Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista, e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade.
Essa é uma história real, autobiográfica, cuja espontaneidade, ternura e humor comprovam o triunfo da humanidade e da empatia nos momentos mais sombrios, quando o perigo está sempre à espreita… Os meninos que enganavam nazistas conta a fantástica e emocionante epopeia de duas crianças judias durante a ocupação, narrada por Joseph, o mais jovem.


Ficha Técnica:
Páginas: 320 | Gênero: Biografia & Memórias; Literatura Estrangeira; Não-ficção | Formato: Físico; Digital | Edição: 1ª | ISBN: 9788582864104  | Editora: Vestígio | Idioma: Português | Ano: 2017 | SKOOB

Onde comprar:      AMAZON         SARAIVA         CULTURA         TRAVESSA    



Quando o livro chegou, fiquei torcendo para a leitura realmente fluir, pois ainda não tinha lido uma narrativa real sobre a segunda guerra mundial. Sabia que não tinha como ser ruim, e por não ter um romance no decorrer da história, fiquei com certo receio de não me sentir ligada ao enredo. E para a minha total felicidade, foi uma leitura incrível. Viajei com os irmãos Joffo e senti toda a agonia e angustia deles enquanto lutavam para fugir dessa dolorosa guerra.


“Foi através das lembranças de quando era um menino de 10 anos que contei minha aventura nos tempos da ocupação nazista da França.”

“Narrativa que conta a história de duas crianças num universo de crueldade, de absurdo, mas também de inesperados gestos de solidariedade.”

Estou aqui na dúvida em como começo a descrever a história deles pra vocês. Sabe aquele livro que o título já diz tudo e só lendo para a gente conseguir ter uma ideia do que realmente é a história? Mas vou tentar falar um pouco do relato de Joseph Joffo sobre como ele e seu irmão escaparam dos nazistas.

Paris, ano de 1941. Dois irmãos e judeus, Joseph e Maurice. Um na faixa de seus 10 anos de idade e o outro na faixa dos 12, respectivamente. Frequentavam a escola, tinham seus amigos, e a guerra ainda não tinha chegado para eles, mesmo que no estabelecimento de seu pai tenha uma placa colocada pelos soldados “Estabelecimento Judeu”, poderiam ainda fazer tudo como antes sem precisar fugir. 

Até o dia em que a mãe deles teve que costurar em seus uniformes de escola uma estrela amarela e com a palavra “JUDEU”. Joseph não gostou daquilo, tentou esconder a estrela mesmo não sabendo do que se tratava. E quando chegaram na escola notaram uma grande diferença no tratamento, os professores não se importavam com o que eles faziam e os colegas de classe começaram a zombar deles por serem judeus. “O que ficou gravado em mim daquela manhã, mais do que os socos e chutes, mais do que a indiferença dos adultos, foi essa sensação de não conseguir entender. Eu era como os outros.” Como ler isso sem chorar?

Nesse dia, quando chegaram em casa e seu pai percebeu que seus filhos tinham entrado em uma grande briga por causa da bendita estrela, teve que tomar uma decisão drástica e extremamente difícil, seus meninos tinham que fugir, tinham que deixar a cidade para conseguir sobreviver. E assim começa a fuga dos irmãos Joffo, a luta para fugir de pessoas que eles nem sabiam o porquê de estarem atrás deles, dos judeus.


“Por um curto instante, perdidos naquele cinema marselhês, revimos nosso bairro; e aquilo me recordou bruscamente que quase não tinha pensando em nossos pais desde a partida. Eles deviam estar pensando na gente, e eu adoraria poder lhes contar que tudo estava dando certo e que amanhã mesmo chegaríamos à nossa meta sãos e salvos.”

“O futuro sorria para mim: dois meses e meio de liberdade, uma bicicleta e, ao que tudo indicava, até a volta às aulas, a França já estaria livre. Se tudo corresse bem, poderia continuar meus estudos na Rua Ferdinand Flocon, em Paris.”

Confesso, li essa história com o coração na mão, com lágrimas em meus olhos mais da metade da leitura. Como puderam fazer tanta maldade com toda aquela gente. Meu coração dói por saber que foram capazes de tanta maldade, por saber que tantas pessoas inocentes morreram porque um cara achava de que os judeus não eram dignos. Não consigo lembrar da história e não querer chorar, meninos que perderam a infância, a convivência familiar por causa de uma guerra (posso colocar a culpa de todo esse sentimentalismo no meu signo? Fazer o que, sou de peixes haha).

A história é narrada por Joseph Joffo, em primeira pessoa e com uma riqueza incrível de detalhes, consegui viver todas as situações com os irmãos Joffo, sofri todas as vezes em que eles sofreram. Não sei dizer qual foi o meu sentimento ao terminar o livro, talvez um misto de angustia e alívio, difícil definir. Mas uma das coisas que mais gostei foi do posfácio, o autor faz um diálogo com os leitores, conta mais alguns detalhes das pessoas que os ajudaram, algumas coisas que aconteceram após o fim da guerra e também sobre o que aconteceu após o lançamento do livro, publicado originalmente em 1973. 

E por fim, só quero dizer que adorei a capa e a revisão impecável da Editora Vestígio, que faz parte do Grupo Autêntica. A história eu nem preciso dizer que ficou marcada em mim, se tornou um dos meus livros favoritos, aquele que vou indicar sempre que possível. Os meninos que enganavam nazistas é uma história intensa e muito rica.


“Crescido, endurecido, mudado... Talvez o coração também tenha se acostumado com catástrofes, talvez tenha se tornado incapaz de sentir uma mágoa profunda. O menino que eu era um ano e meio atrás, aquele garoto perdido no metrô ou no trem que o levava para Dax... sei que ele não existe mais, que se perdeu para sempre nos espinheiros de um bosque, numa estrada provençal, nos corredores de um hotel de Nice, que foi se desfazendo pouco a pouco a cada dia de nossa fuga...”


Assista ao book trailer de Os meninos que enganavam nazistas


     Visite o hotsite    




Sobre o autor:




Joseph Joffo nasceu em Paris no dia 2 de abril de 1931. Filho de barbeiro, teve uma infância feliz até a chegada da Segunda Guerra Mundial. Durante a ocupação alemã, sua família judaica é perseguida. Joseph conseguiu escapar com seu irmão e só retornou a Paris após o fim da guerra. Escritor, roteirista e ator ele é reconhecido mundialmente por ter contado a sua história no romance “Un sac de billes”, publicado em 1973.












11 Comentários

  1. Vejo livros assim e já me dá vontade de chorar, sou apaixonada pela temática. Não conhecia a obra, mas vou deixar a dica anota.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Menina, eu quero muito ler este livro, adoro qualquer história que fale sobre isto! Li vários e me encanto pela questão da sobrevivência, porque também não entendo como as pessoas podem ser tão cruéis com os seres humanos né?

    ResponderExcluir
  3. Olá, eu já li alguns livros com a temática da Segunda Guerra Mundial e é sempre muito chocante, tocante, triste e revoltante saber o que a guerra e o nazismo causou na vida de tantas pessoas, né?! Esse livro eu ainda não li, mas pela sua resenha acredito que será emocionante essa leitura.

    ResponderExcluir
  4. Eu gosto muito de livros que se passem neste período, mesmo que a maioria que eu tenha lido, seja ficção, acho que o panorama história é bem retratado. Este aqui já está na lista de desejos e espero poder ler o mais rápido possível.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

    ResponderExcluir
  5. Oie, tudo bom?
    Aff, já doeu o coração só de ler a sua resenha, acredita?
    Sou apaixonada por histórias da segunda guerra, e sei que de certa forma são todas reais, pois muitos morreram naquela época sem que suas histórias fossem contadas. Li O diário de Anne Frank, mas esse parece ser muito emocionante também. Já foi pra lista de desejos!

    ResponderExcluir
  6. Oie!
    Meu coração está em pedaços, sério. Eu já li muitos livros sobre a SGM, sobre acontecendo, sobre depois e todos, sem exceção, me emocionaram, mas esse parece ir além. Trazendo uma emoção mais chocante, mas visceral e adorei isso.
    Enquanto lia sua resenha, pude sentir suas emoções e me vi lendo esse livro com lágrimas nos olhos e chorando copiosamente em alguns momentos.
    Achei muito legal você ter dito que a leitura foi fluída e incrível.
    Vou anotar a dica sim!
    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Oi!
    Geralmente eu corro de livros e filmes que retratem a época da guerra e do nazismo, porque sei que são impactantes e eles me deixam mal de verdade.
    Não sei se teria culhões para ler esse por causa do meu problema,mas pela sua resenha deu pra ver que é realmente um livro incrível

    ResponderExcluir
  8. Oi Mary,
    ainda não tive coragem que conhecer essa história, já faz um tempo que estou fugindo de livros e filmes que retratam o massacre que ocorreu nessa época e o fato do livro contar uma história real e ainda por cima autobiográfica me deixa com muito mais receios do que o normal, até porque eu já prevejo que chorarei baldes principalmente de tudo que você descreveu por essas e por outras sigo dando um tempo e me preparando emocionalmente para este livro.

    Abraços!
    Nosso Mundo Literário

    ResponderExcluir
  9. Que bom que o livro acabou te tocando tanto. Às vezes a gente tem uma ressalva inicial mesmo, temos que ir devagarinho para ver como vamos reagir aquela história.
    Eu não duvido que seja uma ótima e super significativa história, mas eu não leria porque não gosto de nada ambientado em nenhuma guerra onde os terrores da mesma têm destaque, principalmente se houver criança no meio... passo longe! Hahahaha


    Beijos
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

    ResponderExcluir
  10. Se existe um livro que eu MORRO de vontade de ler, é Os meninos que enganavam nazistas!
    Apesar de ser apaixonado pelo tema e cenário, eu nunca tive a oportunidade de lê-lo, e só de ver esse banner já me dá um apertinho no coração pois sei que vou chorar muito lendo ele.
    Parabéns pela sua resenha incrível <3

    ResponderExcluir
  11. Olá,

    Eu normalmente evito livros que tenham como cenário a guerra, são livros que me emocionam demais e quanto mais honesta a história, mas triste fico por saber que isso poderia facilmente ter acontecido anos atrás. Enfim, apesar do meu receio, eu me senti atraída por essa obra e quero fazer essa leitura, acho que será um livro que me tocará bastante.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir