Sinopse: Para os milhões de leitores apaixonados pelo livro O Diário de Anne Frank, aqui está a surpreendente história de Miep Gies. Por mais de dois anos, Miep e seu marido ajudaram a esconder judeus dos nazistas. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram suas vidas todos os dias para levar comida, notícias e apoio emocional às vítimas.

Neste livro, Miep Gies relembra seus dias com honestidade e sensível clareza. Ela narra desde sua sua infância sofrida como refugiada da Primeira Guerra Mundial até o momento em que coloca o pequeno diário xadrez de Anne Frank nas mãos de seu pai, Otto Frank. O diário ficou guardado com Miep por muitos anos, e graças a ela, ele pode ser publicado.

Recordando Anne Frank é uma história fascinante e verdadeira, onde cada página nos toca com coragem e dolorosa delicadeza.
Ficha Técnica:
Páginas: 240 | Gênero: Biografia; Memórias; Literatura Estrangeira | Formato: Impresso; Digital | Edição: 1ª | ISBN: 9788582354896 | Editora: Gutenberg | Idioma: Português | Ano: 2017 | SKOOB

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Ok, eu sei que já disse umas mil vezes que adoro histórias que se passam na segunda guerra mundial e gosto mais ainda quando são reais. Não que eu goste de ler sobre a maldade, mas gosto de ler sobre o quão forte as pessoas que passaram por isso são e também porque eu gosto de sofrer, pois fico muito tocada quando leio essas obras. Com Recordando Anne Frank não foi diferente, fiquei completamente envolvida na leitura e senti todos os sentimentos dos personagens. E agora, O Diário de Anne Frank entrou para a minha lista de “quero ler” em 2018 no Skoob

Neste livro vamos conhecer tudo o que se passou do lado de fora do esconderijo em que a família Frank estava. Miep Gies foi a mulher que ajudou a esconder a família e que os visitava, levava comida e notícias sobre a guerra para eles. Então vamos do início...


“Mais de vinte mil holandeses ajudaram a esconder judeus e outras pessoas que também precisam de refúgio durante aqueles tempos. Fiz de bom grado tudo o que podia para ajudar. Meu marido também. Mas não foi o bastante.”

“Judeus não tinham mais permissão para se casar com não judeus. Judeus não podiam mais andar de bonde. Judeus só podiam fazer compras em determinados horários e em certos mercados. Judeus não podiam se sentar no próprio jardim ou em cafeterias, nem em parques para respirar ar fresco.”

Nos primeiros capítulos, Miep nos conta um pouco de sua história, onde viveu, como viveu e como foi parar na Holanda. Uma mulher que sempre foi independente e sempre gostou de trabalhar. Quando o Sr. Frank levou a empresa para Holanda, pois tiveram que sair de sua cidade natal por causa dos nazistas, Miep foi uma de suas primeiras funcionárias e isso a ajudou a ter mais intimidade com o família. Miep era alemã e não via problema nenhum com os judeus, então estava feliz por poder trabalhar para eles.


 “Na primavera de 1942, mais um decreto foi promulgado. Esse inclusive foi publicado no jornal holandês, não apenas no Jewish Weeky. Dentro de uma semana, os judeus teriam que costurar em suas roupas, acima do coração, uma estrela amarela de seis pontas do tamanho da palma da mão de um adulto. Isso valia para todos os homens, mulheres e crianças judeus. Cada estrela custava um cupom de roupas do livro de racionamento mais quatro centavos. Na estrela amarela lia-se JOOD (“judeu”).”

Até que a guerra chegou na Holanda e aos poucos os nazistas foram proibindo os judeus de fazer as coisas, tais como andar pela cidade e frequentar lugares públicos em certos horários. E aí começa o sofrimento da família Frank e de vários judeus. Como os nazistas estavam avançando rapidamente, os Franks e alguns amigos resolveram se esconder em uma parte no fundo empresa, que Anne chamava de anexo, e ficaram lá por muito tempo. Todos os dias Miep e seu esposo faziam visitas e levavam alimentos e notícias. Toda vez que ela ia visita-los podia sentir a angustia e o medo deles em viver daquela forma. Torcendo para não serem descobertos pelos nazistas e serem separados em campos de concentração. E no fim, no fim... Bom quem leu Anne Frank deve saber o final dessa dolorosa história, quem não leu vai ter descobrir (rsrs).

“À noite, o zumbido dos bombardeios atrapalhava nosso sono. Algumas vezes, eram os alarmes de ataques aéreos, sirenes dando o sinal de alerta e, então, a espera pelo som contínuo, que indicava que tinha acabado. Não havia abrigo na nossa vizinhança, então Henk e eu nos acostumamos aos alertas e não prestávamos mais atenção neles. Apenas puxávamos os cobertores um pouco mais para cima e nos aconchegávamos um ao outro, afundando na cama macia.”

E aqui temos mais uma triste história da segunda guerra mundial, mais uma história que nos faz pensar sobre como o ser humano pode ser muito ruim quando quer. É muito triste saber que falta amor e respeito nesse mundo e é por isso que temos que ser diferentes, sempre que puder ajudar alguém, ajude. Distribua amor. Não perdemos nada em fazer o bem para o próximo. 

Enfim, uma das coisas que mais gostei nesse livro foram as fotos que vieram no final. Além do posfácio, pra mim elas foram como uma continuação da história. Fiquei imaginando como foi a vida deles após a guerra. Li o livro em uma semana, porque queria absorver cada detalhe dos acontecimentos e digo pra vocês que a história é muito mais profunda, nesta resenha eu coloquei somente o básico, realmente para não aprofundar e fazer a leitura de vocês perder o encanto. 

Recordando Anne Frank me tocou, me deixou comovida e muito chorosa. Foi uma leitura muito fluida, e muito envolvente. Aquele tipo de leitura que deixa uma marca na gente. A Editora Gutenberg, do Grupo Autêntica, fez um trabalho impecável, desde a capa, a diagramação tão simples e tão singela e a revisão. Mais um livro que vai ter um lugar especial na minha estante.


“Quando vim para Leiden, minha família adotiva também nunca me fez ir à igreja, então, enquanto crescia, não me encaixei em nenhuma religião. Apesar disso, porém, nunca duvidei da existência de Deus. Isto é, até a guerra. Então, quando a guerra terminou, minha crença em Deus tinha sido envenenada, e no lugar ficou só um buraco vazio.”



Sobre Miep Gies:
Nasceu em Viena, Áustria, em 15 de fevereiro de 1909. Quando tinha 11 anos de idade, chegou à Holanda como refugiada da Primeira Guerra Mundial e foi lá que mais tarde conheceu Otto Frank e se tornou secretária em sua empresa, a Opekta. Ela e o marido, Jan Gies, ajudaram a esconder a família Frank de julho de 1942 a agosto de 1944, quando foram traídos por um informante anônimo. Miep encontrou o diário de Anne e o guardou, mas depois que Anne morreu no campo de concentração Bergen-Belsen, ela o deu a Otto Frank, o único sobrevivente do Anexo Secreto. Décadas após a publicação de O Diário de Anne Frank, Miep e Jan Gies escolheram permanecer fora de foco até a publicação de Recordando Anne Frank, quando se tornaram celebridades nos Países Baixos e em todo o mundo. A coragem de Miep foi reconhecida com prêmios e medalhas em vários países e organizações internacionais. Ela nunca se considerou uma heroína.









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