Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.


Ficha Técnica:
Páginas: 216 | Gênero: Ficção; Literatura Estrangeira; Romance | Formato: Digital; Impresso | Edição: 1ª | ISBN: 9788535928754 | Editora: Companhia das Letras | Idioma: Português | Ano: 2017 | SKOOB

COMPRE NA     AMAZON   


Não é segredo pra ninguém que eu simplesmente amo histórias que tem como cenário a segunda guerra mundial, sendo elas baseadas em fatos reais ou não. Fico intrigada com o livro só por este fato, e com A Febre do Amanhecer foi assim, ele já me ganhou aí, e quando eu li a frase que está na capa, “Uma história de amor depois da tragédia da guerra”, criei uma expectativa maior ainda. Então, me joguei na leitura torcendo para não me decepcionar. Mas, antes de falar se me frustrei ou não, vou contar um pouquinho da obra para vocês. 

Miklós é um jovem de 25 anos que sobreviveu a terrível guerra, mas que, infelizmente, contraiu uma doença e seu caso era grave. De acordo com o médico, ele só tinha seis meses de vida, no máximo sete, e foi sabendo desse tempo que Miklós decidiu escrever cento e dezessete cartas. Cartas para as mais variadas moças húnguras, da cidade onde ele viveu e de regiões próximas. Miklós queria viver um amor. 


“Ao meu pai, o tempo interessava menos do que outras questões mais importantes, como a sua vida.”

Cartas enviadas, agora era esperar a resposta das moças. E quando obteve retorno ele sabia, ele sentia qual era a garota certa. Lili, uma jovem de 18 anos, quase não levou a sério aquela carta, até que sua amiga a convenceu a responder. E, a partir daí, começa uma linda, sofrida e apaixonante história de amor. 


“Querido Miklós!
Provavelmente não sou a pessoa que pensa, pois, embora tenha nascido em Debrecen, fui morar em Budapeste com um ano. Apesar disso, pensei muito no senhor, pois sua carta é tão simpática que continuo a troca de correspondência com prazer...” 

Uma das coisas que mais gostei neste livro, é que o romance é baseado em fatos reais, é a história dos pais do autor, Péter Gárdos, tanto que a narrativa é feita por ele. É lindo de se ver – e de se ler – o cuidado que o filho teve com a memória dos pais, com trechos das cartas que foram trocadas por eles ao longo do tempo. 

Embora seja um romance pós-guerra, o autor não deu muito ênfase a ela, o enredo foca realmente no casal e como foi a vida deles após esse período. E, mesmo que Péter não tenha se aprofundado tanto na questão da guerra em si, fiquei tão envolvida no romance, que esse detalhe nem foi tão relevante assim. 

A Febre do Amanhecer nos proporciona uma leitura fluida e extremamente tocante. Por fim, só me resta dizer que o livro é lindo e, tenho certeza, você irá se apaixonar por ele também.







Sobre o autor:


Péter Gárdos
 nasceu em Budapeste em 1948. É diretor de teatro e cinema, tendo recebido diversos prêmios internacionais. A febre do amanhecer, seu primeiro romance, foi publicado em 32 países e adaptado para o cinema.











Deixe um comentário: