Oi, gente!

Como vocês sabem, eu sou apaixonada por romances de época, e desde que me aventurei no gênero pela primeira vez, virei uma viciada; quero comprar todos e quero ler todos. Hoje em dia, eles reinam na minha estante, e a cada livro que leio, mais rendida eu fico. Aos poucos, vou descobrindo novas histórias, novas autoras e novos amores, e nada mais justo do que dividi-los com vocês, não é mesmo?! Então, hoje, eu vim indicar algumas obras que li recentemente da autora Patricia Cabot.

Não posso dizer que o meu relacionamento com a autora é um dos melhores ou que foi amor à primeira vista, pois não foi. O primeiro livro que li de sua autoria foi Pode Beijar a Noiva, e confesso que a trama não me cativou muito. Não estou dizendo que não gostei, apenas que ela não arrematou o meu coração. Você pode conferir mais um pouquinho do que achei na resenha que fiz aqui

O segundo contato que tive com a autora foi em Aprendendo a Seduzir, e dessa vez a leitura me ganhou demais. Também tem resenha desse livro no blog, que você pode conferir aqui. Depois dessas leituras, e claro, de um super incentivo de uma querida amiga e fã da Patricia, a Hadassa, eu adicionei outros livros da autora na minha meta de leitura. E, são esses romances que vim indicar para vocês. Não farei resenhas deles aqui no blog, pelo menos não por enquanto, mas vou falar um pouquinho sobre cada história e o que eu gostei e não gostei na trama. Mas "bora" parando de papinho e vamos ao que interessa: os livros. Vamos lá?!











No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?
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Retrato do meu Coração é o segundo livro da Série Rawlings, e nele iremos conhecer a história de Margareth e Jeremy. Apesar de não ter lido o primeiro livro da série (mas pretendo ler em breve), A Rosa do Inverno, eu não tive problemas com a leitura e nem me senti perdida.

Maggie sempre foi considerada um patinho feio, alta de mais, magra demais, desengonçada e travessa demais. A jovem é extremamente talentosa e seu grande sonho é entrar para uma escola de pintura em Paris e viver de sua arte, coisa que sua família conservadora não aprova. Com o passar dos anos, Maggie torna-se uma linda mulher e seus novos atributos não passam despercebidos. É isso que Jeremy nota assim que retorna para casa, depois de ser expulso (mais uma vez!) da faculdade. O futuro duque de Rawlings só quer curtir a vida e sua liberdade, ele não quer o título e as responsabilidades que vem com ele, mas as coisas mudam quando se vê encantado pela amiga de infância. Por isso, ele decide mudar, deixar a vida de libertino de lado e virar um homem de verdade para merecer o amor de Maggie. Sendo assim, Jeremy se alista no exército e nesse meio tempo, Maggie consegue ir para a escola de pintura que tanto almejava. Anos depois eles se reencontram, muita coisa mudou nesse período tempo e eles já não são mais os mesmos. O tempo, os desencontros e os mal-entendidos os afastaram, mas, o desejo está lá, mais forte do que nunca. Será que conseguem resistir mesmo com tantos empecilhos e mágoas os separando?

O que mais gostei nesse romance foi a personalidade da mocinha: forte, determinada e à frente de seu tempo. Jeremy não me conquistou de cara, mas fui me rendendo a ele no decorrer da leitura. Assim como em Pode Beijar a Noiva, essa foi uma história que eu gostei de acompanhar, mas não morri de amores por ela. Mas, com certeza, essa é uma leitura muito gostosa.










Apaixonada pelo capitão Connor Drake, Payton sonha em ser capitã de seu próprio navio. Ela cresceu desejando essa profissão exclusivamente masculina, mas agora deve abdicar disso tudon para conseguir um bom marido. O problema é que Connor só percebe seus sentimentos por Payton na véspera de seu casamento com outra. Quando o barco dos noivos parte rumo às Bahamas, ele é atacado e resta a Payton se infiltrar num navio pirata para salvar a vida do seu amado. A coragem une os dois, e o resgate pode gerar mais frutos do que ela imaginou.
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Payton perdeu sua mãe muito cedo e por isso foi criada pelo pai e por seus três irmãos mais velhos. Ela cresceu livre, a bordo dos navios da família, tendo o mar como o quintal de casa. Seu grande desejo era um dia ser capitã de seu próprio navio, mais precisamente do constant, seu sonho de consumo. Payton não tinha mulheres em quem se espelhar, não era vaidosa ou feminina, muito pelo contrário, como era cercada de homens, passou a se vestir como eles e a se portar como eles também. Sendo assim, não perceberam que a menininha cresceu e se transformou em uma linda mulher, nem mesmo o homem por quem sempre foi apaixonada, o capitão Connor Drake. Mas tudo muda quando ele consegue enxergá-la com outros olhos, o grande problema era que Connor só foi perceber isso justamente na véspera de seu casamento com outra. Aparentemente tudo estava perdido, mais um incidente acaba mudando o rumo dessa história. Quando o navio que levava os noivos para as Bahamas cai em uma emboscada tramada por um perigoso pirata, Payton não pensa duas vezes antes de se infiltrar na tripulação e salvar a vida do homem que ama. 

