Sinopse: Num clima que remete às obras de Elena Ferrante e ao clássico best-seller Comer, Rezar e Amar, Susie Orman Schnall nos conta a história de Grace May. Ela está para completar suas 40 primaveras dentro de poucos meses. Seus filhos estão na escola, ela tem a perspectiva de um trabalho estimulante como redatora de uma revista e mal pode esperar para redescobrir a mulher atraente e profissional que existe dentro dela, enterrada sob o papel de esposa e mãe por tantos anos. Mas, de repente, sua vida sofre uma reviravolta e ela se vê novamente sem emprego e a ponto de perder tudo o casamento, a melhor amiga e sua autoestima. Uma história sobre a coragem e a determinação de uma mulher para redescobrir a si mesma.
Ficha Técnica:
Páginas: 296 | Gênero: Ficção; Literatura Estrangeira | Formato: Impresso; Digital | Edição: 1ª | ISBN: 9788555390913 | Editora: Jangada | Idioma: Português | Ano: 2017 | SKOOB

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“Não tenho planos de acordar amanhã e me sentir completamente diferente, mas com certeza não faz parte dos meus planos me sentir como hoje e todos os outros dias. Amanhã, quando eu acordar, com o sol entrando pela minha janela, vou sentir como se nada pudesse dar errado. Será um dia memorável. Está certo, memorável é uma palavra forte, reservada geralmente para coisas como bodas de ouro e aposentadorias acompanhadas de relógios de ouro, mas decidi que vou usar essa palavra e me apossar dela. Memorável. Gosto de como ela soa.”

“Eu me levanto, não sinto nada do que tinha planejado sentir quando hoje deveria ser o primeiro dia do resto da minha vida. Isto está bem mais longe de ser memorável do que consigo imaginar. É como se o memorável estivesse no Polo Norte e eu estivesse passeando com os pinguins imperadores na Antártida.”

Confesso que ao falar com a Dai para solicitar o livro eu torci para a história não ser ruim. Sim, eu gostei da sinopse, mas como eu sempre digo “vai que... né?!” (haha). E não é que fui mega surpreendida? Fui lendo, lendo e quando percebi me assustei, já tinha chegado na última página. Rápido e sem sentir!

Grace, esposa, mãe de dois meninos e há oito anos dona de casa. Sua vida estava boa, ela estava feliz, mas sentia que faltava alguma coisa, e então decidiu que no período em que as crianças estivessem na escola ela iria trabalhar. Depois de oito anos fora do mercado, arrumou o emprego ideal e estava esperando ansiosamente para começar. Até que recebeu uma ligação da empresa informando que eles não iriam mais contratá-la, pois a revista estava fechando as portas.

E já dizia aquele ditado “nada é tão ruim que não possa piorar” (já usei isso em alguma resenha aqui rsrs), como se não bastasse não ter o emprego, alguns dias depois Grace encontra seu marido aos prantos em casa, ela com medo de ter acontecido alguma coisa com as crianças correu até ele para descobrir o porquê de tantas lágrimas. E aí ele diz que a traiu, transou com outra mulher em uma viagem de negócios. Em choque, foi assim que Grace ficou ao receber a notícia. Tudo bem que seu casamento não estava as mil maravilhas, mas para chegar ao ponto de traição? Ela não podia imaginar isso.


“- Ah, por onde eu começo? – pergunto ironicamente. – É tudo muito complicado. Na metade do tempo eu acho que minha reação está sendo exagerada e que eu não deveria dar tanta importância. Mas, no resto do tempo, percebo que é uma coisa importante e que eu não deveria ser tão dura comigo mesma por não recebê-lo de volta de braços abertos.”

Agora ela só quer pensar em como vai ser a sua vida, mesmo que não se separe de seu marido, será que ela vai confiar nele novamente quando for fazer alguma viagem? Ou será que ela está dramatizando a situação? E agora, o que fazer? Então por pura coincidência um amor de sua adolescência aparece e reacende um pequeno sentimento. Ela ama seu marido, mas ele a traiu e ela se sente atraída por esse cara. Pagar na mesma moeda não é sensato. Mas se sentir desejada por outro homem é bem convidativo. 


“Mas flores não restabelecem um casamento. São necessárias coisas menos concretas do que elas, como tempo, recuperação da confiança e minha capacidade de seguir em frente. Ainda estou tentando descobrir se há alguma coisa que eu seja capaz de fazer.”

Os Conflitos de Grace me chamou tanto a atenção que nem senti a história passar, parecia que eu estava vivendo ali com a protagonista e quando dei por mim, já estava chegando nos últimos capítulos. Impressionante como a leitura fluiu. Deve ser porque eu adoro um drama familiar (rsrs). 

A autora elaborou um enredo muito atrativo e envolvente. Fiquei imaginando como seria se todas essas coisas tivessem acontecido comigo e como eu reagiria. Como sou muito sentimental iria só chorar nos três primeiros dias (kkk). Acontece com Grace situações que são comuns, que pode acontecer com qualquer um. A autora não romantizou nenhum momento, nada de conto de fadas e suspiros de amor. Mas eu amo romances que deixam uma lição, sabe? E com esse aprendemos como enfrentar alguns obstáculos que aparecem no casamento, nos faz pensar sobre o que leva a traição, aprendemos também sobre a amizade verdadeira e a superação. Não tem como não amar esse livro!


“Quero me sentir importante outra vez. Infelizmente, não sei quantas crianças têm a capacidade de fazer com que suas mães se sintam assim. É claro que meus filhos conseguem me fazer sentir orgulhosa, amada e necessária de um modo que causa dor e me enche de amor ao mesmo tempo. Mas eles não fazem com que eu me sinta importante.”



Sobre a Autora:



Susie Orman Schnall nasceu em Los Angeles (EUA) e se formou em comunicação e língua inglesa na Universidade da Pensilvânia. Além de ficção, escreve artigos para jornais, revistas e websites, em sua maioria sobre via familiar, saúde e bem-estar. Os conflitos de Grace foi finalista na categoria Ficção do International Book Awards for Women´s Lit e do Independent Publisher Book Awards. Susie mora em Nova York com o marido e os três filhos.








 


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