uma condição para abocanhar a herança: ela terá de se casar novamente. Como não se especificou o noivo, todos os homens da pequena Faires, na Escócia, resolvem participar dessa corrida do ouro e passam a disputar as atenções da jovem viúva.
Os competitivos pretendentes só não contavam com a presença de James Marbury, primo do falecido marido, Stuart, que chega ao vilarejo para ajudar Emma com os trâmites do inventário. No passado, os dois tiveram uma aproximação, e James ainda nutre fortes sentimentos pela, agora, viúva.
Conseguirá ele afastar a horda de interesseiros pretendentes e finalmente se juntar à sua amada?


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Ficha Técnica do Livro
Título original: Kiss the Bride | Gênero: Ficção; Romance de época | Páginas: 240 | Formato: Impresso | Editora: Planeta  | Selo: Essência | Edição: 2ª | | ISBN: 9788542206760 | Idioma: Português | Ano: 2015





Este é o meu primeiro contato com a escrita da autora Meg Cabot, que neste livro escreve como Patricia Cabot. Bem, esta experiência não foi tão maravilhosa quanto eu gostaria. O que despertou o meu interesse pela obra foi a sua sinopse, além do fato de ser um romance de época, um dos gêneros que mais gosto. As resenhas que encontrei antes de adquiri-la não eram muito empolgantes, mas eu nunca levo isso muito em consideração; se a premissa me atrai, eu leio, porque nem sempre o que é ruim para uma pessoa é ruim para mim, e nem sempre o que é bom para mim, vai ser bom para outra pessoa. Contudo, não iniciei a história com muitas expectativas, justamente por causa dessas opiniões, e graças a Deus por isso! Não que a trama seja ruim, pois ela não é, mas sabe quando ela não te encanta e não te deixa suspirando? Pois então, esta não me deixou apaixonada. Pode beijar a noiva é um romance clichê, como a grande maioria dos históricos é, e que fique claro que eu amo um clichê. No entanto, senti falta do romantismo, da paixão, de algo que me envolvesse mais, que me roubasse o ar. Pode me chamar de piegas, de romântica, de sonhadora, pois eu sou mesmo; sou uma pessoa de “finais felizes, flores e coraçãozinhos”. Mas esse romance não arrematou o meu coração, porém, não me arrependo nem um pouquinho de ter feito a leitura. Mas já adiantando a questão, se você se interessou pela obra sem antes ter lido a minha resenha, leia assim mesmo. Não se esqueça, o seu ponto de vista pode ser diferente do meu, e só podemos desenvolver uma opinião concreta depois de ter experimentado, no caso, lido. 

Mas voltando ao livro... Neste romance, iremos conhecer Emma Van Court, uma jovem delicada, doce, determinada e defensora dos menos favorecidos. Ela abriu mão de uma vida luxuosa e se casou com Stuart, o homem por quem sempre foi apaixonada. Ambos vinham de uma família abastada, mas tudo o que queriam era viver de forma simples, ajudando os mais necessitados. O casal fugiu de Londres e foi morar na pequena Faires, na Escócia, onde Stuart passou a ser o pastor do vilarejo. Seis meses após o casamento e a fuga, Emma fica viúva, sem muitos recursos e completamente perdida. A ela foi prometido uma herança, mas para colocar a mão na fortuna, a viúva deveria cumprir uma exigência: casar-se novamente. Todos os solteiros da cidade ao saberem dessa condição, resolvem disputar a mão da moça. Porém, Emma não pensa em se casar novamente, ela ainda sente falta do marido. Se não bastasse tudo isso que caiu sobre sua cabeça em tão pouco tempo, em um dia chuvoso, mais uma surpresa lhe pega desprevenida. Ela poderia esperar qualquer pessoa bater em sua porta, menos ele, o primo de seu marido, o imponente James Marbury, o conde de Denham. Antigamente, ela e James tinham sido muito amigos, Emma tinha muito carinho por ele, mesmo não sendo um homem muito caridoso, mas James não apoiou o seu casamento com Stuart, e ainda fez de tudo para que o matrimônio não se realizasse. O que Emma não sabia, era que o conde nutria uma paixão por ela, e ele não conseguiu acreditar que iria perdê-la para sempre, por isso tomou atitudes que vieram a pesar no futuro.

“(...) ele era quem tentara, da melhor maneira que encontrara, afastá-la do homem a quem ela amava... ou pensava que amava?”
“James sempre tivera tempo para ela. Stuart estava sempre com a cabeça enterrada em algum livro.”

