Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, Quando a Bela domou a Fera é uma deliciosa releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Ficha Técnica:
Páginas: 320 | Gênero: Romance de Época |  Formato: Físico; E-book | Editora: Arqueiro | Edição: 1ª | ISBN: 9788580416800 | Idioma: Português | Ano: 2017

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Toda vez que vejo um novo romance de época sendo lançado, meus olhos ficam brilhando, e, claro, não foi diferente dessa vez. Quando a Bela Domou a Fera despertou a minha curiosidade por diversos motivos, mas o principal deles foi por ser uma releitura do clássico A Bela e a Fera, um dos contos de fadas que mais gosto, diga-se de passagem. Assim que tive oportunidade, embarquei de cabeça nesse romance que me instigou e provocou inúmeras expectativas, e para a minha total satisfação, finalizei a leitura completamente apaixonada. Eloisa James acaba de ganhar uma mega fã! 


“Linnet era o tipo de garota que podia levar um cavalariço a feitos heroicos, ou um príncipe a atos menos intrépidos, como vencer uma trilha cheia de espinheiros apenas para lhe dar um beijo.” 

Tudo começa quando Linnet se vê envolvida em um escândalo que, de um dia para o outro, manchou sua reputação devido a um mal entendido, e ela nem ao menos chegou perto de cometer tudo o que estavam comentando ao seu respeito. Dona de uma beleza estonteante, a jovem é alvo de muita inveja, principalmente por ter todos os homens aos seus pés, e nem mesmo o príncipe Augustus Frederick, duque de Sussex, foi capaz de resistir aos seus encantos, e este foi mais um motivo para seu nome ir parar na boca dos fofoqueiros de plantão. Agora Linnet precisa arrumar um marido para livrar-se da ruína, mesmo que esta não seja nem de longe a sua vontade. Por influência de sua tia, seu pai decide oferecer sua mão em casamento ao filho do duque de Windebank, um homem que está desesperado para arrumar uma esposa para seu único herdeiro que se recusa a casar, assim, Linnet seria a escolha perfeita para seus planos. E ela, por sua vez, estava certa de que seu charme infalível conseguiria deixar seu noivo perdidamente apaixonado. 


“Um médico totalmente maluco – esse sou eu – e uma beldade terrivelmente conivente – essa é você –, mancando juntos a uma vida de felicidades? Duvido muito. Você tem lido contos de fadas demais.” 

Depois de tudo acordado, Linnet viaja até Gales para conhecer seu prometido, Piers Yelverton, o conde de Marchant, cujo péssimo temperamento lhe rendeu o apelido de Fera. Piers é um médico brilhante e profissional, mas sua sinceridade extrema e falta de tato acaba assustando as pessoas. Na juventude, o conde sofreu um acidente que lhe deixou com uma sequela na perna direita e ele precisa do auxílio de uma bengala para se locomover. As cicatrizes lhe causam dores insuportáveis, o que acaba aumentando ainda mais o seu mau-humor, além disso, a seu ver, seu defeito o deixava indesejável, e dizem às más línguas que ele ficou imune aos dotes femininos. Piers não quer se casar, principalmente com uma mulher que seu pai – com quem tem um desastroso relacionamento – julga ser certa para ele. Mas Piers não contava conhecer a intrépida Linnet Thrynne, uma mulher notável, que o instiga com sua beleza, sua língua afiada e com sua astúcia. O embate entre os dois são sempre acalorados e mesmo possuindo muitas implicâncias um com o outro, eles acabam iniciando uma amizade, e quanto mais o tempo passam juntos, mais percebem que suas personalidades são mais parecidas do que gostariam de admitir. 


“Á sua maneira, Linnet era a versão feminina dele próprio: detestável, bonita demais, inteligente demais, mordaz demais. Não que ele fosse bonito.” 

Para mim foi impossível resistir a esse casal! De um lado temos Linnet, uma jovem extrovertida, amável, determinada e corajosa, que não se deixa intimidar pelo ogro casca grossa, e quando percebe que está apaixonada, não tem reservas ao entregar-se de corpo e alma. Do outro, temos um conde genioso, moldado pelas fatalidades do passado, e que por isso, acabou tornando-se amargurado, solitário e ranzinza. No entanto, essa é só uma capa, e por baixo dela se esconde um homem persistente, generoso e de bom coração. Ainda que esteja fortemente atraído por Linnet, Piers persiste com sua ideologia de não se casar com ela, mesmo que aos poucos a jovem venha tomando conta de seus pensamentos, de seus sentimentos, de seus desejos, de cada canto de seu castelo e até mesmo conquistando seus pacientes e criados. Ele a enxerga em todos os lugares, e a intensidade dessas emoções o assusta e o repele, mas chega um momento em que não tem mais como resistir, e a partir de então, sua entrega torna tudo ainda mais saboroso. Os acontecimentos finais da trama roubaram o meu fôlego; foi tudo muito angustiante e intenso, mas tão belo e emocionante na mesma proporção. Foi lindo ver a transformação e o crescimento de Piers e Linnet. 


“O beijo dele na era uma adoração gentil. Era um beijo selvagem, um beijo loucamente apaixonado, tumultuado, roubado. (...) Era o tipo de beijo que um cavalheiro, jamais, daria em uma dama. Linnet estava adorando.” 

“A sagacidade de Piers a provocava, mas tinha sido o coração apaixonado dele que a ganhara.” 

Diversas coisas me encantaram na trama, mas, o que mais me conquistou foi a sagacidade da autora em criar uma história autêntica, mesmo possuindo elementos que remetem a fábula em que foi inspirada, A Bela e a Fera. Adorei o humor sarcástico utilizado pela Eloisa, a sensualidade comedida que dá asas a imaginação, os cenários lindamente explorados, a personalidade irônica e inteligente dos personagens e, principalmente, os diálogos espirituosos protagonizados por eles, que me renderam muita diversão. Até mesmo os personagens secundários são carismáticos, ganhando um belo destaque no enredo. Essa junção de elementos somada à escrita envolvente e particular da autora me proporcionaram uma leitura espontânea e prazerosa, altamente deliciosa de se acompanhar. Também não posso deixar de mencionar que Eloisa se baseou em Dr. Gregory House, da aclamada série Dr. House, para criar Piers, incluindo assim, mais uma tirada incrível para esta história e para este personagem tão peculiar. Tiro o meu chapéu para criatividade e a ousadia de Eloisa James, que mesmo reunindo várias inspirações, elaborou uma trama original, resultando em um romance de época envolvente, surpreendente e altamente apaixonante. 


“– Ela é como minha outra metade – disse Piers raivosamente, mantendo a cabeça baixa – Minha outra maldita metade, como uma espécie de piada que Platão inventou. Como algo que eu nunca quis e, então, lá estava ela.” 

Já estou aqui contando os dias para conhecer os próximos livros da série, que contam com mais quatro obras inspiradas em contos de fadas. Eles são independentes, desse modo, cada livro trará um casal diferente a cada história, e não será necessária uma ordem de leitura. Aos amantes de romances de épocas, aqui fica a minha dica, não tem como errar, é paixão na certa. 


“Ele se virou para ficar de frente para ela e seus olhos se encontraram de um jeito que tinha tudo a ver com o amor, do tipo forte o bastante para trazes alguém de volta da cova, do tipo que nunca desvanece e nunca falha.”


Sobre a autora:



Eloisa James escreveu seu primeiro romance depois de se formar em Harvard, mas o manuscrito foi rejeitado por todas as editoras. Depois de obter mais alguns diplomas e arranjar emprego como professora especializada em Shakespeare, ela tentou novamente, dessa vez com mais sucesso. Mais de 20 best-sellers depois, ela dá cursos sobre Shakespeare na Fordham University, em Nova York, é mãe de dois filhos e, numa ironia particularmente deliciosa para uma autora de romances, é casada com um legítimo cavalheiro italiano.

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Um Comentário

  1. A Bela e a Fera também é o meu conto de fadas favorito, e só por isso já fiquei com vontade de ler. Mas para ser sincera, estou louca mesmo é para conhecer o Piers, já que sou louca pelo icônico e querido Dr. House, sou louca nessa série.

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