O mundo parece estar enlouquecendo! Em toda parte, as pessoas começam a ter visões. Um adolescente francês presencia Joana D'Arc na fogueira, e até tenta tirar uma foto com o celular, e a presidente dos Estados Unidos tem visões de seus antecessores dentro da Casa Branca. Ninguém sabe se essas misteriosas aparições são uma espécie de alucinação coletiva, uma doença virótica causada por bioterrorismo ou até sinais do Apocalipse. Ocorrem suicídios em massa em várias partes do mundo, e o psiquiatra e neurocientista John Macbeth, à frente de um projeto para criar uma inteligência artificial autônoma, busca freneticamente uma resposta antes que seja tarde demais. Ele descobre que a verdade por trás de tudo pode mudar os rumos da humanidade para sempre. E até custar a sua vida. Uma história eletrizante que o fará questionar a sua perspectiva da realidade. E até mesmo a sua sanidade.
Ficha Técnica:
Páginas: 416 | Gênero: Ficção Científica; Ação e Suspense | Editora: Jangada | Formato: Físico | Edição: 1ª | ISBN: 9788555390760  | Idioma: Português | Ano: 2017

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“ – Não sei não, John... O que estão criando não poderá ser diferenciado de uma mente humana. E vocês vão infectar essa mente com neuroses e psicoses!
- Estudamos a fundo as implicações morais, e os protocolos do projeto definem com clareza o que é uma personalidade. Mas vamos trabalhar com porções de consciência, não com a consciência toda. Assim, se o Projeto Um deslanchar, temos regras estritas sobre como proceder.”
Quando recebi este livro, fiquei pensando no quanto ia ser difícil lê-lo, pelo simples fato não gostar muito de ficção científica. Porém, como esse ano quero ler de tudo um pouco, resolvi abrir a minha mente e encarar o desafio dessa nova leitura. Vou tentar contar um pouco da história para vocês, mas já digo que não vai ser fácil, até porque passei metade do livro sem entender os acontecimentos (kkk).

O livro começa com algumas pessoas discutindo sobre a criação de um cérebro, uma inteligência artificial, o Projeto Um, e o quanto isso vai ser bom para a ciência, pois com esse experimento conseguirão “entender a condição humana como jamais se viu antes”. Só com o prólogo já pensei: “Vai dar merda!”. (rs)

Nos primeiros capítulos, lemos sobre uma mulher que teve a uma intensa sensação de déjà-vu e de repente, começou a ver a morte de Joana d’Arc. Depois, temos um suicídio coletivo de jovens, e enquanto o policial tentava impedi-los, a “líder” simplesmente dizia: “A culpa não é sua e não há nada que se possa fazer. Está tudo em ordem... estamos nos tornando.” E eu me perguntando: “Que p@#%* é essa?

E então, depois do autor já ter me deixado confusa e curiosa, começa a parte um, onde nos é apresentado John Macbeth, um respeitado psiquiatra que faz parte da equipe de pesquisadores do Projeto Um, e que por uma infeliz coincidência, presencia o suicídio de um jovem (que não diz muita coisa compreensível enquanto as pessoas tentam convencê-lo a não pular). Por isso, John Macbeth começa a investigar algumas coisas que estão acontecendo e descobre que a líder daquele grupo de jovens que se jogaram da ponte, era uma antiga namorada. 

“Fabian levantou-se, sacudindo a areia da calça. Examinou as próprias mãos, subitamente curadas: sem manchas vermelhas, sem inchaço, sem fio de sangue. Aquilo não tinha sentido. Mas tinha. Fabian percebeu que visitava a própria história.”

“- E, como psiquiatra, considerou que o evento foi resultado de um episódio de alucinação coletiva?

- Para ser franco, não sei o que pensar. Mas, se tivesse de dar minha opinião, diria que foi uma espécie de síndrome de conversão ou um episódio de doença psicogênica coletiva, embora sempre tenha considerado essa espécie de diagnóstico um tanto vaga.” 
A única pergunta que ficou na minha mente até a começar a próxima parte era: “O que está acontecendo com o mundo?” E vamos para a Parte dois: Era das visões. Conhecemos alguns personagens e o momento em que eles começam a ter as alucinações, ou melhor, a visão do passado e/ou do futuro. 