James Marbury sempre teve tudo o que queria, menos o amor da mulher por quem era apaixonado. E para piorar a situação, a doce Emma amava seu primo, quem ele considerava como irmão. Quando descobriu que eles iriam se casar, o lorde viu que suas chances com ela chegariam ao fim, por isso, fez de tudo para impedir. Com o passar do tempo, James percebeu que tomou decisões erradas, e ele se arrepende muito, contudo, nunca deixou de amá-la. Após receber a infeliz notícia que seu primo havia falecido, ele viaja à Faires para tomar providências referentes ao falecimento de Stuart. Devido ao tempo, ele esperava que Emma tivesse retornado a Londres, mas para sua total surpresa, ela inda continuava lá, e passando por certas dificuldades. James fará de tudo para levá-la com ele, e sabe que travará uma luta por isso, mas ao tomar conhecimento que ela é disputada por todos no vilarejo devido a uma herança, ele fica possesso. Para livrá-la da situação, ele resolve propor um casamento temporário, que seria desfeito após ela receber a fortuna. Quando se vê sem outra alternativa, Emma aceita sua proposta, e assim ele tem a oportunidade perfeita de mostrar a ela que mudou. Mas no fundo, o conde de Denham tem segundas – terceiras e quartas – intenções nesse ato, ele quer provar para Emma que pode ser tudo o que ela precisa, e assim, conquistar de uma vez por todas o coração da mulher que ama. 

“Aquela seria a oportunidade ideal de provar a Emma que não era mais o homem egoísta de coração duro de antes. Emma mudara tudo no dia em que fugira para casar-se com Stuart. Ela lhe ensinara que todo o dinheiro do mundo não podia comprar o que ele realmente queria e na era capaz de impedir o que ele mais temia que ocorresse. (...)
Ele fora tudo o que uma jovem idealista como Emma desprezava: um homem de negócios rico e egoísta, se outras aspirações a não ser acumular mais dinheiro e procurar a satisfação pessoa.”
“(...) Emma não tinha noção do amor secreto que ele nutria por ela. Emma, da mesma forma, não podia supor que, enquanto ela suspirava por Stuart, James suspirava por ela...”

Apesar de sentir falta de mais romantismo e mais “eu te amo”, o livro me proporcionou momentos prazerosos e divertidos, e os últimos capítulos foram prendendo bem mais a minha atenção. Muitos mistérios rondam a trama por conta da morte de Stuart e o sumiço de uma moça do vilarejo, que só são desvendados bem no finalzinho. Os personagens não me ganharam totalmente, não me senti conectada a eles no decorrer da historia, porém, Emma e James juntos são incríveis, o que eu não conseguia entender, era o fascínio dela por Stuart. Emma é uma personagem bondosa e carinhosa, mas muito cabeça dura, nunca viu James romanticamente, e demora a perceber que ele é apaixonado por ela. Quando percebe que está se envolvendo por ele, ela fica aflita e não acredita ser correspondida. James é um homem poderoso e obstinado, ele sempre amou a Emma, e sofreu por ela amar seu primo. O conde não demonstra muito os seus sentimentos, mas eles estão lá, e ele está disposto tudo para ganhar o seu coração dessa vez. O enredo é bastante leve, sem grandes dramas, e tem um toque de sensualidade na medida certa. Em breve irei me aventurar novamente na escrita da Cabot, e farei a leitura de “Aprendendo a Seduzir”, espero que a trama possa me cativar. Por fim, aqui fica a minha dica, quem sabe James e Emma não conquistam o seu coração?

“Emma, quando um homem que nunca teve nada negado em sua vida encara subitamente o fato que não pode ter o que mais deseja dirá tudo para tentar convencer-se de que jamais desejou aquilo. Mas acredite no que te digo, Emma, não me lembro de uma época em que eu não desejasse que você fosse minha.”







Sobre a autora:


Meggin Patricia Cabot, também conhecida como Meg Cabot ou Patricia Cabot (sem esquecer de seu pseudonimo Jenny Carroll), nasceu no dia 1º de Fevereiro de 1967 em Bloomington. Se graduou em Artes na Universidade de Indiana e se mudou para NY para tentar carreira na área. Em NY, ela também trabalhou como assistente administrativa num alojamento de estudantes universitários na Universidade de Nova Iorque (daí vem a inspiração dos livros da Heather Wells).
Meg se casou com Benjamin Egnatz em 1º de Abril de 1993 em uma fuga para a Itália (que virou inspiração para Todo Garoto Tem).
Meg tem mais de 60 livros publicados e atualmente tem uma gata, Gem.

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2 Comentários

  1. Que pena que não te cativou. Sou piegas também e tão mamão com açúcar que te daria diabetes tipo 2. Mas, tenho que confessar que o que me cativa na escrita da Patricia são os personagens dela. Eu adoro o caráter e a personalidade de cada um e isso me faz completamente apaixonada pela autora.

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  2. Amo a escrita da Meg Cabot, mas nunca li nada dela como Patrícia. Apesar dos pontos que você apresentou, gostei da premissa. Gosto é gosto, né?! Se eu tiver oportunidade vou ler a obra, e como você mesmo disse, quem sabe o casal não conquista o meu coração?! Parabéns pela resenha!

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