Comecei a ler Proposta Inconveniente super empolgada, pois a premissa me instigou bastante, contudo, admito que nos primeiros capítulos eu já queria abandoná-la. Não sei, a história não estava me cativando e eu estava ficando bastante entediada, confesso. Mas, mesmo assim, resolvi dar mais uma chance e me forcei a continuar a leitura, e fico feliz por isso. A trama começou a me ganhar de fato, quase na metade, onde Payton mostra a mulher destemida e corajosa que é, e sai ao resgate de seu amado. À partir de então, começam os perigos, as aventuras e as descobertas. Essa personagem é uma graça, divertida, moleca e determinada. Eu esperava mais do livro, principalmente no quesito romance, mas não nego que terminei a leitura satisfeita e desejando mais páginas. 





O Marquês de Stillworth, Reilly Stanton, quer reconstruir o seu orgulho ferido comprovando para todos e para si mesmo que é um verdadeiro herói e não um bêdado inútil como afirmou sua ex-noiva.
Ignorando todos os conselhos sensatos que recebeu, o londrino Stanton assume um posto médico na remota Ilha de Skye convencido de que pode conviver com as condições de vida, digamos... primitivas. É aí que conhece a senhora Brenna Donnegal, e por mais que tentasse, Stanton não consegue ignorar aquela bela mulher.
Ela ocupou o antigo papel do pai como médica local da Ilha, e está mais do que irritada por encontrar Dr. Stanton assumindo seu trabalho e a casa de campo de seu pai. Por bem ou por mal, ela dará o castigo merecido ao usurpador. Mas o que começa como uma faísca de um cabo de guerra entre dois corações orgulhosos logo inflama no fogo ardente da paixão.
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Considero este um dos melhores livros que li da Patricia. Comecei a leitura sem grandes expectativas justamente para não me sentir frustrada, mas logo no primeiro capítulo, nossa mocinha com sua entrada triunfal (e inusitada) me ganhou por completo. Brenna é uma mulher inteligente, sagaz, persistente e justa; se quer conquistar algo, ela luta até o final, não adianta subestimá-la. Além disso, Brenna não é como as outras mulheres, ela usava calças, andava à cavalos de pernas abertas, bebia uísque direto no gargalo e ainda atuava como  médica no vilarejo onde morava, ofício que aprendeu com o pai, que era médico oficial do local. E são essas coisas que mais chamam a atenção de Staton, o marquês de Stillworth. O jovem médico decide ir para Skye, uma remota ilha escocesa, assumir o posto de médico depois que sua ex-noiva lhe dá um pé na bunda. Com isso, queria provar para ela que era um homem digno e honrado, e nada do que ela disse ao romper o noivado era verdade. Mas, ao chegar lá, ele percebe que a ilha não precisava dele, eles já tinham a senhorita Brenna para ajudá-los, e ela exercia muito bem o ofício, mesmo não portando um diploma.

Brenna por sua vez, fica furiosa com a contratação de outro médico, que além de assumir o posto oficial da ilha, ainda iria ocupar a casa que ela morava com sua família quando o pai ainda exercia a função. Ela não está disposta a abrir mão das coisas assim tão facilmente, muito menos para um "doutorzinho" metida a besta. Mas é inevitável fugir da atração e do desejo que vem nascendo entre eles; quanto mais se conhecem, mais o sentimento cresce, e Reilly está determinado a conquistar a bela mulher de temperamento forte que roubou sua atenção desde o primeiro encontro.

A Dama da Ilha é um história divertida, cheio de romance e com personagens super carismáticos. Mais uma vez a autora nos apresenta uma personagem feminina marcante, forte e à frente de seu tempo. Reilly também ganhou o meu coração em todos os sentidos, ele é astuto, decidido, corajoso e um amorzinho. Adorei a interação entre o casal, e foi impossível não e apaixonar por eles.