John Macbeth tem uma visão totalmente psíquica desses acontecimentos, ele pensa que isso é um surto, um vírus que está fazendo as pessoas terem alucinações. Pode ser pelo fato de que temos muitas coisas guardadas em nosso subconsciente e tenha algo fazendo essas pessoas revirem o passado? O que não explicaria sobre o futuro né?! Sim, eu criei as minhas teorias durante a leitura! Bom, para ajudar um pouco na compreensão dos acontecimentos, temos Casey, um grande físico e irmão de John, e juntos tentam entender esses episódios insanos. Até que acontece uma tragédia com Casey.

E por fim, temos a terceira parte com as revelações. Sério que não sei se compreendi ou se bagunçou ainda mais as minhas ideias (haha). 

“- Religião e ciência não se misturam. Como eu já disse, a primeira só existe na ausência da segunda. Contudo, os simulistas são homens da ciência que acreditam na necessidade da religião. A seu ver, há uma tendência humana a crer em alguma coisa, pouco importando que seja falsa. Assim, fizeram da ciência a religião deles. Acham que Deus ainda não existe, mas vai existir. Porque vamos cria-lo. A ciência nos tornará Deus.”

“- Talvez não ciência médica. Talvez esses acontecimentos não sejam de modo algum manifestações clínicas... Talvez tudo tenha a ver com, digamos, a física. Com o tempo.”
Esta é uma leitura fácil, mas o assunto é bem complexo (deu para entender? rs). Envolve a física, a religião, a geologia e também a psiquiatria. Para entender a física tive que recorrer ao meu marido (que é professor de física), no resto tive pesquisar no google mesmo (haha). E por ter esse conteúdo tão denso, não foi uma leitura rápida, mas foi incrível. Um livro que realmente mexe com o nosso psicológico.

A medida que ia lendo fui conversando com meu esposo sobre as questões que envolviam a física e também sobre a inteligência artificial (que é o assunto principal do livro). O assunto me deixou confusa e fascinada ao mesmo tempo. No momento em que o Projeto Um desperta, ele demora menos de um segundo para se situar e aprender a se comunicar, e quando falei isso para o João (meu mozinho), ele disse: “Eu corria e desligava o computador, e talvez até mesmo nesse tempo que demorasse para desligar ele já teria dominado o mundo”. Terminei de ler torcendo para ninguém criar uma inteligência artificial tão inteligente assim (kkkkkk).

O Terceiro Testamento tem uma trama tão complexa e insana que até se alguém contar o que acontece é difícil de compreender, são muitos detalhes, muitas visões, poucos personagens principais, mas muitos secundários. Bem, a capa já nos deixa com uma curiosidade imensa, depois de ler a sinopse então... A gente só quer começar a ler e entender o que acontece. O autor conseguiu criar um enredo extremamente inteligente. Vocês, realmente, precisam ler para conseguir entender e viajar completamente nessa trama. Livro recomendadíssimo!

“(...) O que pensamos ser alucinações não são alucinações, em absoluto: é o tempo dobrando-se sobre si mesmo à medida que a constituição do universo entra em colapso no nível quântico.”


Sobre o autor:

CHRISTOPHER GALT é o pseudônimo de Craig Russell, autor britânico best-seller, premiado eaclamado pela crítica. Seus thrillers já foram publicados em vinte e três idiomas no mundo todo. Ele é autor das séries Lennox e Jan Fabel, adaptadas pela TV alemã, que atraíram um público de mais de seis milhões de espectadores. Em 2007, Russell foi nomeado para o prêmio CWA Duncan Lawrie Golden Dagger, o maior prêmio literário da Alemanha do gênero policial. Em 2008, ganhou o CWA Dagger in the Library, pelos seus livros da série Jan Fabel. Em 2013, foi nomeado para o CWA Ellis Peters Historical Dagger.










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