Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.

No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.

Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.

No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.

Ficha Técnica:
Páginas: 304 | Gênero: Ficção; Literatura Estrangeira; Romance | Formato: Digital; Impresso | Edição: 1ª | ISBN: 9788580418798 | Ano: 2018 | Editora: Arqueiro | Idioma: Português | SKOOB


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Ah, que livro delicioso! Estou até agora suspirando pela história de Sophia e Vincent, esse casal mega fofo que roubou o meu coração desde as primeiras páginas. Mais um livro da Mary Balogh que conquistou um cantinho todo especial no meu coração.


Vincent, o visconde Darleigh, perdeu a visão aos 17 anos enquanto lutava na guerra. Ainda muito jovem ele viu sua vida mudar drasticamente, teve que enfrentar sua nova condição, lidar com os traumas e ainda teve que assumir a responsabilidade que veio junto com o título de visconde que herdou de um tio. Mas ele seguiu em frente com a ajuda de seu fiel escudeiro Martin, com o apoio de seus amigos do Clube dos Sobreviventes e com o amor incondicional de sua família. Agora, aos 23 anos, Vince se vê em uma encruzilhada, pois sua mãe, avó e irmãs, estão fazendo de tudo para vê-lo casado, ele já não aguentava mais as interferências delas em sua vida, mesmo que sejam bem intencionadas.


"Por nada no mundo permitiria  que a escuridão tomasse conta do seu interior, pensou. Já bastava que estivesse ao seu redor o tempo todo. Sua própria estupidez na batalha trouxeram a escuridão externa. Não corroboraria a loucura juvenil permitindo que a luz de dentro dele se extinguisse. Viveria sua vida. E a viveria plenamente. Faria algo dela e de si mesmo. Não se renderia à depressão ou ao desespero. Por Deus, não se renderei."

Sentindo-se sufocado e pressionado, Vincent resolve fugir para o campo em busca de paz e sossego. A pequena cidade onde cresceu lhe parecia o lugar ideal para colocar as ideias em ordem, mas, assim que sua presença é notada, sua tranquilidade vai embora. Seu retorno é festejado, ele é tratado como um herói de guerra, todos querem revê-lo. Vince também vira alvo das jovens em busca de um casamento, e, por muito pouco, não cai em uma armadilha orquestrada pelos March, para fazê-lo casar-se com sua filha. E quem acaba salvando-o dessa emboscada é a jovem Sophia, que, por tal ato, acaba sofrendo as terríveis consequências.

Sophia Fry é uma órfã que ficou aos cuidados dos parentes após a morte do pai. A jovem sempre foi negligenciada pela família, vivia de favor e sua presença nunca era notada, sempre lhe faltou carinho e atenção. Ela era totalmente fora do "padrão" de beleza, mantinha os cabelos curtos, era magrinha, sem curvas, baixinha, do tipo de não chamava a atenção e sua autoestima era praticamente inexistente. Era conhecida como ratinha, sempre no cantinho escondida, maltrapilha, vivendo de "restos". Sua única alegria era fazer caricaturas, ali no papel ela soltava sua imaginação. Apesar de tudo, ela sonhava com o dia em que conquistaria seus sonhos mais íntimos.


Sophia não se metia nos assuntos da família, tentava se manter mais invisível possível, até que ela descobriu que seus tios estavam armando um plano para fazer com que o visconde Darleigh se casasse com sua prima. E, num momento de coragem, ela resolve intervir e acaba melando os planos, ajudando assim, o visconde a se livrar da ardilosa armadilha. Mas, com isso, acaba expulsa de casa, levando consigo apenas uma pequena mala e o valor de uma passagem somente de ida para Londres.

Quando Vincent fica sabendo do ocorrido, ele se sente culpado por tê-la prejudicado, mesmo que indiretamente. Seu intuito era somente ajudá-la a encontrar um emprego e um lugar para ficar, mas, num ato impulsivo, acaba propondo a Sophia um cordo que poderia ser benéfico para ambos os lados: o matrimônio. Seria o plano perfeito, ela estaria protegida sob seus cuidados e ele se livraria da cobrança de sua família. Claro que Sophia não aceita a oferta de primeira, a situação era absurda para ela. Porém, quando se vê sem nenhuma outra opção, sem ter outra pessoa a quem recorrer e nem para onde ir, Soph acaba cedendo. E, o que começa como um simples acordo, pouco a pouco torna-se uma doce paixão.


"– Estou feliz por não ser a única que precisa de cuidados em nosso casamento – disse ela. – Não que esteja feliz por você ser cego ou por ter esses ataques. Mas estou feliz que você não seja  uma espécie de pilar de força sobre-humana. Eu não conseguiria sobrepujá-lo. Sou fraca demais, frágil demais. Nas nossas fraquezas, talvez possamos encontrar formas."

Um acordo e nada mais é uma trama doce, sensível, terna e cativante, me vi envolvida facilmente na história e não desgrudei do livro até finalizar a leitura. O enredo, assim como no livro anterior, se mantém leve e sem grandes reviravoltas, mas, em momento algum se torna enfadonho, muito pelo contrário, Mary Balogh sabe como seduzir o leitor e mantê-lo cativo à trama.

O romance se desenvolve gradativamente, aos poucos Sophie e Vince vão se envolvendo, se descobrindo e criando laços sólidos e carregados de amor e companheirismo. E eu gostei tanto desse casal, que a minha vontade era de colocá-los em um potinho e guardar para sempre. Ambos são sofridos, carregam feridas profundas, mas em momento algum se deixam abater ou se vitimizam. O acordo que selaram acabou sendo o balsamo que tanto precisavam, juntos conquistaram a liberdade de viver a independência desejada e, de quebra, ainda encontraram o amor. E, se tem uma coisa que eles nos deixam como lição, é que a maior beleza não se enxerga com os olhos e sim com o coração. Amei a história do começo ao fim, e fiquei arrasada quando acabou.


"(...) Eu abdicaria qualquer coisa por você.
Ela soltou o braço dele.
– Sem hesitar – continuou ele. – Se eu fosse um rei, Sophie, abdicaria do trono por você, desistiria de tudo. Por você. É o que eu quero dizer quando digo que te amo.
Ele ouviu-a engolir em seco.
– Mas você não é um rei.
– Eu desistiria de Middlebury, então, e do meu título. Se tivesse que escolher entre eles e você, não haveria discussão. É fácil dizer, eu sei, quando parece não haver chance de eu ser forçado a fazer uma escolha dessas. Mas eu faria se precisasse. Não tenho a menor dúvida sobre o meu amor por você."

Adorei também rever os outros integrantes do Clube dos Sobreviventes, e o meu amado casal, Hugo e Gwen. Já não me aguento de vontade de ter os próximos livros em mãos! E o terceiro volume da série, Uma loucura e nada mais, vai contar a história de Benedict e Samantha, e a previsão de lançamento é para janeiro de 2019. Nem preciso dizer que já estou sofrendo de ansiedade desde agora, né?!





Leia também a resenha do primeiro livro da série: UMA PROPOSTA E NADA MAIS






Sobre a autora: Mary Balogh nasceu e foi criada no País de Gales. Ainda jovem, mudou-se para o Canadá, onde planejava passar dois anos trabalhando como professora. Porém ela se apaixonou, casou e criou raízes definitivas do outro lado do Atlântico.

Sempre sonhou ser escritora e tinha certeza de que, no dia em que escrevesse um livro, ele seria ambientado na Inglaterra do Período da Regência. Quando sua filha mais nova tinha 6 anos, Mary finalmente encontrou tempo para se dedicar ao antigo sonho. Depois de três meses, a primeira versão de sua obra de estreia estava pronta.

Publicada em 1985, deu a Mary o prêmio da Romantic Times de autora revelação na categoria Período da Regência. Em 1988, ela passou a se dedicar apenas aos livros.

Hoje é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times e vencedora de diversos prêmios literários. Sua série Os Bedwyns foi publicada no Brasil pela Arqueiro e já vendeu 100 mil exemplares.










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