Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.
Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.
Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?
Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. A mulher na janela é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Ficha Técnica:
Páginas: 352 | Gênero: Ficção; Literatura Estrangeira ; Suspense e Mistério | Formato: Impresso; Digital | Edição: 1ª | ISBN: 9788580418323 | Editora: Arqueiro | Idioma: Português |  SKOOB





Anna Fox é uma jovem senhora que carrega um grande sofrimento em sua vida. Tem uma bela casa, um inquilino que a ajuda em muitas coisas, porém, devido um trauma sofrido ela tem que se tratar de uma doença, a agorafobia, que é o “medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos”, e por isso não consegue sair de casa. 


“Viro a ampulheta sobre a mesa e fico observando como a pequena pirâmide de areia parece vibrar com a queda dos grãos. Faz tanto tempo... Quase um ano. Quase um ano que não saio de casa.”

Ela poderia seguir à risca o tratamento, mas misturar vinho com os remédios faz com que o tratamento não tenha tanta eficácia. E assim, observar os vizinhos e ver filmes antigos virou o seu hobby. Então, quando uma nova família se muda para uma casa em frente a sua, Anna não perde a oportunidade de através da sua janela tentar conhecer os novos vizinhos.

Até que em um belo dia “sua vizinha” resolve aparecer para fazer uma visita. Numa tarde calorosa Anna sente que pode começar ali uma grande amizade, isso se no dia seguinte ela não visse Jane ser brutalmente assinada. E é aí que surge o grande problema, no momento do ocorrido ela estava alcoolizada, então, isso poderia ter afetado suas memórias, suas lembranças? Como fazer os policiais acreditarem nela? Quem será que matou Jane?


“Um grito de horror, desses que saem das profundezas do ser, ecoa no ar!
Viro e olho na direção das janelas da cozinha.
O silêncio agora é total. Meu coração dispara.
De onde exatamente veio esse grito?.”

O título e a sinopse lembram muito o livro A Garota no Trem e talvez por isso eu não tenha começado a leitura com tanta empolgação, achando que seria mais do mesmo. E confesso que o início foi um pouco enfadonho, enquanto eu estava mais preocupada com o desenrolar da história, o autor fez uma grande introdução sobre o dia a dia de Anna. Pode ser que precisasse para poder explicar todos os detalhes da trama, mas uma resumida teria ajudado a leitura a fluir mais. A leitura só engatou de vez do meio do livro para o final.


“Jane apoia o antebraço na vidraça da janela, suplicando ajuda com os olhos arregalados, dizendo algo que não consigo ouvir nem ler nos lábios dela. O tempo parece congelar quando ela apoia a mão na janela e aos poucos vai caindo de joelhos no chão, deixando um rastro de sangue no vidro.” 

O enredo é muito bom, o desenrolar da história é ótimo, te prende, te envolve e te deixa grudada no livro. No entanto, eu acharia ainda melhor se não tivesse lido um livro com um enredo um pouco parecido antes. Contudo, adorei a trama, e a capa retratou muito bem a história, deixando o possível leitor bem curioso. Leitura recomendada! 





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Sobre o autor:



Formado em Oxford, A. J. Finn é ex-crítico literário e já escreveu para diversas publicações, incluindo Los Angeles TimesThe Washington Post e The Times Literary Supplement. A mulher na janela, seu primeiro romance, foi vendido para 36 países e está sendo adaptado para o cinema numa grande produção da 20th Century Fox. Natural de Nova York, Finn viveu por dez anos na Inglaterra antes de voltar para sua cidade natal, onde mora atualmente.














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