Em 16 de abril de 2013, Jeff Bauman acordou no Centro Médico de Boston, atordoado após uma série de cirurgias de emergência e sem as duas pernas. Apenas trinta horas antes, Jeff estava na linha de chegada da Maratona de Boston, para incentivar sua namorada, Erin, quando a primeira bomba explodiu junto a seus pés. Ao acordar, em vez de parar e pensar em como sua vida se alterara completamente, ele tentou arrancar o tubo de oxigênio para falar, mas não conseguiu. Então, escreveu sete palavras: “Vi o cara. Olhou bem pra mim”, dando início a uma das maiores caçadas humanas da história dos Estados Unidos e começando sua própria jornada de recuperação.
Em O que te faz mais forte, Jeff Bauman descreve o caos e o terror do atentado em si e a investigação do FBI que se seguiu, na qual atuou como testemunha-chave. Ele nos convida a acompanhar sua exaustiva reabilitação e narra os desafios e as alegrias que encontrou na tentativa de reconstruir sua vida. Jeff também nos fala da bravura dos outros sobreviventes do atentado. Corajosa, compassiva e envolvente, a história de Jeff Bauman não é só dele, mas de todos nós. Ela prova que as adversidades, por piores que sejam, podem nos tornar mais fortes.
Ficha Técnica:
Páginas: 288 | Gênero: Biografia; Drama; Literatura Estrangeira | Formato: Impresso; E-book | Edição: 1ª | ISBN: 9788582864227 | Editora: Vestígio | Idioma: Português | Ano: 2017 | SKOOB

Onde comprar:
      AMAZON          LIVRARIA CULTURA          SARAIVA          LIVRARIA DA FOLHA    





“As 14h40 (15h40 de Brasília) da segunda, 15 de abril, os irmãos Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev passaram pela esquina da rua Gloucester com a avenida Boylston, em Boston. Cada um carregava uma mochila nas costas. Dez minutos depois, duas bombas explodiram em meio à multidão que acompanhava os metros finais da maratona da cidade . Doze segundos e algumas dezenas de metros separaram a primeira explosão da segunda. Três pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.” (Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/mundo/estados-unidos/atentado-na-maratona-de-boston-os-7-dias-em-que-os-eua-reviveram-o-terror)


“Eu sei exatamente quando minha vida mudou: foi quando olhei apara o rosto de Tamerlan Tsarnaev. Eram 14h48, 15 de abril de 2013 – um minuto antes do maior atentado terrorista dentro dos Estados Unidos desde o 11 de Setembro -, e ele estava parado bem ao meu lado.”

Confesso que não sei como começar essa resenha, como contar para vocês um pouco da história de Jeff Bauman. Não preciso nem dizer que ele estava entre os 200 feridos, né? Sua foto foi veiculada em todos os noticiários, acredito que deve ter sido a foto mais chocante do atentado, eu fiquei espantada ao ver. Não consegui imaginar a dor que ele sentiu, do joelho pra baixo só tinha o osso da canela, sem músculos, sem pele, sem o pé, ou então a adrenalina devia estar tão alta que ele nem deve ter sentido tanto dor assim. Enfim, vou tentar dar uma ideia do que se passa no livro pra vocês.

“É por isso que essa imagem não me incomoda. Porque ela não é o retrato da destruição, embora continue me sendo muito doloroso olhar para ela. A foto é o retrato da esperança. Porque sabe o rapaz sem pernas? Aquele queimado, cortado e mortalmente pálido? Ele sobreviveu. E vai ficar ótimo.”

“(...) E vi aquele homem no local do atentado? Sim. Eu o vi com a mochila? Sim. Vi a mochila explodir? Não, não vi..”

Bom, o livro começa com Jeff nos contando um pouco de como era sua vida antes do atentado, quando ainda não conhecia Erin, além de falar um pouco sobre o seu trabalho, entre outras coisas. Até que chega o dia da Maratona de Boston, um evento que tinha tudo para ser alegre, os competidores profissionais já tinham corrido e agora só os amadores corriam, geralmente para apoiar alguma causa. E enquanto ele estava ali, torcendo, comemorando, um cara parou ao seu lado e ele percebeu que tinha algo de estranho, além do terrorista ter o encarado por alguns segundos. Por um momento ele se distraiu e quando olhou novamente para o lado, o estranho já tinha sumido, ao olhar para baixo Jeff percebeu que uma mochila estava perto de seus pés, naquele instante ele lembrou de um alerta por causa do atentado de 11 de setembro: “não deixe malas largadas. Denuncie pacote suspeitos.”. No entanto, quando ele pensou em fazer alguma coisa veio a explosão... E ele se lembra de cada detalhe daquele fatídico dia.


