Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurencek, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

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Ficha técnica do livro:
Páginas: 432 | Gênero:  Romance | Formato: Físico; E-book | Edição: 1ª | Editora: Paralela | ISBN: 9788584390465 | Idioma: Português | Ano: 2017 




A primeira palavra que vem a minha cabeça para definir essa leitura é: Torturante. Não uma tortura ruim (se é que existe tortura boa), é que a autora faz muito suspense com o tal segredo, e muitas vezes, tive vontade de pular as páginas e já ler o final, porque eu não me aguentava mais de curiosidade. Mas, com certeza, essa foi uma leitura fantástica.

Laurence está viúvo a 12 anos, e em uma de suas visitas a Inglaterra, ele conhece Gwendolyn, uma linda jovem de 19 anos. Com a paixão repentina e recíproca, logo eles se casam, e já que a vida de Laurence é no Ceilão, Gwen acha justo ir viver na fazenda de seu marido. Ela estava muito feliz, agora casada e jurando que iria viver seu conto de fadas ao lado de Laurence. 

“Enquanto chamava Spew, o Sr. Ravasinghe voltou à sua mente. Ela já havia se pegado pensando naquele encontro fortuito várias vezes. Ele foram de uma consideração ímpar, mas Gwen sentia que o homem de pele morena, cabelos ondulados e olhos escuros e reluzentes estava escondendo alguma coisa.”

Alguns dias após a sua chegada, Gwen sente que seu marido está cada vez mais distante, e para ajudar (ou atrapalhar) tem uma certa americana, Christina, que não para de dar em cima de Laurence. Então, como vingança, ela aceita a simpatia do Sr. Ravasinghe, já que Laurence sente um ciúme quase que mortal dele. 

Não bastando o distanciamento de Laurence, agora a irmã dele vai viver com eles na fazenda, e Verity é uma pessoa terrível, além de ser protegida pelo irmão. Um tempo depois Gwen descobre que está grávida, e nada pôde deixá-la mais feliz, afinal, iria dar um filho para seu amado marido. Porém, ela não imaginava a surpresa que teria ao dar à luz. Ela teve que tomar uma terrível decisão e não podia deixar de forma alguma transparecer para Laurence a sua angustia, era o seu casamento que estava em jogo. 

“Ela sentia que a decisão terrível que acabara de tomar tiraria seu sono e sua paz de espírito para sempre. E a culpa certamente impediria a volta das sensações paradisíacas que desfrutara com Laurence.”
“Laurence estava imóvel, com um olhar de encantamento no rosto ao ver o filho pela primeira vez. Ela o observou enquanto ele se manteve alheio a sua presença. Gwen notou seus ombros largos e seus cabelos ondulados. Emocionada com a felicidade dele, soube que seria incapaz de magoá-lo outra vez.” 

Christina e Verity foram duas personagens que tive uma certa vontade de estrangular, duas cobras que Gwen teve que aprender a lidar. E ela era uma jovem totalmente inexperiente e inocente, não imaginava todas as coisas que as pessoas com inveja e raiva são capazes de fazer. Laurence, em alguns momentos eu queria esfolá-lo, em outros, eu queria dar um abraço nele e dizer: “Pode contar comigo, querido!”. Foi uma relação de amor e ódio tremenda (haha).

Além do delicioso romance de época, a autora nos traz também um pouco da história de Ceilão, atual Sri Lanka, como a história do chá, sendo que o país foi responsável pelo famoso chá nos séculos XIX e XX; o conflito entre tâmeis e cingaleses; a precariedade dos trabalhadores nas fazendas; cita também um pouco sobre a Crise de 1929, conhecida como A Grande Depressão, que foi a queda da Bolsa de Nova York (Sim, você vai precisar ler o livro para entender como essa crise refletiu na vida de Gwen e Laurence rsrs). E o mais importante de todos os acontecimentos, é a diferença étnica e o preconceito existente na época, que é o tema principal do enredo.

Nossa! Eu adoro esses livros que trazem acontecimentos históricos, nos fazendo conhecer e querer saber ainda mais sobre o local que se passa a narrativa. Claro que fiz uma pesquisa sobre Ceilão, e a cada pesquisa, eu imaginava os personagens vivendo aquelas situações, misturando a realidade com a fantasia. E digo que minha pesquisa foi mais produtiva assim. 

Por fim, só posso dizer que esta foi uma leitura angustiante, mas muito prazerosa. A autora tem que escrita leve e muito envolvente, quando você percebe está devorando as páginas e louca querendo saber o final desse drama que Gwen vive. E não posso deixar de falar dessa capa linda, que deixa a gente com vontade de sentar nessa varanda e ficar olhando para esse horizonte ou lendo um bom livro e tomando uma xícara de chá. Espero que apreciem a leitura tanto quanto eu!

“O esforço valera a pena, e agora eles estavam prontos para enfrentar juntos tudo o que viesse pela frente. Seria um novo começo.”





Sobre a autora:






Dinah Jefferies nasceu em Malacca, Malásia em 1948 e se mudou para a Inglaterra em 1956, aos oito anos de idade. Ela estudou no Birmingham College of Art e mais tarde na Ulster University , onde se formou em Literatura Inglesa . Enquanto na faculdade ela ficou grávida de seu primeiro filho, Jamie, que faleceu em um acidente. A experiência de perder o filho foi a inspiração para o seu romance The Separation.










5 Comentários

  1. Romances históricos são incriveis né? A gente lê uma ficção banhada com um pouco de história de algum lugar ou pessoa, não tem coisa mais legal do que isso.
    Tô doida para O Perfume da folha de chá. Sempre que leio uma resenha me lembro da Lucinda Riley.
    Outro ponto que me deixa com vontade de ler, são os personagens mais ruins da história e o segredo que assim como você ficaria doida para ler o final hehehehe

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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  2. Gosto quando a leitura causa tortura hehehehehehehe acho que são as melhores leituras e ficam por anos ecoando em nossa mente, conheço o livro e gosto do enredo, apesar de não ter lido. Espero poder ler o mais breve.

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  3. As melhores leituras são as que nos tortura haha Acho muito legal quando a leitura nos traz um pitada de realidade (ou bem mais que uma pitada), de coisas que já aconteceram e nós nem temos tantos conhecimentos, e como disse você, nos faz buscar mais informações. Eu ainda não conhecia o livro, mas achei muito interessante. Gostei da sua resenha.
    Beijos
    Livrofilia | Fan page Livrofilia

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  4. Uou!

    Não conhecia o livro, mas já comecei a me interessar logo pela capa (que arraso), depois da sua resenha então... Fiquei super curiosa para conhecer a história e descobrir esse mistério todo.

    Bjos
    https://fonteliterarias.blogspot.com.br/

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  5. Oiii!

    Vi pouca divulgação para a obra e eu achei o enredo bem bom. Mas não sei se aguentaria essa tortura toda... Eu sou muuuuito curiosa hahaha.
    Gostei demais dá resenha!

    Beijinhos

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