Quando a bela Kate Mayhew é contratada como dama de companhia de Isabel, filha de Burke Traherne, o marquês de Wingate se vê numa situação complicada. Por um lado, tem consciência de que a Srta. Mayhew é exatamente o que a jovem precisa, mas, ao admiti-la em sua casa, o marquês é obrigado a controlar a atração que sente pela moça. O grande inconveniente é que o cargo que ela ocupa a impede de se tornar uma de suas amantes. E Burke vive sobre o juramento de nunca mais se casar, depois de ter flagrado a ex-esposa num ato de traição.
Já a Srta. Mayhew não consegue parar de pensar em um homem pelo qual jurou nunca se apaixonar, e esconde um escândalo do passado. Ousará a bela moça lutar contra seus desejos e os fantasmas que parecem persegui-la? O homem que frequenta seus sonhos mais despudorados e o que habita seus piores pesadelos aproxima-se cada vez mais, e ela não sabe por quanto tempo mais conseguirá suportar.
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E chegamos ao último livro das minhas indicações de hoje: Um Amor Escandaloso. Esse livro se tornou o meu livro favorito da autora, pelo menos por enquanto. Eu simplesmente AMEI cada página dessa história!

Kate Mayhew é uma mulher batalhadora e corajosa, que descobriu da pior forma possível o quanto a sociedade pode ser hipócrita e interesseira e quanto um escândalo pode ser destrutivo. Depois de um incidente no passado que a marcou para sempre, a jovem teve que aprender a se virar sozinha. Tudo o que ela queria era se manter no anonimato e viver de forma pacata e sem grandes problemas, mas as coisas mudam quando é contratada por Burke Traherne, o marquês de Wingate, para ser dama de companhia de sua filha Isabel. Todos os seus fantasmas guardados começam a emergir, e só piora quando ela se vê cada vez mais envolvida pelo patrão. O duque não tem uma boa fama perante a sociedade, depois da traição da ex- esposa, que o envolveu em um grande escândalo na época, ele jurou nunca se casar ou se apaixonar novamente, e ter a bela e perspicaz dama de companhia da filha despertando seus desejos mais primitivos, está tirando o seu sossego.  Devido ao cargo de Kate, ele não pode tomá-la como sua amante, mas torna-se difícil suportar a tentação que só aumenta. Duas pessoas marcadas por um passado tumultuado, lutando contra uma atração arrebatadora, contra seus medos e seus piores pesadelos. 

Um Amor Escandaloso é um romance delicioso! A história é cativante, divertida, romântica, sensual e ainda tem um toque de mistério. Definitivamente foi impossível não me apaixonar pelos personagens, pela trama e pela química avassaladora do casal. Não só os personagens principais são incríveis, os secundários também, em especial lady Isabel, que é tão doidinha que se tornou uma querida. Uma leitura leve, fácil, apaixonante, suspirante e encantadora.



Sobre a autora:


Meggin Patricia Cabot, também conhecida como Meg Cabot ou Patricia Cabot (sem esquecer de seu pseudonimo Jenny Carroll), nasceu no dia 1º de Fevereiro de 1967 em Bloomington. Se graduou em Artes na Universidade de Indiana e se mudou para NY para tentar carreira na área. Em NY, ela também trabalhou como assistente administrativa num alojamento de estudantes universitários na Universidade de Nova Iorque (daí vem a inspiração dos livros da Heather Wells).
Meg se casou com Benjamin Egnatz em 1º de Abril de 1993 em uma fuga para a Itália (que virou inspiração para Todo Garoto Tem).
Meg tem mais de 60 livros publicados e atualmente tem uma gata, Gem.



❤ 



Depois dessa pequena overdose de Patricia Cabot, digo que enfim ela me conquistou. Ao seu lado tive experiências frustrantes e deliciosas também. E hoje, posso afirmar que o que mais me ganhou em suas histórias foram suas mocinhas, sem dúvidas ela sabe escrever mulheres fortes, destemidas, terminadas e à frente de seu tempo. Então, se curte o gênero assim como eu, se joga na leitura sem medo de ser feliz.

E você, já leu algum desses romances? O que achou? Qual o seu favorito? Qual tem vontade de ler? Vem, conta pra gente!

Até a próxima!







2 Comentários

  1. Oii!
    Quando eu comecei a ver livros da Patricia Cabot eu fiquei: nossa, ela deve ser irmã da Meg Cabot iueheuieh só um tempo depois que descobri que era a mesma pessoa. Ainda assim, não sabia que ela tinha esse pseudônimo que você citou na biografia.
    Eu li um chick-lit da autora há muitos anos, nem lembro o nome, e como esse ano eu aprendi a gostar de romance de época, acho que leria, sim. É uma pena que nem todas as leituras tenham te agradado, mas é normal. Comigo foi assim lendo Sophie Kinsella.
    Entre esses, eu leria Retrato do meu coração por causa da mocinha à frente do tempo e tal :)

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  2. Ami, você é um maximo! Sou sua fã! Estou super boba por ter influenciado você nessa jornada! Você sabe que adoro a Patricia e foi por meio dela que adentrei esse universo particular que é os romances de época. Sucesso!

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