“Penso na bomba o tempo todo. Em como ela explodiu para trás, para longe da corrida. E como a mochila estava no chão, os estilhaços voaram baixo. Minhas pernas foram atingidas diretamente; estavam tão perto da bomba que absorveram uma enorme quantidade de estilhaços. Isso as destruiu no mesmo instante – literalmente moendo meus músculos e ossos -, mas também protegeu as pessoas atrás de mim. Se minhas pernas não estivessem na frente, mais pessoas poderiam ter morrido.”

Imagina, você se lembrar de tudo o que aconteceu no dia mais aterrorizante de sua vida? Deve ser traumatizante. Seria melhor desmaiar e se esquecer de todo o desespero e dor. Mas estamos falando de Jeff Bauman, o cara foi forte, extremamente forte. 

Depois do atentado, em um hospital, é que começa a sua maior luta. Lutar contra a depressão, contra a angustia de não ter as duas pernas, passar por longas cirurgias. E não se sucumbir com toda a situação. Como fazer para levar uma vida normal? E no hospital, ele pôde perceber o quanto as pessoas se importavam com ele, em como toda a Boston estava com ele. Fizeram doações, e tudo o que a família e o Jeff precisava aparecia alguém para ajudar a conseguir. Uma das pessoas que mais estiveram ao lado de Jeff nessa dolorosa recuperação, era seu chefe, Kevin Horst, que inclusive mostrou para a família que de acordo com o contrato do plano de saúde da empresa, Jeff teria direito a próteses ortopédicas.

Jeff, contou tudo o que se lembrava para o FBI, que não tinha ideia de quem poderia ter colocado aquela bomba, mas depois do relato dele, os policiais tiveram “um norte” e começaram a procurar nas filmagens. Jeff reconheceu o terrorista. E era a vez da polícia agir. Tudo o que restava para ele naquele momento era fazer de tudo para se recuperar o mais rápido possível e ir para casa. 

Que leitura, gente! Estou impressionada com a história desse cara. Não sei se conseguiria passar por tudo o que ele passou com o mesmo otimismo, com a mesma força. Jeff Bauman é um exemplo de pessoa a ser seguido, mesmo sem as pernas ele tentava ver as coisas com uma perspectiva diferente, ele só pensava em agradecer, pois estava vivo.

Só com a sinopse já tinha percebi que esse livro me arrancaria algumas lágrimas. Dito e feito! Me emocionei em vários momentos com a força de Jeff e com a solidariedade das pessoas. Teve uma cena que senti tanta emoção (não vou dizer qual), que a cada vez que penso nela tenho uma vontade enorme de chorar. Eu pude sentir toda a força dele, e toda a força que a cidade passava para ele. Uma bela história e que traz uma grande lição para a nossa vida: “a coragem nos define.” As adversidades da vida nos tornam mais fortes e corajosos. 

Enfim, partiu ver o filme pra poder chorar mais um pouquinho!


“Estou saindo dessa experiência com uma cicatriz na alma. Acho que dá para chamar de desconfiança. Eu sei o quanto os seres humanos podem ser perversos, e agora estou alerta, porque sei que os caras maus estão por aí.
Mas também aprendi uma coisa: pessoas más são raras.
As boas estão por toda parte.”




Sobre Jeff Bauman:


Era um jovem normal de 27 anos, com um emprego, uma namorada e apaixonado por esportes, quando uma bomba lhe tirou as duas pernas perto da linha de chegada da Maratona de Boston. Uma fotografia famosa, tirada no local, e seu papel vital na identificação do terrorista, ainda na cama da unidade de terapia intensiva, fizeram dele a face da tragédia, mas foram sua determinação, seu humor e sua atitude positiva que inspiraram milhões de pessoas. Hoje Jeff viaja pelos Estados Unidos compartilhando sua história de obstinação e esperança.












Deixe um comentário: