Sinopse:

“Para conhecer o amor verdadeiro é preciso ser arrasado por ele.”

Rajputana, Índia, 1930. Desde a morte de seu marido, a jovem inglesa Eliza tem como única companhia sua câmera. Determinada a se firmar como fotógrafa profissional, ela acaba de aceitar um convite do governo britânico para se hospedar durante um ano no castelo da família real local. Sua missão: fotografar, para o acervo da Coroa inglesa, a vida no Estado principesco de Juraipore.
Ao conhecer Jayant, irmão mais novo do marajá, Eliza embarca na aventura mais transformadora de sua vida. Acompanhada pelo príncipe rebelde e misterioso, ela conhecerá uma terra marcada por contrastes — com paisagens de beleza incomparável, cultura rica e vibrante e, ao mesmo tempo, a mais devastadora das misérias.
Enquanto Eliza desperta Jayant para a pobreza que circunda o castelo, ele mostra a ela as injustiças do domínio britânico na Índia. Juntos, descobrem uma afinidade de alma e uma paixão arrebatadora. Mas a família real fará de tudo — até o impensável — para impedir a aproximação entre o nobre indiano e a viúva inglesa.
Ficha Técnica:
Páginas: 344 | Gênero: Ficção; Literatura Estrangeira |  Formato: Digital; Impresso | Edição: 1ª | ISBN: 9788584390984 | Idioma: Português | Ano: 2017 | Editora: Paralela | SKOOB



 
Vou começar esta resenha contando um pouco da história e depois exponho minha opinião sobre.

Começamos a leitura com a autora nos contando um pouco do passado de Eliza, de quando ela morou em Delhi com sua família e também sobre a morte de seu pai em um atentado enquanto acontecia um desfile na cidade. Ok. Primeiro capítulo e a gente não faz ideia de qual rumo a história irá tomar.

Então vem a Parte I e tem uma passagem grande de tempo. Agora Eliza já é adulta, se mudou da Índia, se casou, mas seu marido morreu jovem e agora, viúva, ela está correndo atrás de seus sonhos. Em uma oportunidade ela volta para Índia, em um Estado principesco de Juraipore, Rajputana, para fotografar o dia a dia da família real. E aí ela conhece o irmão mais novo do marajá, Jayant, que desde o início se mostra ser um cara encantador e decide que vai leva-la para conhecer a cidade.


“A vida não tinha sido fácil para ela. Depois que Oliver, seu marido, morreu, Eliza voltou para a casa da mãe, onde descobriu que ela costumava esconder garrafas de gim, em geral debaixo da cama ou sob a pia da cozinha. Anna negava insistentemente e às vezes era incapaz de lembrar dos períodos de embriaguez. Por fim, Eliza perdeu as esperanças. Ao viajar para a Índia, ela esperava deixar tudo para trás. No entanto, lá estava Eliza, ainda olhando para o passado, e não apenas por estar pensando na mãe.”

Enquanto Jayant tenta mostrar a beleza da cidade, Eliza não deixa passar despercebido a pobreza do povo e faz questão de ressaltar cada detalhe em seus passeios. O que também chama bastante a atenção da fotógrafa são os costumes absurdos das pessoas, como por exemplo, queimar as viúvas, pelo fato de não conseguirem manter seus maridos vivos (fiquei abismada com isso!).

Mas em meio a tantos empecilhos, segredos e costumes antigos, o amor entre Jay e Eliza não deixou de crescer. E aos poucos eles vão se entregando a esse sentimento e tentando arrumar uma forma de ficarem juntos sem serem prejudicados.


“Do outro lado da piscina, notou que Jay caminhava sozinho, aparentemente imerso em pensamentos. Seus olhares se encontraram, e mais uma vez ela sentiu a conexão que experimentara logo antes de descerem as escadarias até o durbar. Agora ele estava dando a volta na piscina, na direção de Eliza, e, ao aproximar-se, sorriu e perguntou se estava tudo bem com ela, ali fora, sozinha. A fotógrafa disse que sim, mas ele deu a impressão de hesitar antes de fazer uma reverência e ir embora.”

“Foi uma coisa terrível o que aconteceu, mas nunca esqueci a menina inglesa. Nunca esqueci você. Eu era o menino indiano.”


Gostaria de dizer que fiquei encantada com a história, assim como fiquei quando li O Perfume da Folha de Chá (resenha aqui); imaginei que por ser da mesma autora a “pegada” seria bem parecida, mas me enganei. 

Bom, a leitura foi um pouco lenta, até porque as ações demoram a acontecer e a autora não criou nada para prender a minha atenção. Então, para mim, ficou faltando empolgação para continuar a leitura, só no final que a história fica um pouco mais interessante e assim consegui desenvolvê-la bem. 

No entanto, tem um ponto que me faz amar os livros de Dinah Jefferies, que é a riqueza de detalhes que ela descreve os lugares, e isso faz com que a gente se sinta naquele local. No primeiro livro que li dela me senti assim e nesse não foi diferente, fiquei com uma vontade enorme de conhecer as cidades, mesmo que a história se passe em uma época diferente. Gosto bastante também do quanto ela citou a cultura local, os costumes bem exóticos do povo da Índia. 

Enfim, eu achei que Antes da Tempestade é aquele tipo de livro que você deve ler um pouquinho cada dia, levando a história com calma e sem esperar demais para tudo se desenvolver. E claro, ter mais tempo para ficar admirando a capa, que está linda demais.


“(...) Talvez um dia se lembrasse sem dor daquelas noites em Udaipore. Talvez um dia conseguisse finalmente esquecer a batida do coração dele quando estavam deitados, pele contra pele. Jay havia tocado seu corpo e, mais do que isso, havia tocado sua alma. A poeira acumulada do deserto tinha sido levada, e a terra fora amolecida pela chuva, mas doía ter compartilhado as monções com ele, apenas para perder tudo em seguida.”


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Sobre a autora:


Dinah Jefferies nasceu em Malacca, Malásia em 1948 e se mudou para a Inglaterra em 1956, aos oito anos de idade. Ela estudou no Birmingham College of Art e mais tarde na Ulster University, onde se formou em Literatura Inglesa . Enquanto na faculdade ela ficou grávida de seu primeiro filho, Jamie, que faleceu em um acidente. A experiência de perder o filho foi a inspiração para o seu romance The Separation (A Separação), foi publicado pela editora Viking em 2014. S eu segundo romance, O perfume da folha de chá, foi publicado aqui no Brasil pela Editora Paralela (Companhia das Letras).











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